domingo, 8 de agosto de 2010

Você é o que você usa.





Depois de uma semana de trabalho árduo, porém muito compensador, aqui estão elas: minhas filhotas novas! Essas são as novas criações de ecobags feitas com tecido 100% algodão e todinhas pintadas a mão! O valor de cada uma é 20 reais, e o e-mail (ou msn) de contato é o mesmo: vanesselumiere@gmail.com É claro que se você quiser uma estampa em outro modelo ou em outra cor, fique a vontade de montar a sua própria cine-eco.
Pessoal, peço desculpa pelo transtorno em estar fazendo os pedidos por e-mail ou msn; pois a fábrica ainda é baby. A idéia é fazer logo, espero, uma lojinha on-line, onde poderá se comprar direto pelo blog.
Espero que tenham gostado das novas invenções e aceito sugestões para novas estampas. Fiquem à vontade.
P.S. E já tem uma bolsa do Carlitos quentinha saindo do forno...aguardem...


sábado, 24 de julho de 2010

Para quem acredita em milagres. E para quem não acredita também.

Um dos pequenos filmes mais bem comentado de vários festivais de cinema do ano passado, El Baño Del Papa, já inicia com uma frase de advertência: "uma história real, que só poderia ter ocorrido por uma baita falta de sorte". É a maior prova que de bem-intencionados o inferno está cheio; ainda que seja o papa...
O Banheiro do Papa é a tragicomédia, muito mais tragi do que qualquer outra coisa, que nos leva a cidade de Melo, no Uruguai, no ano de 1988, com a chegada de João Paulo II. Beto, a nossa personagem central, é um pequeno contrabandista, que parte todos os dias com sua bicicleta e mais alguns companheiros para cruzar as fronteiras e buscar os pedidos dos "clientes", donos das vendinhas. A vinda do papa à cidadezinha causa um rebuliço em todos, que acreditam que irão receber mais de 40 mil brasileiros. Movidos pela fé e pela necessidade de obter algum lucro da situação, a população prepara-se para receber os supostos visitantes vizinhos; decidem, então, fazer o máximo que podem de comida para vender-lhes. Menos Beto. Ora, se todos esses brasileiros comerem aquele mundo de comida, uma hora terão de pô-la para fora e abrir espaço para mais comida. Bem, esta foi a idéia do Beto: construir um banheiro. Adoro essas pequenas hitórias reais, com um toque de ficção, e com um título inusitado! O Banheiro do papa fala mais do um banheiro: fala sobre um fato na história esquecido, ou talvez que nunca tenha sido lembrado, discutindo (e desafiando) fé, capitalismo, esperança, injustiça social. E o melhor: um fato verdadeiro. Aliás, perdoem-me: o pior; melhor mesmo, seria se a história não fosse real. E nem precisou ir muito longe; aconteceu logo ali, na fronteira.
Além dos atores que fazem o Beto, sua esposa e filha, que são profissionais, ainda existem alguns atores "de mentirinha": pessoas comuns que viveram na época do ocorrido. Mas olha, sinceridade, eu nem percebi...eu vi foi nos créditos (sim, eu sou daquelas pessoas que vêem as entrevistas de crédito dos filmes). Além disso, algumas das cenas, que tentam mostrar o drama das personagens de forma direta e crua, beiram um pouco à tosquice, dando um toque de documentário à filmagem. O que para uns era jutamente o toque simples e perfeito, para outros, pareceu amadorismo mal acabado: uma questão de gosto.
Acredito que não preciso dizer que construir o banheiro não foi algo fácil. Beto praticamente vendeu a alma para conseguir dinheiro e se indispôs com sua família. E ainda no último dia, faltava um mero detalhe: o vaso sanitário. Só que o nosso protagonista, ainda que uruguaio, não desiste nunca e vai buscar o vaso com a sua bicicleta no último minuto. E no caminho de volta, ele precisa deixar sua companheira de duas rodas e voltar a pé...sem problemas! O nosso obstinado amigo, com seu rústico otimismo, passa a carregar o vaso nas costas mesmo. E o papa finalmente aparece. Mulher e filha esperam ansiosas: um olho na transmisão papal e o outro no banheiro inacabado. E eu, quase falando com a TV: "corre, Beto, pelo amor de Deus! Leva logo essa maldita patente!" E sim, ele consegue! Viva! A não ser um pequeno engano: dos 40 mil visitantes esperados, vieram uns significativos zeros a menos, não chegando a mil pessoas. E assim como o papa veio, ele foi embora, decepcionando os que tinham fé e revoltando os que não a tinham. Montanhas de comida, pão, lingüiça, pastel, todos intocados. E, ao lado, pessoas com um sorriso de Mona Lisa, sem saber ao certo se riem ou se choram, endividadas até a próxima vida, sem querer acreditar naquilo que não aconteceu. E o banheiro pronto, é claro. Uma das cenas mais tristes que eu já vi na vida, sem exagero. Tanto, que devo ter ficado uma ou duas horas pensando, deitada, sem conseguir dormir e, ao mesmo tempo, sem saber direito o que pensar, lembrando daqueles olhares desolados.
O Banheiro do Papa pode não ser o filme mais encatador do mundo, o que de fato não o é. Mas vale muitíssimo a pena vê-lo e perder alguns instantes de sono com a pequena cidade de Melo: esquecida por Deus e lembrada, muito infelizmente, pelo Vaticano.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Eu quero uma!

Meus queridos blogueiros, como vocês já sabem, obviamente, sou uma grande fã de cinema. Talvez o que vocês não saibam, é que também apóio todas as iniciativas inteligentes ligadas a preservação da nossa casa, o planeta Terra. Uma dessas iniciativas, bastante emergente, é a idéia da ecobag, que visa a diminuiçao do uso do saco plástico. Eu, particularmente, acho um máximo! Sou super fã das ecobags, e levo sempre uma comigo em qualquer lugar. O único problema das que encontramos por aí, talvez, seja a falta de originalidade das estampas. Como eu acho que tudo que a gente usa diz um pouquinho a respeito de nós mesmos, resolvi criar uma linha de bolsas ecologicamente corretas com muito estilo! Para início, comecei fazendo o que eu gosto como...cinema! A produção ainda está pequena, filhotinha, mas vai crescer com certeza. Além das ecobags tradicionais, feitas com material 100% ecológico, existem as bolsas com 90% de material ecológico e pintadas a mão com muito carinho! Aí vão as fotos das primeiras que eu fiz. Espero que gostem e aprovem! Mais informações sobre modelos e preços é só me add no msn: vanesselumiere@gmail.com ou mandar um e-mail para o mesmo endereço. Entrega para todo o país.
Cuide do mundo você também. E com muito estilo!




segunda-feira, 7 de junho de 2010

E lá se foi a Alice...

e eu não pude ver!... Sim, é verdade, o primeiro filme do ano que eu realmente gostaria de ter ido ao cinema ver, já não está mais em cartaz. Ou melhor, está; porém em suas versões 3D ou dublada. Bem, depois da decepção de Avatar, só vejo outro filme 3D quando o ingresso custar menos de 20 reais e eu puder levar os óculos para casa. Medo de pegar uma conjuntivite... E dublado...caramba! Quem teve a infeliz idéia de passar cópias dubladas para o cinema? Primeiro, o filme é para pessoas acima de 10 anos, que já estão alfabetizadas, logo podem ler as legendas. Segundo: quem não souber ler com essa idade, perdoem-me a crueldade, via de regra, não vai ao cinema. Terceiro: se é para pagar 15 reais, eu quero a voz verdadeira do Johnny Depp! Senão, a coisa toda vira Sessão da Tarde. Agora é sentar e esperar até que saia em DVD...

P.S. Estou confeccionando uma novidade que será postada até o fim da semana. Aguardem!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E sempre haverá o cinema...

Existem situações ridículas e constrangedoras pelas quais passa um funcionário de uma empresa qualquer, que nós, enquanto consumidores, desconhecemos; no mínimo, ignoramos. Mas para saber mesmo, só estando na pele de um deles...
Há um tempo, eu fui a uma peça de teatro, que tinha por objetivo apresentar sugestões para aperfeiçoar o etendimento nas empresas a partir de situações cotidianas (pelas quais passam um estabelecimento, é claro). Sabe aquela intuição que nos avisa quando não devemos fazer algo? Mas como naquele dia eu não estava com vontade de trabalhar, fui. Se tem coisa pior do que ter a sua inteligência questionada e humilhada, por favor, Senhor, não me deixe nunca descobrir o que é! Nunca ouvi tanta bobagem sendo dita em tão pouco tempo. Nada contra os atores, que estavam apenas cumprindo o seu papel. Nada contra, também, os vivaldinos que tiveram a brilhante idéia de bolar tal "espetáculo", já que é um ótimo pão e circo desse modo de produção desgastado. E tudo contra a quem teve a audácia de achar qualquer ato engraçado e, pior ainda, proveitoso de alguma forma. E a coisa toda ainda tinha história: uma empresa falida reconquistando seus funcionários. Com a ajuda de um spray mágico, era oferecido o melhor produto e o menor preço. Ironia: a peça começou com 10min de atraso. E ainda se acham no direito de dizer como melhorar um atendimento. Mas tudo bem. Pior do quem humilhar a inteligência de alguém é esse alguém acatar a humilhação. Rindo. Ainda se as piadas fossem engraçadas...era um humor tão tosco, que só faltou o assistente de palco erguer a plaquinha "piada" cada vez que alguém, supostamente, fizesse uma. Ora, eu atendo na recepção. Não posso supervalorizar o meu produto, senão seria propaganda enganosa. Também não depende só de mim melhorá-lo e, muito menos, reajustar os preços. Então o que eu estava fazendo lá? Simples: o meu chefe, para descarregar um pouco da culpa, me manda ir lá para eu pensar que a culpa é inteiramente minha e aliviar a culpa de cima dele; logo, há uma transferência de culpas. E um baita peso na consciência! Não sei como ele dorme a noite. Mas aposto que bem melhor do que eu!
Bom, gente...mas não era bem isso o que eu queria falar. E também não era algo totalmente fora do contexto, porém acabei me excedendo. E descarregando um pouco da raiva. Mas deu, já passou! O que queria mesmo dizer é que no início do teatro, eles passaram um curta do André Rolim, "O Troco". Ainda não conhecia e achei genial! A maior prova de que pode se fazer milagre com uma produção de baixo orçamento. Basta ter uma idéia e a vontade para executá-la. O Troco fala sobre uma situação comum que a gente adora: ser atendido por um robô do telemarketing! Segue o link para assistir ao vídeo, que vale muito a pena.
o troco
Em meio a toda a minha revolta e frustração, só mesmo o cinema para me trazer um pouco de alegria.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Voltei!

Ahá! Para os injustos que andam falando que eu abandonei os princípios "cinemáticos" deste blog, que eu agora só quero saber de viajar, de gozar a vida, contar vantagens...bem, querer eu bem que queria... Anyway, o que estava tentando dizer, é que em meados de março precisei eleger algumas prioridades e, mais do que infelizmente, acabei me afastando do blog (de novo). E quando voltei aqui para atualizar a casa, me dei conta de que os últimos textos eram sobre a minha viagem, para não dizer quase toda a página. Tudo porque a pessoa aqui não consegue conter as emoções e leva dois meses para narrar 5 dias. Passada a euforia da minha aventura vamos de volta ao trabalho!
O fato de eu não ter postado nada recentemete no blog, não implica que eu não tenha escrito absolutamente nada referente a cinema. Isto porque uma das minha redações que precisei escrever neste início de abril era justamente sobre o que? Cinema. E brasileiro ainda por cima. A tarefa consistia em escolher um ou mais personagens do cinema brasileiro e fazer uma análise da nossa sociedade. Coisa bem chata que é tema de redação! Poxa, se é chata! Certamente os caras que sugerem os temas para as redações não têm vida. Nem amigos. Só que esse não era o momento de fazer revoluções contra os corretores de redações; ou escrevia ou não escrevia. Escrevi. E confesso que senti um prazer contido em desenvolver esse tema em particular, pois, além de ser sobre algo que eu gosto (e arrisco dizer que entendo um pouco), fazia tempo que eu não refletia nada sobre o assunto e muito menos escrevia. Acho que o cinema sentiu saudade de mim, tanto quanto eu dele, que acabou arranjando um jeitinho de me encontrar e de me chamar de volta. Bem, provavelmente foi só coincidência mesmo. Mas é que essa frase ficou tão poética na minha cabeça...
Outra coisa que me deixou pensativa a respeito do tema foi a exigência de um personagem do cinema nacional. Pessoas, sejam sinceras: a quantos filmes nacionais vocês assistiram no último ano? Pois é. Cinema americano, ou europeu, conseguimos ver uns 10, um pouco menos, filmes por mês. Já filme brasileiro, a gente vê uns 10 por vida! Eu mesma vi poucos. E confesso mais: não sou grande fã do nosso cinema. E quando eu falo em cinema, falo da indústria que comercializa os filmes; existem muitos talentos que acabam não sendo aproveitados. Não posso negar que o cinema brasileiro evoluiu muito em termos de produção e de tecnologia nos últimos anos, mas ainda falta um pouco para termos uma boa produção de conteúdo em grande quantidade. E cabeça boa não falta! É incrível o que pessoas com criatividade podem fazer com pouca verba. O documentário "Nós que aqui estamos, por vós esperamos", citado em algum post anterior, é um exemplo perfeito. Eu torço e faço campanha para que um dia esses talentos tilintem na boca do povo. Só é preciso uma câmera na mão, uma idéia na cabeça e um pouquinho de divulgação. E uma boa vontade de quem assiste, é claro.
Mas voltando a redação, antes que eu monte uma tribuna e comece a discursar em prol dos cineastas brasileiros, acabei escolhendo as personagens Jão Grilo, de o Auto da Compadecida (que todo mundo viu no colégio), e André, de O Homem Que Copiava (já falei por aqui que o Jorge é o meu queridinho, né?). Admito que o reflexão ficou um pouco trivial; contudo o corretor pareceu ter gostado, pois me deu uma boa nota pelo desenvolvimento. Em comemoração ao bom resultado, e a minha re-volta ao blog, estou publicando o texto aqui. Espero que gostem!

Ao contrário do cinema americano, que apresenta figuras heróicas e imaginárias, a sétima arte brasileira é rica em personagens que se assemelham à nossa realidade. Exemplos claros disso são João Grilo e André, de O Auto da Compadecida e de O Homem que copiava, respectivamente. Ambos representam a vontade de mudar vida e a esperteza presentes em um brasileiro.
João Grilo é um nordestino que vive na miséria de um árido sertão; porém sabe muito bem como driblar os percalços da vida. Oportunista, João tira vantagem de qualquer situação em nome do benefício próprio, mesmo que, para isso, precise lançar mão de pequenas mentiras e logros, burlando algumas questões morais. A sagacidade é seu maior instrumento, que ilustrao famoso jeitinho brasileiro.
Um pouco mais próximo de nós, gaúchos, está André, um jovem imaginativo operador de uma fotocopiadora, que não ganha mais do que um salário mínimo. Na tentativa de obter dinheiro para melhorar seu padrõ de vida, André caminha entre o certo e o errado. Em um primeiro momento, passa a falsificar cédulas, mas logo se arrepende. No entanto, como João Grilo, ou qualquer outro brasileiro, ele persevera na luta para escapar da pobreza e para ser feliz. Ele é o brasileiro que não desiste nunca.
Apesar de viverem em cenários contrastantes, o protagonista sertanejo e o porto-alegrense tem muito em comum. Ambos possuem o desejo incondicional que o brasileiro tem de melhorar sua vida e utilizam a astúcia para alcançar tal objetivo. Não desistem e até violam alguns bons costumes. Qualquer semelhança com as personagens do nosso cotidiano mão é mera coincidência.

Ufa! Espero, assim, ser bem-vinda de volta ao blog!

domingo, 14 de março de 2010

Ao fim de quatro dias.

Buenas, pessoal...juro que é o último post sobre a minha viagem. Enquanto escrevia esse último texto, pensei que seria melhor criar um outro blog com relatos extracurrículares, ou seja, tudo aquilo que não se originou de alguma experiência cinematográfica. Só que eu mal tenho tempo de cuidar de um blog, o que dirá de dois. Talvez um dia eu realmente faça outro só com as minhas abobrices e afins, e mantenha este daqui com o seu conceito original. Mas até lá, vai ficar tudo "xunto e rreunido" mesmo. Vocês entendem, né?
No meu último dia pela cida de São Paulo, meu corpo sentia duas sensações muito distintas. Uma de felicidade por ter conhecido muita gente bacana, por logo poder rever mnha família, por estar ali enfim. E outra de tristeza, de despedida. Estava com saudade de casa, mas não tanto a ponto de já querer ir embora. Neste dia, pensei que pudesse chorar em algum momento. Mas não chorei.
Era terça-feira, e a entrada do MASP era "de grátis". Lindo o museu, adorei. Mas o fato do museu ser bonito não implica que as obras expostas também sejam...ao menos não todas. Como por exemplo do quadro intitulado O Retratato de Suzanne Bloch, de Picasso. Lembra? Aquele quadro que foi roubado e escondido na favela? Que os pobres ignorantes não pagavam um pila pela "obra"? Pois é...eu também não pagaria! Gente, o quadro é realmente muito feio! Tanto, que chega a provocar graça. E bem no momento em que ria do retrato da Suzanne, dei de cara com um ex-professor de literatura do colégio. Para quem não sabe, o meu ex-professor de literatura é a personificação do demônio. Ele não olha para o chão e tem o umbigo maior ele mesmo. Humildade, ali, passou longe. Em uma cidade tão grande, com tantas milhares de pessoas, eu não encontrei nenhum conhecido que mora lá. Mas fui encontrar essa praga, que podia muito bem encontrar por aqui. Coincidências. Vá entendê-las...
Saímos do MASP e fomos para o centro subir no prédio do Banespa, que é um mini Empire State Building. É nesse momento que a gente percebe o tamanho de SP. Por qualquer direção em que se olha, prédios. Não existe fim. Pelo menos, eu não enxerguei. E não tem muito o que dizer sobre a vista do terraço, a não ser um silencioso uau.
Depois de passar pelo Viaduto do Chá, pela prefeitura, pelo teatro municipal, pela galeria do rock e de tomar uma limonada suíça, resolvemos voltar à Paulista para comprar alguns presentes na Sampa in Stampa (momento merchan) e para dar um último tchau. O céu já estava preto, o cheiro de chuva pairava no ar. E ao descer do metrô, aquela tromba d'água! Comprei uma capa de chuva para ir do metrô até o shopping. Não sei qual o nome do shopping porque, para mim, eles eram todos iguais. Mas tudo bem, porque eu estava mesmo era louca de faceira com a minha capa nova!, que surpreendentemente, funciona bem até. Comi um sanduíche no Subway, comprei meus presentinhos (curtindo últimos momentos de Sampa) e me fui embora para a casa da Ferdi comer pizza e ver um filme (curtindo últimos momentos em São Bernardo). Fiz a mala, dormi, acordei, tomei banho, comi e me despedi do pai da Jenny, do qual eu não mencionei até agora. Pessoa essa muito simples, que soube criar bem essa menina, que me recebeu de braços abertos, mesmo eu sendo estranha, e que tem um coração enorme. Serei sempre muito grata a tudo.
Enfim, pegamos e ônibus. Mas não mais para ir para Sampa, e sim, para Guarulhos. Ou melhor, fomos até Sampa pegar o metrô, e aí outro e mais outro, então pegamos ou ônibus para ir para Guarulhos...saudade do Elton para carregar minha mala! Fui me despedindo do mate gelado, do Ibirapuera, das feiras de domingo, do açaí na tigela... Estava me sentindo num flashback gigante. Ao chegar no gigaeroporto de Gaurulhos, momento desespero: o ônibus não entrava nunca no maldito aeroporto! Não chegava nunca à entrada. E depois, não chegava nunca ao guichê da Ocean... Mas já com tudo resolvido, passagem de volta na mão, à entrada do portão de embarque, hora da despedida final. E junto ao abraço, veio uma lágrima. E depois outra. E mais outra. E outra. Até chegar a um ponto que eu já não conseguia mais falar. Mas acho que o choro acabou falando por mim. Foi algo espontâneo, de tristeza, de emoção, de alegria, de saudade, de agradecimento, de tudo um pouco. E não conseguia parar! Acho que o cara que passa a mala no raio-x ficou até com uma peninha de mim; estava quase me oferecendo um lenço.
E para voltar, o esquema inverso: pegar um ônibus para ir até o avião, etc, etc... E a viagem de volta não foi assim tão tranqüila, pois cada vez que o avião entrava numa nuvem, ele se saudia todo e parecia que estava caindo. Eu realmente estava começando a odiar as nuvens depois desses 5 dias! E para piorar, estava com cara de choro. Mas então eu olhava para as comissárias: se elas etavam bem, então eu também estava.
Já na terra firme do Salgado Filho, matei a saudade da família! E parecia que minha alma tinha ficado perdia nos metrôs de SP. Ou era apenas uma alucinação devido ao calor. Para quem não sabe, eu cheguei naquela quarta-feira maldita, em que Porto Alegre virou notícia no mundo todo por ser o lugar mais insuportável de se estar. Com tantos outros bons motivos para ser notícia...
Engraçado a maneira como as coisas acontecem: tentei viajar inúmeras vezes e nunca dava certo. Até que um dia deu. No dia em que a Jenny ficou sabendo que iria viajar em um mês para a Holanda, onde vai trabalhar como au pair durante um ano. O que foi uma apresentação para mim, acabou sendo uma despedida para ela. A vida apronta cada uma, e a gente, que é burrão, nunca entende o porquê. Só sei, é que foram 4 dias muito felizes! E encontrar uma pessoa como esta, no meio de tantas outras imprestáveis que nos tomam tempo, mesmo que só uma, faz a gente retomar a esperança que se tem na humanidade inteira. Além de ser um privilégio.


MASP




Oh a Catedral da Sé ali!


Duas pessoas maravilhosas! Amei conhecer vocês! Ah, minha regata verde...e a sapatilha vermelha, é claro!


Conselho para viagens longas: não sentem na turbina.

P.S. prometo que o próximo post vai ser de cinema. É que às vezes a vida da gente parece ser tão mais emocionante...