<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443</id><updated>2012-02-16T18:38:57.947-08:00</updated><title type='text'>Cinepocket</title><subtitle type='html'>Um lugar para se discutir o cinema e a vida. No fim, é tudo quase a mesma coisa.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-194348692780641291</id><published>2011-07-31T17:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T17:54:51.750-07:00</updated><title type='text'>Mais uma criação saindo do forno!</title><content type='html'>Demorou, mas saiu! Finalmente ficou pronto o modelo da nova ecobolsa do Chaplin. Toda feita em tecido de algodão e, como sempre, com muita dedicação. Ela é realmente muito grande; é perfeita para as mulheres que, assim, como eu, levam a vida dentro da bolsa. Além de ser linda e cheia de personalidade! E para ter a sua, é só mandar um e-mail para vanesselumiere@gmail.com ou add (o mesmo e-mail) no msn. É possível deixá-la ainda mais com a sua cara, trocando a cor, o tamanho ou mesmo a estampa. Entrega para todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-BYsGG9vaaHg/TjX4rstPgzI/AAAAAAAAAIg/FjpUyJk5atQ/s1600/101_0365.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BYsGG9vaaHg/TjX4rstPgzI/AAAAAAAAAIg/FjpUyJk5atQ/s200/101_0365.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635683938343027506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3fR09dmQ9Ks/TjX4r3x7jgI/AAAAAAAAAIo/Juan-1NV-Cg/s1600/101_0371.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3fR09dmQ9Ks/TjX4r3x7jgI/AAAAAAAAAIo/Juan-1NV-Cg/s200/101_0371.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635683941315481090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hBs6oUxSHUk/TjX4r7GLB1I/AAAAAAAAAIw/PpjBMvIK6UI/s1600/101_0374.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hBs6oUxSHUk/TjX4r7GLB1I/AAAAAAAAAIw/PpjBMvIK6UI/s200/101_0374.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635683942205687634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-194348692780641291?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/194348692780641291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=194348692780641291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/194348692780641291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/194348692780641291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2011/07/mais-uma-criacao-saindo-do-forno.html' title='Mais uma criação saindo do forno!'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BYsGG9vaaHg/TjX4rstPgzI/AAAAAAAAAIg/FjpUyJk5atQ/s72-c/101_0365.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3307621467684175900</id><published>2011-06-22T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T18:11:45.688-07:00</updated><title type='text'>Sobre liberdade e democracia.</title><content type='html'>Achei um achado no Youtube. Na verdade, acharam para mim. Meu professor de geografia recomendou esta pequena película. O 11 de setembro chileno. Achei estranho, a princípio: era um 11 de setembro que eu não conhecia; não era o 11 de setembro dos EUA, que todo ano faz aniversário, que os documentários do Globo News, do GNT e do Discovery não nos deixam esquecer. Era um 11 de setembro que a gente estuda uma vez na história e depois esquece. Senti até um pouco de vergonha em pensar que vi (várias vezes, confesso) dois bebês conversando no Youtube, mas este vídeo, nunca. Ainda bem que existem os professores de geografia.&lt;br /&gt;O curta é lindo. Seria ainda mais lindo, se não fosse verdade. Acho que está na hora de parar com essa história toda de "terror" e de perseguição; de mocinho e de vilão: Saddam foi enforcado; Osama executado. E o Pinochet? Morreu de velho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/7vrSq4cievs" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3307621467684175900?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3307621467684175900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3307621467684175900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3307621467684175900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3307621467684175900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2011/06/sobre-liberdade-e-democracia.html' title='Sobre liberdade e democracia.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/7vrSq4cievs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8757823712658571282</id><published>2011-04-29T18:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T07:55:27.003-07:00</updated><title type='text'>R-r-ro-oyal M-mo-ovie.</title><content type='html'>Realmente, me impressiona a quantidade de folhas de jornais e os canais de televisão falando sobre o casamento da família real. O que eu acho? Estou cagando para o assunto. E o que mais me irrita é o fato de eu estar cagando para isso e ainda estar ciente de todos os "acontecimentos" reais, já que praticamente é só o que transmitem na TV e comentam na rua. E parece que o mundo pára, que as notícias não acontecem mais, que não tem mais fome no mundo, que o Egito vive em paz, que os tutsis andam de mãos dadas com os hutus, que a gasolina não vai subir... Eu tento fugir, mas nem no twitter eu tenho paz. E já fizeram um filme com a história do romance (!), e parece que bem meia-boca, pois foi duramente criticado. Bem, como o filme ainda não foi lançado, e, mesmo quando for, eu não irei ver, não terei certeza quanto a qualidade. Mas, considerando a minha má vontade, desta vez concordarei com a crítica sem ver o romance. Então, vamos falar sobre o que já foi lançado e visto: "O Discurso do Rei". Tudo para ser um filme odiável, mas, incrivelmente, não o é. Um dos casos em que o elenco, definitivamente, salva o jogo.&lt;br /&gt;Nunca entendi porque uma família é real e a outra não. Gostaria de ver o DNA de um deles para saber se é azul, ou coisa do tipo. Acho que ter uma família real fazia algum sentido até o séc. XVII, mas hoje, acho que é pensar pequeno, que é insistir em manter vivo algo que poderia estar melhor se estivesse morto (como o programa da Xuxa, sabe?). O Discurso do Rei tenta encobrir um pouco essa realidade e faz com que a gente sinta um pouquinho de solidariedade com o rei. George, pai da atual rainha, era gago. Mas poxa, o cara reinava, não governava e vivia (muito bem) do dinheiro público. Assim, até eu topava ser gaga! Então, vem a história triste: a cada tentativa de discurso, ele se engasgava todo, e sofria chacotas de todos, até do irmão. Uma espécie de royal bullying. O problema é que fora essa pequena rejeição familiar do rei, a história, apesar de verídica, não traz um drama envolvente. Os personagens em si não são muito atraentes, exceto pelo terapeuta, Lionel Logue, que trata de George. Lionel, vivido por Geoffrey Rush, um dos meu atores prediletos, trata George não como um rei, mas como alguém normal, não dizendo que um rei seja anormal. Aliás, ele o chama pelo apelido, Berty, induzindo o público a vê-lo também como um amigo e não como um ser supostamente superior. O método, na época, era pouco convencional, causando uma certa resistência ao paciente. Porém havia sido o único a apresentar resultados, o que transformou Berty e Lionel em amigos de fato. Entre uma sessão e outra, são apresentados, além das técnicas de cura para a gagueira, um pouco dos relatos sobre a vida do rei. Ele sempre teve problemas com o irmão. Desde a infância. Quando ele era apenas um principezinho, a royal nanny, por gostar mais do irmão, deixava Berty sem comida. Quase chorei. Juro. E são pequenos relatos assim que vão nos amolecendo, nos aproximando do rei, que agora já se parece mais conosco.&lt;br /&gt;Contudo, o ponto de destaque do filme é o elenco. Escolhido a dedo! De verdade, de verdadinha, quem tem carisma não é o rei, e sim o Colin Firth, que está impressionante!Nunca duvidei das qualidades do Colin como ator, mas como o rei gago, ele consegue se superar e conquistar a simpatia de todos. Quem está muito bem, também, é a senhora Tim Burton, Helena Bonham Carter, como a rainha, não a Vermelha, mas a Elizabeth. Geoffrey Rush, como já mencionado, está ótimo tanto quanto ator, como personagem. Vale também dar um destaque especial a Timothy Spall, que mesmo aparecendo pouco, rouba as cenas ao representar Winston Churchill, com língua presa e tudo. E, em harmonia com o elenco magistral, a direção e o cenário perfeito em cada detalhe também encantam e complementam o visual.&lt;br /&gt;Agora, uma pequena reflexão fajuta: mesmo, aparentemente, tento tudo, Berty não era completamente feliz e satisfeito; e, mesmo sendo rei, não tinha autoestima. Por isso, para quem perde o tempo, mas não perde os detalhes do royal wedding, saiba que a humanidade toda tem problemas. Se não for dinheiro, vai ser afetivo, se não for afetivo, vai ser outra coisa qualquer. Não adianta ter inveja do anel ou do vestido da noiva real, porque ela deve ser feliz tanto quanto a gente. Ter tudo pode não ser tudo. Pensemos nisso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8757823712658571282?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8757823712658571282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8757823712658571282&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8757823712658571282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8757823712658571282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2011/04/r-r-ro-oyal-m-mo-ovie.html' title='R-r-ro-oyal M-mo-ovie.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-6680874643645139523</id><published>2011-04-24T09:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T16:28:26.987-07:00</updated><title type='text'>Nota de fim de semana em PoA.</title><content type='html'>Começou ontem o festival CineEsquemaNovo em Porto Alegre. O evento exibe e discute os diferentes e novos conceitos de arte visual brasileira. O festival CEN de 2011 terá mostras na Usina do Gasômetro, Cine Bancários e Santander Cultural. Para quem quer entender e conhecer um pouco mais sobre as produções, uma boa dica é acessar o&lt;a href="http://cineesquemanovo.wordpress.com/"&gt; Blog do CEN&lt;/a&gt;. Lá, tem muitos vídeos e entrevistas bacanas sobre quem já pintou ou vai pintar no festival. A programação completa se encontra no &lt;a href="http://www.cineesquemanovo.org/versao2011/"&gt;site CineEsquemaNovo&lt;/a&gt;. Para quem tem as tardes livres, gosta de novidades no cinema alternativo e é curioso, vale a pena dar uma passadinha em alguma das mostras. O máximo que vai acontecer, é a gente sair na metade do filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-6680874643645139523?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/6680874643645139523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=6680874643645139523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6680874643645139523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6680874643645139523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2011/04/nota-de-fim-de-semana-em-poa.html' title='Nota de fim de semana em PoA.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3814164935913031534</id><published>2011-04-19T17:18:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T06:51:03.653-07:00</updated><title type='text'>Um dia de Clarisse.</title><content type='html'>Está aí: preciso parar de me preocupar com o que dizem os outros.&lt;br /&gt;Dia desses vi "NY, Eu Te Amo".  Repete o mesmo formato de "Paris, Eu Te Amo", só que em homenagem a cidade de Nova York. O que eu penso de um vale para os dois: alguns curtas muito legais, outros nem tanto e uns bem ruinzinhos mesmo. Tentei selecionar alguns, os que mais gostei, para escrever sobre, mas acabei rasgando o papel (sim, as árvores que me desculpem, mas eu ainda faço o rascunho no papel); comecei a pensar que algum curta de que eu gostei um outro alguém não gostou e vice-versa. E então, não consegui pensar em mais nada...&lt;br /&gt;Há algum tempo atrás, joguei tudo pro alto e decidi que iria ser cineasta. O que eu mais queria era dirigir um filme: colocar as minhas idéias nele, expor a minha visão de mundo. Acabei desistindo da idéia. Não tinha câmera, nem atores, nem produtores, nem dinheiro, nem nada na verdade. Só o que eu tinha era papel e lápis para escrever um roteiro. Sei que só com um papel, lápis e boas idéias se pode ir muito longe e conseguir tudo o que falta para realizar um projeto. E eu sabia como era a história e como eu queria que tudo fosse feito.  Poderia ter começado por aí, conversado com mais pessoas até aprender o  que eu tinha de fazer, já que eu não sabia, e não sei, nada sobre como fazer filmes. Foi então que comecei a pensar que a minha idéia não era assim tão boa, que era meia-boca e, até, que era uma idéia ruim. E mais ainda, temi, ou pior, tive certeza de que todos achariam que era uma péssima idéia, que eu não tinha vocação para a coisa, e nunca comentei nada com ninguém. Abandonei o navio bem antes de embarcar. Resolvi que essa não era uma carreira sólida e iria trabalhar em outra área. E fui. Até hoje sinto, não sei se arrependimento ou frustração. Mais ainda, me questiono: como eu sabia que não gostariam da minha idéia se ninguém a viu? O que eu tive, na realidade, foi medo de ouvir: enquanto a suposta negação estava só na minha cabeça, eu me conformava; mas ouvir dos outros dói mais, ainda que eu concorde. E no fim, nunca fiquei sabendo se o que eu tive foi falta de talento ou de coragem.&lt;br /&gt;Ao final, o filme em si, NY, Eu Te Amo, me interessava cada menos. Depois de vê-lo, aconteceu uma dessas epifanias de Clarisse tão profunda, que já nem me importava se era um filme bom ou ruim. Acho que a vida da gente é assim mesmo: pequenos episódios, curtas, que algumas pessoas julgaram bons; outras, ruins. E, ainda por cima, me lembrei do Woody Allen; sempre digo que ele não é um gênio. Só que que milhares de pessoas acham que ele é. Ou seja, não importa o quanto eu diga que ele não é um gênio, ele não o deixa de ser. Ao menos não para esses milhares. E é com isso que eu preciso me acostumar. Algumas pessoas gostam de mim, e outras simplesmente não gostam. Alguns vão gostar das minhas idéias, outros acharam que é lixo e algum outro talvez as compre. Muita gente vai de encontro às minhas opiniões, e isso não é motivo para não tê-las. Nem empecilho para não dizê-las. Acho que a gente deve ser que nem ambrosia: alguns amam, outros odeiam, mas ela está sempre lá, presente na sobremesa de todos os buffets.&lt;br /&gt;Quem sabe ainda não dá tempo de fazer um filme? O meu. Acho que vou parar de me preocupar tanto com o que os outros pensam. Da próxima vez que tiver uma idéia, vou mostrá-la para o maior número de pessoas que conseguir. Se dez não gostarem, vou continuar tentando até achar cem que gostem. E se cem não gostarem...daí eu troco de idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3814164935913031534?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3814164935913031534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3814164935913031534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3814164935913031534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3814164935913031534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2011/04/um-dia-de-clarisse.html' title='Um dia de Clarisse.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7848875782418786553</id><published>2010-12-31T11:41:00.000-08:00</published><updated>2011-04-29T20:07:39.305-07:00</updated><title type='text'>Para não dizer que eu não falei de flores.</title><content type='html'>Este ano foi mesmo do avesso. Liberdade foi algo que perdeu o significamento. O enclausuramento se tornou um modo de vida. O tempo passou a ser contado em exercícios de matemática e química; a diversão, em resumos de história e geografia. O shopping virou minha casa, e minha casa virou um dormitório. Não vi o Paul cantar. Foi um ano de sacrifícios e abdicações. E a recompensa?, está mais lá adiante. Quem é futuro bixo, sabe do que estou falando.&lt;br /&gt;Meus queridos que me acompanham no Cinepocket, 2010 foi o ano das escolhas. E daquelas drásticas: sem meio-termo. Não pude acompanhar os blogs das minhas queridas amigas que amo tanto! Não pude nem mesmo atualizar o meu próprio. Precisei trocar os filmes e a internet pelos livros. Estudar foi a palavra do ano, e eu não teria suportado uma semana se não fosse com uma little help from my friends. Quanto a isso, não posso reclamar: neste ano, o destino só colocou pessoas boas no meu caminho. Foram poucas, porém verdadeiras. Nada mais justo do que fechar 2010 agradecendo a todos:&lt;br /&gt;aos meus pais e ao meui rmão: a melhor família que o universo poderia me dar. À Jenny e ao pai dela, pessoas de enorme coração!, mais o Elton e a Ferdi, que me apresentaram a gigante São Paulo. Ao Rafa, pelos chimas feitos na redenção (que este ano foram poucos) e pelos e-mails trocados de amizade. À Lupe que trabalhou bem pra me deixar com um sorriso bonito! À Nati e à Stefania: exemplos de obstinação. À minha querida Bruna, que ficou do meu lado (literalmente) 2010 inteiro! Rimos um bocado, não? Ao Marcus, à Mari, à Maitê e à Nati: amigos que gostaria de ter conhecido melhor! Ao Márcio Estrela "que veio do céu", professor e amigo. Ao Alexei que nunca me negou uma explicação entre uma aula e outra. Ao Edir e sua admirável fé nas pessoas. Ao segunrança do shopping que nunca falhou com o seu "bom dia, amiga". Tem também aqueles que, por causa da minha rotina maluca, nem pude ver direito (alguns nem vi), mas que a amizade continuou a mesma: a Sara, minha amiga borboleta; o Charles, meu amigo-irmão que eu morro de saudade; a Carina, minha dinda amada; ao Arthur, que faz anos que não o vejo, talvez por culpa minha, e como me arrependo; a Karol e suas festas de última hora, a Karyne, a Camila e a Thássia, minhas amigas flores que eu sempre guardarei na memória! A TODOS VOCÊS, MUITO OBRIGADA! Obrigada por terem ajudado a passar bem esse ano difícil. E se hoje sou o que sou, devo isso a vocês.&lt;br /&gt;A todos os meus amigos, feliz Ano Novo! Que 2011 se inicie a realização de todos os nossos sonhos! E para os bixos, o nosso ano novo começa só depois do dia 12: vamos brindar com a faixa!!!&lt;br /&gt;E feliz Ano Novo pra você também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7848875782418786553?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7848875782418786553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7848875782418786553&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7848875782418786553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7848875782418786553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/12/para-nao-dizer-que-eu-nao-falei-de.html' title='Para não dizer que eu não falei de flores.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8820913890205611388</id><published>2010-08-08T14:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T15:09:16.439-07:00</updated><title type='text'>Você é o que você usa.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8qusS-okI/AAAAAAAAAHk/gRL5yPHYryA/s1600/101_0103.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503164251323146818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8qusS-okI/AAAAAAAAAHk/gRL5yPHYryA/s320/101_0103.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8quQ_mLCI/AAAAAAAAAHc/YKIDGiwNc20/s1600/101_0105.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503164243994094626" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8quQ_mLCI/AAAAAAAAAHc/YKIDGiwNc20/s320/101_0105.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8quOp5Q9I/AAAAAAAAAHU/xyKp6-RipEk/s1600/101_0106.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503164243366200274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8quOp5Q9I/AAAAAAAAAHU/xyKp6-RipEk/s320/101_0106.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Depois de uma semana de trabalho árduo, porém muito compensador, aqui estão elas: minhas filhotas novas! Essas são as novas criações de ecobags feitas com tecido 100% algodão e todinhas pintadas a mão! O valor de cada uma é 20 reais, e o e-mail (ou msn) de contato é o mesmo: &lt;a href="mailto:vanesselumiere@gmail.com"&gt;vanesselumiere@gmail.com&lt;/a&gt; É claro que se você quiser uma estampa em outro modelo ou em outra cor, fique a vontade de montar a sua própria cine-eco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pessoal, peço desculpa pelo transtorno em estar fazendo os pedidos por e-mail ou msn; pois a fábrica ainda é baby. A idéia é fazer logo, espero, uma lojinha on-line, onde poderá se comprar direto pelo blog. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que tenham gostado das novas invenções e aceito sugestões para novas estampas. Fiquem à vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;P.S. E já tem uma bolsa do Carlitos quentinha saindo do forno...aguardem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8820913890205611388?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8820913890205611388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8820913890205611388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8820913890205611388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8820913890205611388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/08/voce-e-o-que-voce-usa.html' title='Você é o que você usa.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TF8qusS-okI/AAAAAAAAAHk/gRL5yPHYryA/s72-c/101_0103.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2768290043950762019</id><published>2010-07-24T16:19:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T15:53:32.163-07:00</updated><title type='text'>Para quem acredita em milagres. E para quem não acredita também.</title><content type='html'>Um dos pequenos filmes mais bem comentado de vários festivais de cinema do ano passado, El Baño Del Papa, já inicia com uma frase de advertência: "uma história real, que só poderia ter ocorrido por uma baita falta de sorte". É a maior prova que de bem-intencionados o inferno está cheio; ainda que seja o papa...&lt;br /&gt;O Banheiro do Papa é a tragicomédia, muito mais tragi do que qualquer outra coisa, que nos leva a cidade de Melo, no Uruguai, no ano de 1988, com a chegada de João Paulo II. Beto, a nossa personagem central, é um pequeno contrabandista, que parte todos os dias com sua bicicleta e mais alguns companheiros para cruzar as fronteiras e buscar os pedidos dos "clientes", donos das vendinhas. A vinda do papa à cidadezinha causa um rebuliço em todos, que acreditam que irão receber mais de 40 mil brasileiros. Movidos pela fé e pela necessidade de obter algum lucro da situação, a população prepara-se para receber os supostos visitantes vizinhos; decidem, então, fazer o máximo que podem de comida para vender-lhes. Menos Beto. Ora, se todos esses brasileiros comerem aquele mundo de comida, uma hora terão de pô-la para fora e abrir espaço para mais comida. Bem, esta foi a idéia do Beto: construir um banheiro. Adoro essas pequenas hitórias reais, com um toque de ficção, e com um título inusitado! O Banheiro do papa fala mais do um banheiro: fala sobre um fato na história esquecido, ou talvez que nunca tenha sido lembrado, discutindo (e desafiando) fé, capitalismo, esperança, injustiça social. E o melhor: um fato verdadeiro. Aliás, perdoem-me: o pior; melhor mesmo, seria se a história não fosse real. E nem precisou ir muito longe; aconteceu logo ali, na fronteira.&lt;br /&gt;Além dos atores que fazem o Beto, sua esposa e filha, que são profissionais, ainda existem alguns atores "de mentirinha": pessoas comuns que viveram na época do ocorrido. Mas olha, sinceridade, eu nem percebi...eu vi foi nos créditos (sim, eu sou daquelas pessoas que vêem as entrevistas de crédito dos filmes). Além disso, algumas das cenas, que tentam mostrar o drama das personagens de forma direta e crua, beiram um pouco à tosquice, dando um toque de documentário à filmagem. O que para uns era jutamente o toque simples e perfeito, para outros, pareceu amadorismo mal acabado: uma questão de gosto.&lt;br /&gt;Acredito que não preciso dizer que construir o banheiro não foi algo fácil. Beto praticamente vendeu a alma para conseguir dinheiro e se indispôs com sua família. E ainda no último dia, faltava um mero detalhe: o vaso sanitário. Só que o nosso protagonista, ainda que uruguaio, não desiste nunca e vai buscar o vaso com a sua bicicleta no último minuto. E no caminho de volta, ele precisa deixar sua companheira de duas rodas e voltar a pé...sem problemas! O nosso obstinado amigo, com seu rústico otimismo, passa a carregar o vaso nas costas mesmo. E o papa finalmente aparece. Mulher e filha esperam ansiosas: um olho na transmisão papal e o outro no banheiro inacabado. E eu, quase falando com a TV: "corre, Beto, pelo amor de Deus! Leva logo essa maldita patente!" E sim, ele consegue! Viva! A não ser um pequeno engano: dos 40 mil visitantes esperados, vieram uns significativos zeros a menos, não chegando a mil pessoas. E assim como o papa veio, ele foi embora, decepcionando os que tinham fé e revoltando os que não a tinham. Montanhas de comida, pão, lingüiça, pastel, todos intocados. E, ao lado, pessoas com um sorriso de Mona Lisa, sem saber ao certo se riem ou se choram, endividadas até a próxima vida, sem querer acreditar naquilo que não aconteceu. E o banheiro pronto, é claro. Uma das cenas mais tristes que eu já vi na vida, sem exagero. Tanto, que devo ter ficado uma ou duas horas pensando, deitada, sem conseguir dormir e, ao mesmo tempo, sem saber direito o que pensar, lembrando daqueles olhares desolados.&lt;br /&gt;O Banheiro do Papa pode não ser o filme mais encatador do mundo, o que de fato não o é. Mas vale muitíssimo a pena vê-lo e perder alguns instantes de sono com a pequena cidade de Melo: esquecida por Deus e lembrada, muito infelizmente, pelo Vaticano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2768290043950762019?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2768290043950762019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2768290043950762019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2768290043950762019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2768290043950762019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/07/um-dos-pequenos-filmes-mais-bem.html' title='Para quem acredita em milagres. E para quem não acredita também.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-12959748175148045</id><published>2010-06-10T16:01:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T09:00:42.486-07:00</updated><title type='text'>Eu quero uma!</title><content type='html'>Meus queridos blogueiros, como vocês já sabem, obviamente, sou uma grande fã de cinema. Talvez o que vocês não saibam, é que também apóio todas as iniciativas inteligentes ligadas a preservação da nossa casa, o planeta Terra. Uma dessas iniciativas, bastante emergente, é a idéia da ecobag, que visa a diminuiçao do uso do saco plástico. Eu, particularmente, acho um máximo! Sou super fã das ecobags, e levo sempre uma comigo em qualquer lugar. O único problema das que encontramos por aí, talvez, seja a falta de originalidade das estampas. Como eu acho que tudo que a gente usa diz um pouquinho a respeito de nós mesmos, resolvi criar uma linha de bolsas ecologicamente corretas com muito estilo! Para início, comecei fazendo o que eu gosto como...cinema! A produção ainda está pequena, filhotinha, mas vai crescer com certeza. Além das ecobags tradicionais, feitas com material 100% ecológico, existem as bolsas com 90% de material ecológico e pintadas a mão com muito carinho! Aí vão as fotos das primeiras que eu fiz. Espero que gostem e aprovem! Mais informações sobre modelos e preços é só me add no msn: vanesselumiere@gmail.com ou mandar um e-mail para o mesmo endereço. Entrega para todo o país.&lt;br /&gt;Cuide do mundo você também. E com muito estilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3mgbC_GI/AAAAAAAAAG0/41vpDnpncaU/s1600/101_0093.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 134px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481293724908715106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3mgbC_GI/AAAAAAAAAG0/41vpDnpncaU/s200/101_0093.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3eifecvI/AAAAAAAAAGs/JwDkw2QaJ8U/s1600/101_0092.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481293588025209586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3eifecvI/AAAAAAAAAGs/JwDkw2QaJ8U/s200/101_0092.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3NZDsjvI/AAAAAAAAAGc/6IrmrUy5mWg/s1600/101_0091.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 134px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481293293434998514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3NZDsjvI/AAAAAAAAAGc/6IrmrUy5mWg/s200/101_0091.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-12959748175148045?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/12959748175148045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=12959748175148045&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/12959748175148045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/12959748175148045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/06/eu-quero-uma.html' title='Eu quero uma!'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/TBF3mgbC_GI/AAAAAAAAAG0/41vpDnpncaU/s72-c/101_0093.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8666607217845318951</id><published>2010-06-07T16:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T16:46:17.041-07:00</updated><title type='text'>E lá se foi a Alice...</title><content type='html'>e eu não pude ver!... Sim, é verdade, o primeiro filme do ano que eu realmente gostaria de ter ido ao cinema ver, já não está mais em cartaz. Ou melhor, está; porém em suas versões 3D ou dublada. Bem, depois da decepção de Avatar, só vejo outro filme 3D quando o ingresso custar menos de 20 reais e eu puder levar os óculos para casa. Medo de pegar uma conjuntivite... E dublado...caramba! Quem teve a infeliz idéia de passar cópias dubladas para o cinema? Primeiro, o filme é para pessoas acima de 10 anos, que já estão alfabetizadas, logo podem ler as legendas. Segundo: quem não souber ler com essa idade, perdoem-me a crueldade, via de regra, não vai ao cinema. Terceiro: se é para pagar 15 reais, eu quero a voz verdadeira do Johnny Depp! Senão, a coisa toda vira Sessão da Tarde. Agora é sentar e esperar até que saia em DVD...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Estou confeccionando uma novidade que será postada até o fim da semana. Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8666607217845318951?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8666607217845318951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8666607217845318951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8666607217845318951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8666607217845318951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/06/e-la-se-foi-alice.html' title='E lá se foi a Alice...'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3330560664522994547</id><published>2010-05-14T15:59:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T15:43:56.241-07:00</updated><title type='text'>E sempre haverá o cinema...</title><content type='html'>Existem situações ridículas e constrangedoras pelas quais passa um funcionário de uma empresa qualquer, que nós, enquanto consumidores, desconhecemos; no mínimo, ignoramos. Mas para saber mesmo, só estando na pele de um deles...&lt;br /&gt;Há um tempo, eu fui a uma peça de teatro, que tinha por objetivo apresentar sugestões para aperfeiçoar o etendimento nas empresas a partir de situações cotidianas (pelas quais passam um estabelecimento, é claro). Sabe aquela intuição que nos avisa quando não devemos fazer algo? Mas como naquele dia eu não estava com vontade de trabalhar, fui. Se tem coisa pior do que ter a sua inteligência questionada e humilhada, por favor, Senhor, não me deixe nunca descobrir o que é! Nunca ouvi tanta bobagem sendo dita em tão pouco tempo. Nada contra os atores, que estavam apenas cumprindo o seu papel. Nada contra, também, os vivaldinos que tiveram a brilhante idéia de bolar tal "espetáculo", já que é um ótimo pão e circo desse modo de produção desgastado. E tudo contra a quem teve a audácia de achar qualquer ato engraçado e, pior ainda, proveitoso de alguma forma. E a coisa toda ainda tinha história: uma empresa falida reconquistando seus funcionários. Com a ajuda de um spray mágico, era oferecido o melhor produto e o menor preço. Ironia: a peça começou com 10min de atraso. E ainda se acham no direito de dizer como melhorar um atendimento. Mas tudo bem. Pior do quem humilhar a inteligência de alguém é esse alguém acatar a humilhação. Rindo. Ainda se as piadas fossem engraçadas...era um humor tão tosco, que só faltou o assistente de palco erguer a plaquinha "piada" cada vez que alguém, supostamente, fizesse uma. Ora, eu atendo na recepção. Não posso supervalorizar o meu produto, senão seria propaganda enganosa. Também não depende só de mim melhorá-lo e, muito menos, reajustar os preços. Então o que eu estava fazendo lá? Simples: o meu chefe, para descarregar um pouco da culpa, me manda ir lá para eu pensar que a culpa é inteiramente minha e aliviar a culpa de cima dele; logo, há uma transferência de culpas. E um baita peso na consciência! Não sei como ele dorme a noite. Mas aposto que bem melhor do que eu!&lt;br /&gt;Bom, gente...mas não era bem isso o que eu queria falar. E também não era algo totalmente fora do contexto, porém acabei me excedendo. E descarregando um pouco da raiva. Mas deu, já passou! O que queria mesmo dizer é que no início do teatro, eles passaram um curta do André Rolim, "O Troco". Ainda não conhecia e achei genial! A maior prova de que pode se fazer milagre com uma produção de baixo orçamento. Basta ter uma idéia e a vontade para executá-la. O Troco fala sobre uma situação comum que a gente adora: ser atendido por um robô do telemarketing! Segue o link para assistir ao vídeo, que vale muito a pena.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/buscaficha.asp?Diret=32679"&gt;o troco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em meio a toda a minha revolta e frustração, só mesmo o cinema para me trazer um pouco de alegria. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3330560664522994547?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3330560664522994547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3330560664522994547&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3330560664522994547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3330560664522994547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/05/existem-situacoes-ridiculas-e.html' title='E sempre haverá o cinema...'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2546168372808344820</id><published>2010-04-20T17:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T18:59:34.315-07:00</updated><title type='text'>Voltei!</title><content type='html'>Ahá! Para os injustos que andam falando que eu abandonei os princípios "cinemáticos" deste blog, que eu agora só quero saber de viajar, de gozar a vida, contar vantagens...bem, querer eu bem que queria... Anyway, o que estava tentando dizer, é que em meados de março precisei eleger algumas prioridades e, mais do que infelizmente, acabei me afastando do blog (de novo). E quando voltei aqui para atualizar a casa, me dei conta de que os últimos textos eram sobre a minha viagem, para não dizer quase toda a página. Tudo porque a pessoa aqui não consegue conter as emoções e leva dois meses para narrar 5 dias. Passada a euforia da minha aventura vamos de volta ao trabalho!&lt;br /&gt;O fato de eu não ter postado nada recentemete no blog, não implica que eu não tenha escrito absolutamente nada referente a cinema. Isto porque uma das minha redações que precisei escrever neste início de abril era justamente sobre o que? Cinema. E brasileiro ainda por cima. A tarefa consistia em escolher um ou mais personagens do cinema brasileiro e fazer uma análise da nossa sociedade. Coisa bem chata que é tema de redação! Poxa, se é chata! Certamente os caras que sugerem os temas para as redações não têm vida. Nem amigos. Só que esse não era o momento de fazer revoluções contra os corretores de redações; ou escrevia ou não escrevia. Escrevi. E confesso que senti um prazer contido em desenvolver esse tema em particular, pois, além de ser sobre algo que eu gosto (e arrisco dizer que entendo um pouco), fazia tempo que eu não refletia nada sobre o assunto e muito menos escrevia. Acho que o cinema sentiu saudade de mim, tanto quanto eu dele, que acabou arranjando um jeitinho de me encontrar e de me chamar de volta. Bem, provavelmente foi só coincidência mesmo. Mas é que essa frase ficou tão poética na minha cabeça...&lt;br /&gt;Outra coisa que me deixou pensativa a respeito do tema foi a exigência de um personagem do cinema nacional. Pessoas, sejam sinceras: a quantos filmes nacionais vocês assistiram no último ano? Pois é. Cinema americano, ou europeu, conseguimos ver uns 10, um pouco menos, filmes por mês. Já filme brasileiro, a gente vê uns 10 por vida! Eu mesma vi poucos. E confesso mais: não sou grande fã do nosso cinema. E quando eu falo em cinema, falo da indústria que comercializa os filmes; existem muitos talentos que acabam não sendo aproveitados. Não posso negar que o cinema brasileiro evoluiu muito em termos de produção e de tecnologia nos últimos anos, mas ainda falta um pouco para termos uma boa produção de conteúdo em grande quantidade. E cabeça boa não falta! É incrível o que pessoas com criatividade podem fazer com pouca verba. O documentário "Nós que aqui estamos, por vós esperamos", citado em algum post anterior, é um exemplo perfeito. Eu torço e faço campanha para que um dia esses talentos tilintem na boca do povo. Só é preciso uma câmera na mão, uma idéia na cabeça e um pouquinho de divulgação. E uma boa vontade de quem assiste, é claro.&lt;br /&gt;Mas voltando a redação, antes que eu monte uma tribuna e comece a discursar em prol dos cineastas brasileiros, acabei escolhendo as personagens Jão Grilo, de o Auto da Compadecida (que todo mundo viu no colégio), e André, de O Homem Que Copiava (já falei por aqui que o Jorge é o meu queridinho, né?). Admito que o reflexão ficou um pouco trivial; contudo o corretor pareceu ter gostado, pois me deu uma boa nota pelo desenvolvimento. Em comemoração ao bom resultado, e a minha re-volta ao blog, estou publicando o texto aqui. Espero que gostem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ao contrário do cinema americano, que apresenta figuras heróicas e imaginárias, a sétima arte brasileira é rica em personagens que se assemelham à nossa realidade. Exemplos claros disso são João Grilo e André, de O Auto da Compadecida e de O Homem que copiava, respectivamente. Ambos representam a vontade de mudar vida e a esperteza presentes em um brasileiro.&lt;br /&gt;   João Grilo é um nordestino que vive na miséria de um árido sertão; porém sabe muito bem como driblar os percalços da vida. Oportunista, João tira vantagem de qualquer situação em nome do benefício próprio, mesmo que, para isso, precise lançar mão de pequenas mentiras e logros, burlando algumas questões morais. A sagacidade é seu maior instrumento, que ilustrao famoso jeitinho brasileiro.&lt;br /&gt;   Um pouco mais próximo de nós, gaúchos, está André, um jovem imaginativo operador de uma fotocopiadora, que não ganha mais do que um salário mínimo. Na tentativa de obter dinheiro para melhorar seu padrõ de vida, André caminha entre o certo e o errado. Em um primeiro momento, passa a falsificar cédulas, mas logo se arrepende. No entanto, como João Grilo, ou qualquer outro brasileiro, ele persevera na luta para escapar da pobreza e para ser feliz. Ele é o brasileiro que não desiste nunca. &lt;br /&gt;   Apesar de viverem em cenários contrastantes, o protagonista sertanejo e o porto-alegrense tem muito em comum. Ambos possuem o desejo incondicional que o brasileiro tem de melhorar sua vida e utilizam a astúcia para alcançar tal objetivo. Não desistem e até violam alguns bons costumes. Qualquer semelhança com as personagens do nosso cotidiano mão é mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Espero, assim, ser bem-vinda de volta ao blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2546168372808344820?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2546168372808344820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2546168372808344820&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2546168372808344820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2546168372808344820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/04/voltei.html' title='Voltei!'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2034449136465958022</id><published>2010-03-14T09:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T18:16:44.735-07:00</updated><title type='text'>Ao fim de quatro dias.</title><content type='html'>Buenas, pessoal...juro que é o último post sobre a minha viagem. Enquanto escrevia esse último texto, pensei que seria melhor criar um outro blog com relatos extracurrículares, ou seja, tudo aquilo que não se originou de alguma experiência cinematográfica. Só que eu mal tenho tempo de cuidar de um blog, o que dirá de dois. Talvez um dia eu realmente faça outro só com as minhas abobrices e afins, e mantenha este daqui com o seu conceito original. Mas até lá, vai ficar tudo "xunto e rreunido" mesmo. Vocês entendem, né?&lt;br /&gt;No meu último dia pela cida de São Paulo, meu corpo sentia duas sensações muito distintas. Uma de felicidade por ter conhecido muita gente bacana, por logo poder rever mnha família, por estar ali enfim. E outra de tristeza, de despedida. Estava com saudade de casa, mas não tanto a ponto de já querer ir embora. Neste dia, pensei que pudesse chorar em algum momento. Mas não chorei. &lt;br /&gt;Era terça-feira, e a entrada do MASP era "de grátis". Lindo o museu, adorei. Mas o fato do museu ser bonito não implica que as obras expostas também sejam...ao menos não todas. Como por exemplo do quadro intitulado O Retratato de Suzanne Bloch, de Picasso. Lembra? Aquele quadro que foi roubado e escondido na favela? Que os pobres ignorantes não pagavam um pila pela "obra"? Pois é...eu também não pagaria! Gente, o quadro é realmente muito feio! Tanto, que chega a provocar graça. E bem no momento em que ria do retrato da Suzanne, dei de cara com um ex-professor de literatura do colégio. Para quem não sabe, o meu ex-professor de literatura é a personificação do demônio. Ele não olha para o chão e tem o umbigo maior ele mesmo. Humildade, ali, passou longe. Em uma cidade tão grande, com tantas milhares de pessoas, eu não encontrei nenhum conhecido que mora lá. Mas fui encontrar essa praga, que podia muito bem encontrar por aqui. Coincidências. Vá entendê-las...&lt;br /&gt;Saímos do MASP e fomos para o centro subir no prédio do Banespa, que é um mini Empire State Building. É nesse momento que a gente percebe o tamanho de SP. Por qualquer direção em que se olha, prédios. Não existe fim. Pelo menos, eu não enxerguei. E não tem muito o que dizer sobre a vista do terraço, a não ser um silencioso uau. &lt;br /&gt;Depois de passar pelo Viaduto do Chá, pela prefeitura, pelo teatro municipal, pela galeria do rock e de tomar uma limonada suíça, resolvemos voltar à Paulista para comprar alguns presentes na Sampa in Stampa (momento merchan) e para dar um último tchau. O céu já estava preto, o cheiro de chuva pairava no ar. E ao descer do metrô, aquela tromba d'água! Comprei uma capa de chuva para ir do metrô até o shopping. Não sei qual o nome do shopping porque, para mim, eles eram todos iguais. Mas tudo bem, porque eu estava mesmo era louca de faceira com a minha capa nova!, que surpreendentemente, funciona bem até. Comi um sanduíche no Subway, comprei meus presentinhos (curtindo últimos momentos de Sampa) e me fui embora para a casa da Ferdi comer pizza e ver um filme (curtindo últimos momentos em São Bernardo). Fiz a mala, dormi, acordei, tomei banho, comi e me despedi do pai da Jenny, do qual eu não mencionei até agora. Pessoa essa muito simples, que soube criar bem essa menina, que me recebeu de braços abertos, mesmo eu sendo estranha, e que tem um coração enorme. Serei sempre muito grata a tudo. &lt;br /&gt;Enfim, pegamos e ônibus. Mas não mais para ir para Sampa, e sim, para Guarulhos. Ou melhor, fomos até Sampa pegar o metrô, e aí outro e mais outro, então pegamos ou ônibus para ir para Guarulhos...saudade do Elton para carregar minha mala! Fui me despedindo do mate gelado, do Ibirapuera, das feiras de domingo, do açaí na tigela... Estava me sentindo num flashback gigante. Ao chegar no gigaeroporto de Gaurulhos, momento desespero: o ônibus não entrava nunca no maldito aeroporto! Não chegava nunca à entrada. E depois, não chegava nunca ao guichê da Ocean... Mas já com tudo resolvido, passagem de volta na mão, à entrada do portão de embarque, hora da despedida final. E junto ao abraço, veio uma lágrima. E depois outra. E mais outra. E outra. Até chegar a um ponto que eu já não conseguia mais falar. Mas acho que o choro acabou falando por mim. Foi algo espontâneo, de tristeza, de emoção, de alegria, de saudade, de agradecimento, de tudo um pouco. E não conseguia parar! Acho que o cara que passa a mala no raio-x ficou até com uma peninha de mim; estava quase me oferecendo um lenço. &lt;br /&gt;E para voltar, o esquema inverso: pegar um ônibus para ir até o avião, etc, etc... E a viagem de volta não foi assim tão tranqüila, pois cada vez que o avião entrava numa nuvem, ele se saudia todo e parecia que estava caindo. Eu realmente estava começando a odiar as nuvens depois desses 5 dias! E para piorar, estava com cara de choro. Mas então eu olhava para as comissárias: se elas etavam bem, então eu também estava. &lt;br /&gt;Já na terra firme do Salgado Filho, matei a saudade da família! E parecia que minha alma tinha ficado perdia nos metrôs de SP. Ou era apenas uma alucinação devido ao calor. Para quem não sabe, eu cheguei naquela quarta-feira maldita, em que Porto Alegre virou notícia no mundo todo por ser o lugar mais insuportável de se estar. Com tantos outros bons motivos para ser notícia...&lt;br /&gt;Engraçado a maneira como as coisas acontecem: tentei viajar inúmeras vezes e nunca dava certo. Até que um dia deu. No dia em que a Jenny ficou sabendo que iria viajar em um mês para a Holanda, onde vai trabalhar como au pair durante um ano. O que foi uma apresentação para mim, acabou sendo uma despedida para ela. A vida apronta cada uma, e a gente, que é burrão, nunca entende o porquê. Só sei, é que foram 4 dias muito felizes! E encontrar uma pessoa como esta, no meio de tantas outras imprestáveis que nos tomam tempo, mesmo que só uma, faz a gente retomar a esperança que se tem na humanidade inteira. Além de ser um privilégio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6a_1lc8A8I/AAAAAAAAAFk/jgYvH3hXITk/s1600-h/101_0055.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6a_1lc8A8I/AAAAAAAAAFk/jgYvH3hXITk/s400/101_0055.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451255326286021570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MASP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bAKwaMqCI/AAAAAAAAAFs/EvufKCWF_U4/s1600-h/101_0061.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bAKwaMqCI/AAAAAAAAAFs/EvufKCWF_U4/s400/101_0061.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451255690004572194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bA8D-7YDI/AAAAAAAAAF0/d2-ogvjDtO4/s1600-h/101_0071.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bA8D-7YDI/AAAAAAAAAF0/d2-ogvjDtO4/s400/101_0071.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451256537072492594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oh a Catedral da Sé ali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bBREP7dBI/AAAAAAAAAF8/3BOssYSKOCQ/s1600-h/101_0081.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bBREP7dBI/AAAAAAAAAF8/3BOssYSKOCQ/s400/101_0081.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451256897921053714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Duas pessoas maravilhosas! Amei conhecer vocês! Ah, minha regata verde...e a sapatilha vermelha, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bBxtbcuOI/AAAAAAAAAGE/xq7Ho1bFhs0/s1600-h/101_0083.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6bBxtbcuOI/AAAAAAAAAGE/xq7Ho1bFhs0/s400/101_0083.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451257458731038946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conselho para viagens longas: não sentem na turbina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. prometo que o próximo post vai ser de cinema. É que às vezes a vida da gente parece ser tão mais emocionante...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2034449136465958022?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2034449136465958022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2034449136465958022&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2034449136465958022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2034449136465958022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/03/buenas-pessoal.html' title='Ao fim de quatro dias.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S6a_1lc8A8I/AAAAAAAAAFk/jgYvH3hXITk/s72-c/101_0055.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7366917423872756044</id><published>2010-02-28T13:15:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T16:54:18.588-08:00</updated><title type='text'>Como será que Einstein fugiria da chuva?</title><content type='html'>Depois de um domingo cheio de atividades bacanas, a segunda foi um dia bem curto. Na verdade foi um dia com uma duração normal, de 24h, como todos os outros na vida da gente. Acho que é essa coisa de teoria da relatividade do Einstein, sabe? Assim como a sinaleira que tem o maior tempo com o sinal fechado é aquela em que você está parado, 3min ouvindo axé parecem 5 anos, alguns dias parecem mais longos que outros. Foi um dia curto, mas não menos divertido. Almoçamos em casa e fomos a Sampa ver um filme no cinema. Mas enquanto esperávamos o horário da sessão, nós fomos a uma "banca-lanchonete" que fica bem pertinho da Paulista. Um lugar muito legal mesmo, parece um mezanino, onde se vende frutas e tudo (ou quase tudo) o que se pode fazer com elas. Comi um açaí na tigela com morango e granola. Foi o primeiro açaí que eu gostei de fato: barato, bem grande e bem bom! Adoro coisas assim! Sem falar que adorei o lugar. Amo esses refúgios tranqüilos próximos a ruas movimentadas. Paz e serenidade, porém sem fugir da civilização. &lt;br /&gt;Depois desse sorvete saudável, fomos nos encontrar com a amiga da Jenny, a Ferdi, e o Ricardo. Ao menos eu acho que era assim o nome dele... Juro que não é nada pessoal! Eu apenas tenho problemas com nomes. Então, para não errar, vou chamá-lo de namorado da Ferdi. Íamos ao cine Bom Bril. Sim, aquela esponja de aço. Vimos Onde Vivem os Monstros. Não vou dizer que não gostei, só não vou dizer que gostei. &lt;br /&gt;Sugestão às pessoas que fazem os programas para os caixas eletrôncos do Itaú: se o caixa não tem dinheiro, deveria aparecer a mensagem este caixa não possui saldo, em vez de sua conta não possui saldo! Caramba, isso pode matar alguém do coração ainda... Graças a Deus em SP se chuta uma árvore e caem 10 Itaús na cabeça do vivente. Só atravessei a rua, fui a outro caixa, e problema resolvido. Mas, que puxa, que susto! &lt;br /&gt;Quando saímos do cine, fomos ao bairro Liberdade, dos japoneses. Poderíamos chegar em alguns minutos de metrô, mas a idéia era eu conhecer um pouco da cidade, então fomos de ônibus. O céu estava preto de nuvens. Tive sorte no primeiro dia, no segundo também. Mas no terceiro não teve jeito: veio aquela tromba d'água! Estávamos dentro do ônibus quando começou a chuva. E eu sempre com o meu pensamento otimista, imaginando que a chuva iria parar quando chegássemos na nossa parada. Só que a água começou a entrar no ônibus. Já tinha uma poça sob os nossos pés. Momento socorro, quero sair desse ônibus. O jeito era se entreter com o notíciário que estava passando na televisão do ônibus. Vocês sabiam que o formato de corpo mais saúdavel para homens e mulheres são o de maça e o de pêra respectivamente? Pois é. Andando de ônibus, pisoteando na água e aprendendo. Já chegávamos no Liberdade, e a chuva continuava firme e fore. É. Não tinha jeito. Ou melhor, só tinha um jeito: se molhar. Saltamos da parada e fomos correndo para uma marquise. Mas chovia tão forte, que ficar embaixo da marquise, usar um guarda-chuva ou caminhar normalmente na rua não fazia diferença. Contudo, para um efeito psicológico mais agradável, resolvemos sair correndo, parando de marquise em marquise, até chegar na rua principal do bairro. E de novo a teoria da relatividade se encaixa. Correr na chuva gritando e dando risada com amigos por meia hora parece 5min. Além de ser muito mais divertido!&lt;br /&gt;E a imagem que eu fazia do bairro Liberdade só existia na minha cabeça mesmo. Achei um pouco sujinho, cheio de sacos de lixo espalhados e um cheiro meio desagradável. Mas tudo bem. A idéia era achar um restaurante e jantar. Entramos em um, que eu já não lembro o nome, um mais molhado que o outro. Minha amiga pediu uma yakisoba, e eu um nugui udon, ugi udon, nagui udon...ah, não lembro nem o nome de pessoas, o que dirá de pratos japoneses. A Ferdi e o (suposto)Ricardo não pediram nada. Odeio quando fazem isso; me sinto tão gorda...&lt;br /&gt;Sugestão às pessoas que descrevem as comidas nos cardápios japoneses: se o prato leva carne, por favor escreva! Os vegetarianos merecem saber. Que puxa...eu li queijo de soja, ovo e nada de carne. E me vem uma sopa com um bife boiando! Quando comentei com a garçonete, ela pediu desculpa e se ofereceu para retirar a carne. Eu aceitei a gentileza. Momento tomara que ela não cuspa na minha sopa.&lt;br /&gt;Já sem a carne, o meu sei lá eu o que udon estava muito gostoso! Era uma espécie de sopa com uma massa bem grossinha (tipo lombriga), com cebolinha, ovo, tofu e algumas saladas. Bem bom mesmo! Pena a Jenny não poder ter dito o mesmo do yakisoba. Além da briga para comer com palitinhos, o molho não estava muito bom. Uma informação importante: aji-no-moto apenas ralça o sabor dos alimentos. Não os deixa melhor. Então, se o yakisoba já estava ruim, entupir de aji-no-moto só fez piorar o gosto. Mas valeu a pena pelas risadas que demos! &lt;br /&gt;Já era noite, fomos para casa. Chegamos tarde. Estávamos mais que cansadas. Falei com minha família por telefone para matar um pouquinho a saudade, relatei minha super aventura, tomei banho e fui me deitar. E aprendi que correr da chuva é algo muito relativo: você pode apenas fugir e se proteger dela, ou, então, se divertir como nunca enquanto toma o melhor banho da sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNNZvhA5I/AAAAAAAAAFM/frYMTbnLgAA/s1600-h/101_0052.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNNZvhA5I/AAAAAAAAAFM/frYMTbnLgAA/s400/101_0052.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443459098507019154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNNvw_lEI/AAAAAAAAAFU/gTfLjjBWFsE/s1600-h/101_0053.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNNvw_lEI/AAAAAAAAAFU/gTfLjjBWFsE/s400/101_0053.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443459104418796610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNN6NXTsI/AAAAAAAAAFc/tcSi4BleHaI/s1600-h/SDC13206.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNN6NXTsI/AAAAAAAAAFc/tcSi4BleHaI/s400/SDC13206.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443459107222146754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Adoro essa foto! Eu e meu frapuccino no Starbucks. Acho que foi a cidade que me deixou mais bonita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7366917423872756044?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7366917423872756044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7366917423872756044&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7366917423872756044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7366917423872756044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/02/como-sera-que-einstein-fugiria-da-chuva.html' title='Como será que Einstein fugiria da chuva?'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4sNNZvhA5I/AAAAAAAAAFM/frYMTbnLgAA/s72-c/101_0052.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3428776791452768499</id><published>2010-02-21T08:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T07:26:25.910-08:00</updated><title type='text'>Um domingo desses qualquer eu volto.</title><content type='html'>Domingo, dia 31 de janeiro de 2010.&lt;br /&gt;Recapitulando o dia anterior: eu me levantei às 4h da madrugada, fui para o aeoporto ainda de noite, passei o dia andando de metrô e passeando pelo centro de São Paulo com uma mala rosa de 4k e fui para São Bernardo à tardinha de ônibus. Estava um bocado exausta... Mas sempre com um sorriso no rosto. Ah, e naquele sábado, não choveu em Sampa! Ao menos não onde eu andei. Fiquei feliz em "trazer" às pessoas um sorriso de alívio depois de tantos dias chuvosos. Acho que eu dou sorte.&lt;br /&gt;Bem, depois de uma boa noite de sono, fomos no meio da manhã para SP. Fomos de metrô até a Paulista e descemos a Brigadeiro para ir ao nosso primeiro destino do dia: o Ibirapuera. Logo na entrada do parque está o Monumento às Bandeiras, uma escultura gigante, planejada pelo Victor Brecheret, representando os bandeirantes. O Victor esculpiu uma galera puxando um barco. Ou fingindo que está puxando, sei lá. Mas é uma obra bem bonita, realmente. Só não tirei nenhuma foto porque ela estava coberta de gente. Sim, isso mesmo...as pessoas gostam de "trepar" o monumento. A maioria delas nem deve saber direito de quem é a obra, nem o que ela quer dizer, mas poxa, é tão divertido subir em cima dela! Então, pensei que fosse ficar uma coisa meio bagaceira e não tirei foto. Ai, ai...pessoas. O que fazer com elas? Mesmo assim, o lugar é lindo! É no Ibirapura também que fica o planetário, o museu de arte moderna, vários pavilhões, um auditório, o Obelisco de SP, lagos...ou seja, o negócio é imenso. E como eu tinha pouco tempo, todos os meus passeios eram relâmpagos. Não deu para ver tudo. Até porque, devido as chuvas, o chão estava um lamaçal, quase um mangue. Não tinha como caminhar confortavelmente. Mas deu tempo de ir visitar a exposição de cultura afro. Muito tri! O museu trazia de tudo um pouco: desde máscaras de antigas tribos africanas, passando por roupas de candomblé até camisetas e bonequinhos do Obama. Mas muito tri mesmo! E o lago (um dos)? Muito lindo! (dispensa dizer que o lago é grande...) Com cisnes! Quer dizer, eu acho que são cisnes; não entendo de aves, porém como achei aquelas bem parecidas com os pedalinhos que temos aqui na Redenção, supus que eram cisnes. Além das aves, o lago também contém peixes. Muuuitos peixes! E eles são tri malandros: ficam todos agrupados embaixo da ponte esperando as migalhas que as pessoas jogam. Senti um pingo no meu nariz, e quando olhamos para cima, vimos formar algumas nuvens bem pretas no céu. Como estávamos no meio barro, decidimos voltar para a Paulista antes que viesse uma chuva forte. Mas qualquer findi desses eu vou lá estender uma canga e tomar um chimarrão.&lt;br /&gt;A Paulista é uma avenida não muito longa, porém bem larga. Formada somente por prédio altos, muito altos e altíssimos. Aqui em Porto também existem prédios altos assim, mas não um do ladinho do outro. Dica: se você sofre de vertigem, não ande pela Paulista. Sem falar nas dezenas de antenas, carinhosamente apelidadas de torres eiffel. Fiquei muito impressionada com a Paulista. E muito encantada também! Achei-a curiosamente bonita! Ah, vocês sabiam que existem prédios residenciais na Paulista? Que sonho morar lá, né? Um sonho bem caro, imagino...&lt;br /&gt;Fui conhecer o SESC da Paulista. Achei bem legal, super colorido e tudo o mais. Dei uma olhada numa exposição bem bacana (e de grátis) sobre viagens, ou melhor, velhinhos viajantes. Adorei o projeto e até me emocionei um pouco. Mais ainda depois que vi umas fotos de uns gaúchos tomando chimarrão em Gramado! Mas o melhor do SESC naquele momento foi a lanchonete que fica no terraço. O lugar é muito aconchegante, a vista é maravilhosa e o sorvete de iogurte com calda de frutas vermelhas por apenas R$2,50 é divino! Mal posso esperar para tomar outro qualquer dia desses. Quando saímos de lá, já estava chuviscando. Nada assustador. &lt;br /&gt;Ainda passeando pela Paulista, me pecho com uma vaca amarela! Sim! Uma vaca! E amarela ainda por cima! Também tinha uma de tênis e uma outra verde tomando um Ades. Não, não fumei nada. É que estava (esta, eu acho) ocorrendo a Cow Parade, que nada mais é do que vaquinhas customizadas por artistas plásticos espalhadas pelas ruas. Vaquinhas, sim! Mas com muito estilo! Elas transmitem, de fato, uma símpatia muito singular. Não há como descrever. Tem que olhar para a cara delas para sentir. Amava aquela avenida cada vez mais. &lt;br /&gt;Fomos também numa feira que ocorre todos os domingos com quadros, coisas de cinema, bijus, fuxicos, camisetas de fundo de quintal. Até um casal tomando chimarrão tinha. Eu fiquei louca! Queria comprar tudo! Mas qualquer dia desses eu vou lá e encho uma mala de excentricidades legais. &lt;br /&gt;E se você quer descansar um pouco da agitação e da fumaça, é só ir no Parque do Trianon: um recanto na Paulista, ainda com árvores da mata atlântica provavelmente. Uma pena que estava nublado. Mas vou lá qualquer dia bonito desses admirar os raios de sol entre os eucalíptos. &lt;br /&gt;E como não podia faltar, fui no shopping tomar um café no Starbucks, que só existe em SP, apesar de ter sido "inventado" por uma carioca, que segundo a história trágica que a Jenny me contou até já morreu. Pedi um frapuccino (isso?) gelado. Bem bom! Um dia desses, peço um café com um muffin gigante. Já à tardinha, fomos na Augusta comer um pedaço de pizza. A Jenny aproveitou para comprar um dvd pirata de um documentário que ela procurava. Vocês precisam ver o que é a arte do dvd pirata deles. Eles mesmos gravam em casa, vem com capinha de plástico, impressão no dvd e o escambau a quatro. Custa R$10,00 e tem títulos de filmes super cults e que nem eu  ouvi falar. Por aqui, eu só acho aqueles que vem num saquinho, 5 por R$10,00, um xerox da capa e títulos super interessantes como Crepúsculo, Piratas do Caribe, Austrália. Quero trazer essa tecnologia para Porto Alegre também! &lt;br /&gt;Finalmente, fomos para casa. Na estação do metrô tinha uma vaquinha em forma de joaninha. Cara, não sei o que há com essas vacas. É incrível como, só de olhar para elas, a gente se sente um ser humano mais feliz! E pensar que tem gente que come elas... &lt;br /&gt;Lembra do chuvisco que pegamos em Sampa? Pois é...em SBC, caiu um toró. Mais um indício de que onde eu estou, não chove, rá! Antes de dormir, vimos o filme pirata: Nós que aqui estamos por vós esperamos, um documentário brasileiro feito em casa. Muito bom! Merece até um texto a parte. E enfim, fomos dormir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHIaO0-8I/AAAAAAAAAEs/bI7Om0nFN_U/s1600-h/101_0039.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHIaO0-8I/AAAAAAAAAEs/bI7Om0nFN_U/s400/101_0039.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441059878367198146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os peixinhos malandros do Ibira. Gente, será que aquele peixe preto ali é normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHYyjvg4I/AAAAAAAAAE0/-GtnSDy5kuk/s1600-h/101_0046.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHYyjvg4I/AAAAAAAAAE0/-GtnSDy5kuk/s400/101_0046.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441060159775277954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amei essa foto! A Paulista vista do SESC com uma moldura de plantinhas acidentalmente criada pela fotógrafa aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHnMy8zJI/AAAAAAAAAE8/pSLWoOz07Ys/s1600-h/101_0050.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHnMy8zJI/AAAAAAAAAE8/pSLWoOz07Ys/s400/101_0050.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441060407336553618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Duas pessoas que não conseguem tirar um bom autorretrato =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KH6r2IvwI/AAAAAAAAAFE/zo4NAf8yvdk/s1600-h/SDC13199.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KH6r2IvwI/AAAAAAAAAFE/zo4NAf8yvdk/s400/SDC13199.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441060742088933122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu e a vaquinha Sampa Sem Parar, do artista Morandini. Quero fazer a campanha "vamos trazer a Cow Parade para PoA!"&lt;br /&gt;Essas sapatilhas vermelhas já viram cada coisa na vidinha ordinária delas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3428776791452768499?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3428776791452768499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3428776791452768499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3428776791452768499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3428776791452768499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/02/domingo-dia-31-de-fevereiro-de-2010.html' title='Um domingo desses qualquer eu volto.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/S4KHIaO0-8I/AAAAAAAAAEs/bI7Om0nFN_U/s72-c/101_0039.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2496792645300360041</id><published>2010-02-14T07:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T10:05:53.524-08:00</updated><title type='text'>Sim, eu converso com o meu cérebro.</title><content type='html'>Pessoal, gostaria de ter continuado a narração da viagem no meio dessa semana. Mas cara, realmente, o calor do baralho que anda fazendo em PoA não deixa a gente pensar direito... E como hoje está super fresco, só 31°C, até estou mais animada para continuar.&lt;br /&gt;Lá pelas 8h30min, o avião pousava no aeroporto de Guarulhos. Você, portoalegrense, que viveu a vida toda na sua cidade está precisando rever o seu conceito de grande. Já haviam me falado que o Cumbica era grande... Mas poxa, ninguém me avisou que ele era realmente muito grande! Depois que o avião finalmente pousou, ele ficou um tempo taxiando a pista, só para depois a gente entrar em um ônibus que nos levaria para o aeroporto. Assim que desembarquei, ainda fiquei um tempo refletindo sobre onde era a saída. Ainda bem que só levei bagagem de mão. Depois de um minuto, eu acho, consegui sair dali (yes!). E o problema de viajar de avião é que tudo acontece tão rápido, que o cérebro não se acostuma com a idéia de que não estamos mais na nossa cidade. Enquanto esperava minha amiga, fiquei tentando convencer meu cérebro de que eu não estava mais em PoA. Ok, cerébro, nós não estamos mais em PoA, estamos em Guarulhos nos dirigindo para SP, que é uma cidade bem maior do que a que você está acostumado a pensar. Então nada de pânico, haja com naturalidade, ok? Não sei quanto ao cérebro das outras pessoas, mas o meu é meio burro às vezes. E enquanto esperava a Jenny e conversava com meu cérebro, já fui reparando no sotaque do pessoal. É claro que todo mundo já viu um paulista com sotaque falar. Só que estar na "terra" deles, ouvindo eles falarem, é uma sensação diferente. Eles falavam diferente para mim, e eu falava diferente para eles. Quase um dialeto dentro da língua portuguesa. &lt;br /&gt;Finalmente encontro com a Jenny e com o Elton! Que alegria abraçá-la pela primeira vez! E foi super fácil se achar lá, mesmo sem nunca nos termos visto e no meio de um monte de gente, pois eu estava com a minha mala rosa pink! Mala rosa fosforescente 1, malas pretas e regulares 0. &lt;br /&gt;Fomos de ônibus até Sampa. Chegando lá, a primeira coisa que visitamos foi o Museu da Língua Portuguesa. Nossa, cara! Muito lindo! Muito divertido! Cheguei bem a tempo de ver um "cineminha" que eles apresentam por lá. É um vídeo falando sobre a origem da língua, e, logo depois, tem uma sessão com declamação de poesia. Ser recepcionada pela cidade de SP com poesia! Lindo²! E o museu todo é bacana, todo interativo. E o elevador toca Arnaldo Antunes. Momento eu não gostaria de trabalhar o dia todo operando o elevador do museu. Em seguida, fomos à Pinacoteca, que é bem na frente. Ainda bem que eu tinha um guia turístico artista plástico! Além de carregar minha mala, ele me expicava sobre a técnica de xilogravura. Chiquérrima eu, hein?!&lt;br /&gt;À tarde, fomos passear pelo centro. Fui ao mercadão, que segundo o que a minha amiga explicou, era para ser um palácio de um príncipe árabe. Bem, por fora, bem que poderia ser um palácio. Mas só por fora mesmo. Por dentro ele é...bom, ele é o mercadão. E durante o passeio, nós três revezávamos a mala. E eu mantinha uma discução severa com o meu cérebro.&lt;br /&gt;-Tá vendo...é uma cidade normal.  &lt;br /&gt;-Claro que não, cérebro; olha direito! &lt;br /&gt;-Vendedores de rua, cds piratas, pombos...o que há de diferente?&lt;br /&gt;-Tem que olhar nos detalhes. É claro que em PoA tem mercado público, camelôs, construções antigas, pombos. Mas repara bem: aqui é tudo enorme! Tanto que o mercado é mercadão. Os camelôs estão em centenas e ocupam uma rua toda. As pessoas se movimentam em um rítmo alucinante. Tudo o que a gente vende lá, vem daqui. Uma simples lojinha japonesa daqui tem tudo. Tudo! E em cada esquina toca uma música diferente. Até parece uma boate com diferentes ambientes. E a 25 de março no sábado? É igual a Voluntários num dia de semana. Imagina a 25 num dia de semana...deve ser o Planeta Atlântida! E agora, pensa em alguma coisa.&lt;br /&gt;-Que coisa?&lt;br /&gt;-Qualquer coisa, vai.&lt;br /&gt;-Tá! Um picolé coreano quadrado sabor melão. &lt;br /&gt;-Então! Aqui existe! Lá no sul não tem.&lt;br /&gt;-Uma rua só com fantasias!&lt;br /&gt;-Também tem!&lt;br /&gt;-Humpf... Ah, mas aqui os pombos não são tão grandes como lá! &lt;br /&gt;-Ai, cérebro...fica quieto e continua a controlar minhas funções vitais direitinho, tá?&lt;br /&gt;Enfim, fomos à Sé. Uma praça onde os pastores evangélicos fazem suas pregações em frente a uma catedral. Não vale ir a Sé sem entrar na catedral. De estilo gótico, ela é bem alta, cheia de colunas e "arcos" pontiagudos. E por fora, umas estátuas batizadas pelos pombos. Fomos também ao ensaio do Maracatu, um prejeto que há em uma escola lá na Vila Madalena. Ou Sumaré? De qualquer forma, foi o primeiro momento de contato com uma SP mais tranqüila, sem agitação, sem carros. Muito diver o ensaio. Um pedacinho de Pernambuco!&lt;br /&gt;Por fim, fomos para casa em São Bernardo. Parece que foi um passeio curto. Mas vai andar pelo centro de Sampa com uma mala de 3Kg e pouco para ver se é bom! Neste dia, não tirei nenhuma foto. Pois estava bem embasbacada com tudo. Preferi não tirar fotos e guardar tudo na memória. Já agora me acostumava com a idéia de estar em SP. Quase que nem acreditava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do dia 1.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2496792645300360041?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2496792645300360041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2496792645300360041&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2496792645300360041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2496792645300360041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/02/pessoal-gostaria-de-ter-continuado.html' title='Sim, eu converso com o meu cérebro.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3216832337951983464</id><published>2010-02-07T11:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T11:29:56.284-08:00</updated><title type='text'>Instruções de vôo para principiantes</title><content type='html'>Gente, durante a semana anterior ao vôo, só de pensar em embarcar, parecia uma capira indo pela primeira vez ao shopping. Não fazia a menor idéia do que fazer. Foi nesses momentos que eu me comovi com a atitude das pessoas tentando me descrever ao máximo o procedimento de embarque. Meu amigo Rafa chegou a escrever um e-mail que me ajudou bastante! Por isso, resolvi repassá-lo aqui, caso haja mais alguém que nunca viajou de avião e vai fazer a primeira viagem sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instruções de embarque by Rafael Rios Becker:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Check-in no guichê da Ocean Air (onde tu só apresenta a carteira de identidade. Dai eles te entregarão a passagem);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ir para o portão de embarque. Fica no mesmo andar do check-in, a direita dos guichês. Ai tu apresenta a passagem para o leão de chácara(segurança) que tem na entrada, depois é colocar bolsa, mochila no raio-x e passar pelo detector de metais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Se tu chegou nessa parte é pq tu não foi presa por estas com uma arma ou bomba...ehehehehe...brincadeira...dai é só tu ficar próxima ao teu portão de embarque, isso tem na tua passagem. O bom é ficar nas cadeirinhas estofadas do Salgado Filho aguardando, vendo uma tv com um sinal horrível e sempre ficar atenta as chamadas do voos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Bueno, agora tu estarás provavelmente dentro do avião. É só ver tua poltrona, provavelmente vai ter uma letra e número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A letra indica a "coluna" e o numero a "linha", tipo no excel...exemplo lugar A9. Primeira fila nona linha, contando de frente do avião para o fundo. Complicado? Acho que eu compliquei mais...eheheheh...mais isso é só pedir para um comissário de bordo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Mochila deve ficar no porta bagagens de mão, aquele que fica no teto do avião. A bolsa leva na mão, dependendo do tamanho, eles vão pedir para que tu coloque no chão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Dai é só afivelar o cinto e era isso. Aproveita o melhor exemplo prático de inércia...a aceleração do avião...melhor parte..ehehehehehe....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, Rafa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3216832337951983464?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3216832337951983464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3216832337951983464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3216832337951983464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3216832337951983464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/02/instrucoes-de-voo-para-principiantes.html' title='Instruções de vôo para principiantes'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8523249880613368793</id><published>2010-02-05T13:54:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T08:29:48.219-08:00</updated><title type='text'>Deixando o pago.</title><content type='html'>Foi no dia 31 de janeiro de 2010 que deixei o solo firme da terra para ir flutuar junto às nuvens, que de tão longe parecem algodões fofos e doces, quase um lugar perfeito para se deitar e descansar. Para ser mais curta e grossa, foi a minha primeira viagem de avião. E eu estava em pânico! De perto, as nuvens não são nada fofas, muito menos são doces. Parecem mais plasmas brancos recheados de nada. Não sei como aquelas coisas carregam a chuva. Aliás, acho que é por isso que chove: porque elas não conseguem carregar por muito tempo... E entrar em uma delas é uma sensação que eu não descreveria como agradável. Mas ao mesmo tempo, estava muito feliz! Voar de avião (até porque na minha espécie não teria como voar diferente) era um sonho para mim. Lembro que há um tempo atrás, olhava os aviões junto com os meus gatos, e pensava em como é incrível estar em Porto Alegre e, de repente, entrar numa nave como aquela e pousar em outra cidade, estado, país ou continente em poucas horas. Já os gatos, não tenho certeza. Mas penso que sonhavam em pegar um pássaro grande como aquele algum dia. Pois, finalmente, eu estava embarcando em um desses pássaros de metal. E ele iria pousar em terras de São Paulo.&lt;br /&gt;São Paulo. Outro monstro a ser desvendado. A gente cresce ouvindo coisas como São Paulo é imensa; tem que andar de GPS para não se perder. Lá o trânsito é estupidamente violento. Tem que correr para entrar no metrô para não ficar preso na porta; mas não correr muito para não cair nos trilhos. Cidade violentíssima!;&lt;br /&gt;segura bem a bolsa, olha bem pros lados, porque lá eles fazem fila para te assaltar. Todos os dias são nublados que nem Londres. Cada vez que chove, morrem 100. E chove todo dia! E nem vou falar da poluição... Ou seja, a gente cresce ouvindo que SP é um monstro do armário, maior que o armário, que fuma 10 cigarros de uma só vez e joga a fumaça na sua cara. Para que ameaçar as crianças com o bicho papão quando a gente pode dizer que elas vão morar em SP caso não comam sua salada? Mas poxa, conheci tanta gente boa que mora lá. Claro, conheci muita gente ruim também; mas qual a plantação que não tem suas pragas? Sampa pode ser um bicho grande sim, mas também é a terra das oportunidades, da diversificação, do teatro, do cinema, da cultura, da comida boa e de muita gente bacana. Gente boa mesmo! Por causa de uma dessas pessoas que conheci, resolvi viajar. E conhecê-la pessoalmente também.&lt;br /&gt;Conheci a Jenny há uns 2 anos atrás (segundo ela mesma) pelo orkut. E já nem tenho mais o orkut. Trocávamos conversas por msn, e-mail, blog. E mesmo a distância, cultivava uma certa admiração por ela e uma confiança que não tenho nem por pessoas que conhecia pessoalmente e por mais tempo. E no último feriado aqui em PoA, tomei coragem e fui ir visitá-la em São Bernardo Do Campo. &lt;br /&gt;Primeiro tentei comprar a passagem pela Gol. Mas a Gol é BrTelecom do sistema de aviação: eles têm uma passagem e você tem que convencê-los a te vender. Depois de muita confusão e desespero, a Jenny conseguiu comprar pela Ocean Air. Nunca voei com outra companhia, porém fiquei fã da Ocean. Tudo muito organizado, ótimo serviço de bordo. &lt;br /&gt;O vôo saiu às 6h50min de PoA. Levei uma mala rosa pink, a mais fosforescente que eu encontrei (que era para não perder de vista). Do meu lado, sentou um cara bem legal, o Júlio. Não parava de falar... Mas acabou fazendo com que a viagem passasse depressa. E viajar de avião é ótimo! Minha primeira viagem foi uma sensção sublime! &lt;br /&gt;Primeira etapa cumprida! Ao pousar no aeroporto Cumbica, já nem ouvia mais nada nem ninguém de tanta felicidade. Estava com um sorrisão maior que as orelhas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Obrigada a todas as pessoas que me alcamaram quanto ao embarque no avião!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8523249880613368793?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8523249880613368793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8523249880613368793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8523249880613368793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8523249880613368793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/02/deixando-o-pago.html' title='Deixando o pago.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-1558417900336476651</id><published>2010-01-24T06:51:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T16:41:52.794-08:00</updated><title type='text'>Dinheiro posto fora</title><content type='html'>E isso é algo que eu quero dizer.&lt;br /&gt;Há tempos que não estréia nenhum filme que eu realmente ache que valha a pena assistir no cinema. E ainda não estreiou. O primeiro filme que vi no cinema em 2010 foi Avatar 3D. Fui mais pelo 3D do que pelo Avatar. E já fui preparada sabendo que acharia o filme uma porcaria. Mas, puxa, uma porcaria que sai da tela. Eu nunca tinha visto nada em 3D antes, e o que mais me impressionou foram os trailers em animaçã 3D. Já o filme...foi um ingresso extremamente caro e ainda não pude levar nada de brinde. E para provar que não estou sendo muito crítica, é só reparar nas pessoas que lá pelas tantas tiram os óculos, de cantinho, para ver o que se perde. Eu tirei também. Fora as figuras embaçadas, não perdi muita coisa; isto é, acho que se tivesse visto em 2D, não teria sido melhor ou pior. Até porque, o filme em si já é um efeito especial grandioso. O 3D é só para dar uma forcinha àqueles com falta de imaginação. E para nós que já estamos acostumados com o que de melhor a tecnologia pode fazer nos cinemas, é díficil se deixar impressionar por algo. Mas admito que Avatar superou as expectativas. É tudo muito surreal. E os bichos meio pré-históricos, todos coloridos e brilhantes, são realmente muito bonitos. E que baita imaginação de quem os criou (regada a muito LSD?)! Todos os animais e plantas são deslumbrantes e muito "palpáveis", de fato.&lt;br /&gt;E agora o que eu realmete quero falar: sobre a história, sobre a mensagm que o filme nos trás. O povo de Pandora se comunica com todos os seres vivos e considera cada pedaço de terra, semente, plantas, flor, animal sagrado. Já os demônios brancos, vulgo nós, só pensam em como convertar tudo em dinheiro a qualquer custo. Mesmo que esse custo seja destruir uma nação, um ecossistema, ou seja lá o que for inteiro. E todo mundo captou bem isso. Na academia, tinha alguém comentando de como, além dos efeitos, a mensagem era muito bonita. Na rua, sempre tem um outro alguém falando de como é uma lição de vida muito importante, como isso está acontecendo de verdade conosco. Enfim, onde quer que eu vá, a história de Avatar está sempre sendo exaltada de alguma forma. O próprio diretor, os próprios atores, sempre que têm a oportunidade, comentam que é com grande orgulho que fizeram parte de uma história com uma mensagem iminente que precisa ser dita ao mundo. Ora, baita hipocrisa! &lt;br /&gt;Em primeiro lugar, todo mundo sabe que o povo tem memória curta. As pessoas só vão se lembrar enquanto o filme ganhar um Globo de Ouro, e depois o Oscar. Falando em tempo, se lembrarão até o fim de março e deu. E também, de nada adianta a grande massa concordar e repetir, como um grande rebanho de ovelhas, que é uma boa mensagem, que perdemos o contato com o mundo natural, que blá blá. Não precisa ser nenhum gênio, muito menos assistir a um filme 3D, para notar a nossa própria estupidez. E ficar falando, não resolve nada; é preciso agir. As pessoas não precisam falar; precisam tomar atitudes que podem converter nossa situação ecológica atual. Então, se não forem fazer nada, não falem nada também!&lt;br /&gt;Segundo, já que todos que fizeram o filme enchem a boca para falar da importancia da filosofia do filme, por que eles não doam parte do lucro para instituições ecológicas? Até pode ser que doem, mas vai ser com um gostinho de "é o mínimo que podemos fazer". O mais provável, é que invistam em algo como Avatar 3D 2. &lt;br /&gt;Enquanto assistia ao filme, tentei comparar os elementos fantásticos com os nossos do mundo real: os animais se comunicam com o meio; sabem e fogem quando uma tsunami vai ocorrer; nós vamos brincar na praia. Em suma, somos um bando de patetas brancos jogados aqui por acaso. Mas no momento em que retireios óculos, não pude parar de pensar na enorme contradição que e acabara de ver. Eu sei que, acima de todas as minhas críticas, Avatar 3D foi uma grande revolução para o cinema, admito isso. E que naquelas 2 horas e pouco, o filme te envolve e te leva para outro nível de pensamento. Sim, sou uma apaixona por cinema. Mas também tenho paixão pela nossa "Pandora". E não consigo parar de pensar que esses milhões de dólares poderiam ser usados para evitar que outros milhões de áreas verdes fossem devastadas para construir arranhacéus enormes. Poderiam ser investidos em projetos contra a exploração de combustível fóssil. Mesmo que Avatar tenha sido um marco na história do cinema, preferia perder essa referência em troca das árvores que poderíamos ter de volta. Dava tudo para ter as espécies de pássaros somente existentes em cativeiros voar em (suposta)liberdade no céu de novo. Lutaria até o fim para que cada animal que fosse morto, tivesse seu sofrimento reconhecido. &lt;br /&gt;Avatar é um filme com efeitos especiais caríssimos e com uma pedagogia barata. E não quero com isso converter as pessoas a pensarem da mesma forma que eu. Muito menos a lutarem por um mundo sustentável, ou serem ecologicamente corretas. Gostaria apenas que falassem a verdade e parassem de fingir que se importam. Afinal, cada um gasta o seu dinheiro da forma que bem entender. Eu gastei o meu no ingresso do filme...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-1558417900336476651?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/1558417900336476651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=1558417900336476651&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/1558417900336476651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/1558417900336476651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2010/01/dinheiro-posto-fora.html' title='Dinheiro posto fora'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-4784844873404699781</id><published>2009-10-25T15:10:00.000-07:00</published><updated>2009-11-19T12:22:16.746-08:00</updated><title type='text'>Ganhou o Oscar, mas é bom</title><content type='html'>Descobri um país pior que o meu: a Índia. Esse negócio de um lugar onde as pessoas vão buscar paz interior, com gente extremamente espiritualizada é tudo coisa para turista bobão. Favelas, desigualdade social, prostituição infantil aliada ao tráfico de drogas, miséria extrema; estava quase me sentindo em casa. Além do fanatismo religioso, que provoca uma "guerra" e outra entre eles. Parece que viver na Índia não é nada auspicioso. Assim que o diga Jamal Malik e Latika, de Slumdog Millionaire.&lt;br /&gt;Assim que foi lançado Quem Quer Ser Um Milionário, morri de vontade de vê-lo. Todavia, depois que ganhou o seu "Oscar", tornei-me um pouco resistente. Isso porque eu sempre arrumo briga com os grandes ganhadores. Não que os últimos sejam filmes ruins, mas poxa, para ganhar um prêmio de melhor do ano...sinto que os jurados se reúnem para rir da minha cara. Bem na verdade, acho que eles só vêem os trailers e lêem as críticas do "New York something". Ou seja, escolhem o filme que a grande massa escolheria (não que eu esteja me referindo à grande massa com inferioridae). Mas agora tanto faz se os infelizs dos jurados foram felizes na escolha ou não, o que interessa é que eu vi. E gostei do que vi. Muito. Mas muito mesmo.&lt;br /&gt;O filme é um misto de denúncia social com um romance de conto de fadas moderno. Tem tudo em uma coisa só: ação, drama, romance, suspense. Só não tem comédia; e, se tem, é algo do tipo vou-rir-pra-não-chorar. A história é sobre um servidor de café de um call center chamado Jamal, que para tentar reencontrar seu grande amor, participa do programa "Quem Quer Ser Um Milionário", que nada mais é do que um Show do Milhão hindu. Jamal, incrivelmente, acerta todas as perguntas, o que faz com que o apresentador desconfie de trapaça. E mesmo vendo que Jamal de fato jogava limpo, ele o denuncia à polícia. Isso porque o Sílvio Santos hindu é um baita filho da pu...mãe. Nada muito diferente do nosso. E é tentando explicar aos policiais de como ele sabia as respostas que sua vida vai sendo exposta, desde a sua triste infância até agora. E Jamal é, como diria a minha mãe, um guri bom. Tudo o que ele faz tem amor, soliedariedade, amizade. A narração de como virou órfão, sobrevivia de pequenos trambiques e furtos; de como se apaixonou por Latika, de como o destino os separou e a forma com que tentou de tudo para reencontrá-la comove o chefe da polícia, que o liberta. E comove a todos que lhe assistem também. &lt;br /&gt;Algumas cenas bem chocantes me impressionaram. Por exemplo: aqui, os malandros se fingem de cegos para pedir esmolas. Lá, eles realmente ficam cegos. Lá, eles são capazes de mergulhar em um fosso de merda (não uma porcaria fosso, mas um fosso de fato repleto de merda) para tirar uma foto com o seu ídolo. Aqui, bem...já não posso dizer que alguns ocidentais babacas não fariam o mesmo. Mas pode até ser que o filme tenha um pouco de sensacionalismo, ao pensar que filosofias tão legais como o yôga, e pessoas tão bacanas como o Gandhi vieram da Índia. É claro, filmes sempre acabam fazendo um drama a mais para gerar comentários. Mesmo assim, se for para ir para lá, ainda prefiro ficar por aqui.&lt;br /&gt;E o final é feliz. Relativamente feliz. Isso foi outra coisa que me chamou a atenção, já que normalmente os filmes que ganham o Oscar costumam ter um final trágico ou pessimista. Parece que final feliz é sinônimo de filme ruim. Mas dessa vez, não tinha como fazer uma escolha diferente. Até porque, eu acredito em finais felizes. É disso que a humanidade precisa: sorrisos de alívio após toda a desgraça. Cenas assim devolvem a esperança à vida das pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-4784844873404699781?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/4784844873404699781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=4784844873404699781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/4784844873404699781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/4784844873404699781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/10/ganhou-o-oscar-mas-e-bom.html' title='Ganhou o Oscar, mas é bom'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8707912829877649737</id><published>2009-10-04T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T06:22:40.520-07:00</updated><title type='text'>Pequenas coisas que achamos por aí</title><content type='html'>Eu realmente não tenho vergonha na cara. Passei o mês de setembro todo sem postar nada. Mas desta vez não foi a falta de tempo: mudei de emprego. Estou numa empresa onde trabalho de terça a sexta, seis horas por dia e ganho o equivalente à duas vezes a mensalidade de medicina na Ulbra. Com tanto tempo livre, resolvi tirar férias da web. Tá bom, é mentira. Não escrevi nada porque não tive tempo. Sim, a desculpa é velha, é esfarrapada, mas fazer o que? Ainda trabalho de segunda a sábado, às vezes de domingo a sábado, de nove a doze horas por dia e o que eu ganho mal dá para financiar um fusca. Em outras palavras, me sujeito a um sistema imundo, ou capitalista, temporariamente. Mas isso é só até meu cérebro se reorganizar; às vezes "é necessário dar um passo para trás para dar dois passos para frente". No entanto, morro de medo de me tornar um personagem de Sam Mendes: me acomodar com a vida e deixar de acreditar que os sonhos podem se tornar reais. &lt;br /&gt;Mas agora deixando de lado o momento drama da minha vida, hoje eu assisti a Marley &amp; Me. Um dvd emprestado, claro; nunca que eu ia gastar R$4,50 em um filme de cachorro. Menos ainda se tiver o Owen Wilson no elenco. No entanto, todos os comentários que chegaram aos meus ouvidos era de que o filme é surpreendentemente bom. Well. Não vou dizer que eu gostei, nem vou dizer que eu não gostei. Apenas não tive expectativas, portanto não tive decepções. É uma história aguada, no estilo comédia americana, sobre um cachorro muito, mas muito atentado, que desperta o melhor das pessoas. Fora o cachorro atentado, não enxerguei mais nada da sinopse no filme. O que vale mesmo são as frases finais, quando o Marley morre. São palavras piegas, porém puramente verdadeiras. Mas nem chorei. Tá bom, é mentira. Chorei. E ah! Não venham me dizer que estraguei o final do filme porque todo mundo sabe que o maldito cachorro morre!&lt;br /&gt;Como o filme de hoje não rendeu, vou estender a conversa falando sobre o filme que vi na semana passada: Uma Vida Iluminada. Simplesmente brilhante! Ou, se me permitem o trocadilho, iluminado! A história é sobre Jonathan Safran Foer. Nem precisa dizer que é judeu...apenas acrescento que é norte-americano. Esse tal de Jonathan de fato existe e escreveu um livro "Tudo se Ilumina", no qual foi inspirado o filme. Não é uma história autobiográfica. Mas ouso dizer, mesmo sem ter lido o livro, que certamente é um pouco autobiográfico sim; mesmo que simbólico, em um nível mais complexo de raciocínio. &lt;br /&gt;Jonathan, interpretado pelo Froddo, que aliás está ótimo, além de judeu, tem uma mania muito, uhm, peculiar: colecionar tudo o que vê e que o lembra uma situação ou alguém. Colecionar selos, moedas é normal. Bem na verdade é coisa para quem não tem o que fazer, porém é aceitável. Entretanto Jonathan coleciona dentaduras, punhadinhos de terra, pedaços de comida e outros artigos imprevisíveis para uma coleção. Antes de sua avó morrer, ela lhe dá uma foto de seu avô com uma mulher ucraniana que salvou sua vida durante o nazismo. Ele decide então conhecê-la e vai para a Ucrânia, com a ajuda de Alex Perchov e seu avô. O negócio dos Perchov é justamente ajudar judeus a encontrarem seus antepassados, apesar de acharem que judeus não servem para nada, a não ser para incomodar. E os três saem para a busca acompanhados da cadela demente Sammy Davis Jr. Jr. E a história vai sendo narrada por Alex, com seu inglês extremente precário (Jonathan vira Jonfen), deixando a coisa toda mais divertida. Além do avô, que rouba alguns momentos com a sua estranha raiva de judeus, promovendo a dúvida revelada ao final do filme: seria ele nazista ou mesmo um judeu?&lt;br /&gt;A paisagem do filme é simplesmente exuberante. Campos verdes, plantações de girassóis. Nunca consegui plantar nem um girasol que chega a dar raiva de ver uma plantação inteira... Anyway, eles seguem viagem procurando uma cidade que nem sabem direito o nome, e muito menos onde fica. Menção à cena da batata: Jonathan também é vegetariano. Ele só tinha uma batata para comer, e ela ainda cai no chão. Identifiquei-me. E descobri que vegetarianos são discriminados no mundo todo. Se bem que eu já desconfiava disso... &lt;br /&gt;Ao fim, encontram uma velhinha, que conhecia a garota da foto e que os leva ao tal do lugar. Uma velhinha completamente alienada do tempo e com uma coleção ainda maior que a do Jonathan. E assim se desenrola o fim da história, ao mesmo tempo dedusível e inesperado.&lt;br /&gt;Falando assim, Uma Vida Iluminada parece um filme que já vimos antes, com uma historinha emocionante, que fala de judeus pobrezinhos que sofreram com o nazismo. Bem pelo contrário: é um filme de uma estranheza meticulosa, que mistura o tempo presente com imaginação e com lembranças do passado. E justamente essa bizarrice ímpar que me fez adorá-lo! Simplesmente a minha cara. Tanto que chega a dar uma invejinha de não ter tido a oportunidade de dirigi-lo. Além disso, é o tipo do filme que, ao terminar, ficamos refletindo sobre ele. Mesmo que não se chegue a conclusão nenhuma, dá um prazer indescritível tentar deduzir e interpretar suas metáforas. &lt;br /&gt;Bem, acho que por hoje está bom. Na verdade poderia estar melhor. Aliás, sempre pode estar melhor, mas já isso é outro assunto. Até a próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8707912829877649737?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8707912829877649737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8707912829877649737&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8707912829877649737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8707912829877649737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/10/eu-realmente-nao-tenho-vergonha-na-cara.html' title='Pequenas coisas que achamos por aí'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-6406368688069733680</id><published>2009-08-09T14:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T15:02:24.393-07:00</updated><title type='text'>Um filme para poucos</title><content type='html'>Ir ao aeroporto para ver um filme é sempre uma coisa divertida. É claro que melhor seria se eu fosse para pegar um avião e sair de férias, mas, por hora, o cinema já me satisfaz. E se der tempo para desfrutar de um cafezinho com um croissant logo em seguida, enquanto se abana para os aviões que decolam, difícil de achar coisa melhor. E o bom é que o aeroporto sempre passa filmes bacanas, que nenhum outro cinema quis mais passar. É o caso de "Entre Os Muros da Escola", de Laurent Cantet. É o caso, também, do  filme de que a cada 10 pessoas que vão vê-lo (se é que chega a tanto), umas 7 sobram ao final da sessão. Mas não as culpo. De fato, é um filme complicado de ser considerado como entretenimento. &lt;br /&gt;O filme é um documentário sobre a rotina de escola pública na França. A história, que não chega a ser uma história, se baseia no dia-a-dia de François, um professor de francês. François é professor na vida real e escreveu um livro relatando suas experiências, que acabou inspirando o filme. O filme aborda diferentes situações e relações entre alunos e professores. Realações tais, que a princípio eram para envolver somente assuntos relacionados às atividades escolares, acabam se desviando e misturando a vida que transcede os muros da escola, construindo vínculos mais íntimos e fortes. &lt;br /&gt;Todos os professores eram franceses. Já os alunos...um marroquino, um chines, um antilhano, outro africano, outra já não me lembro de onde. Esse é outro ponto forte do filme: os costumes culturais que divergem com a opinião dos professores, e mesmo entre os próprios alunos, criando situações de inveja, intrigas. Por que o chinês é mais inteligente e mais bem tratado que os outros, por exemplo? Mesmo assim, poucas vezes na vida vi algo tão imparcial: a razão nunca tende para um dos lados por completo; uma vez ela é do professor, outra do aluno. E cada um se sente incompreendido com a sua parte.   &lt;br /&gt;E todas as situações, a avaliação dos professores, os trabalhos, os conselhos de classe me remeteram muito aos meus tempos de escola pública aqui no Brasil mesmo. Uma escola daqui e outra no primeiro mundo não são tão diferentes no final das contas. Parece que somos todos seres humanos em qualquer parte do mundo. E as escolas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Saudade deste blog!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-6406368688069733680?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/6406368688069733680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=6406368688069733680&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6406368688069733680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6406368688069733680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/08/um-filme-para-poucos.html' title='Um filme para poucos'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7354271623962499444</id><published>2009-07-19T15:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T16:46:13.688-07:00</updated><title type='text'>Just keep swimming</title><content type='html'>Coisa boa chegar em casa morta de cansaço de tanto trabalhar, tomar um banho e se atirar na cama. Não que a sensação de cansaço seja agradável, mas é que descansar é um dos maiores deleites do final de semana. E adoro, depois de uma semana de labuta, retornar ao lar-doce-lar, tomar uma ducha quentinha e apreciar uma televisão, comendo uma porcaria gostasa, em baixo das cobertas. Na verdade, apreciar não é bem a palavra quando me refiro a televisão... Para quem possui um mínimo de intelecto e gosta de relaxar com um bom programa (de TV...) sábado à noite, não tem vez. A Tv aberta, nem preciso comentar. Quando não é o Big Brother, são suas variações, como a Fazenda e derivados. A novela das 8 é a mesma há 20 anos, e ninguém nunca se deu conta. Além de outros programas de humor que ofendem a minha capacidade de rir das coisas. Mas pelo menos é de "graça". Acho que me irrito mais com a Tv a cabo, que tem trocentos mil canais que não passam nada que preste na hora que a gente esta vendo. Além de repetirem o mesmo filme o mês inteiro. E não sei por que a gente ainda paga por essas coisas. Porém, às vezes, a gente dá sorte: depois de uma meia-hora zapeando com o controle remoto, até que se acha alguma coisa boa. Nem que seja alguma coisa que a gente já tenha visto há um tempo a trás. Foi o que me aconteceu na semana passada: quando já estava desistindo de procurar algo, ia me render ao show do Roberto Carlos 50 anos, eis que eu achei o Nemo! Estava passando Procurando Nemo no canal da Disney.  Um desenho animado que eu já vi umas 3 vezes acabou salvando o meu resto de sábado.&lt;br /&gt;Procurando Nemo é uma das coisas mais fofas que já foram feitas. A historinha, todo mundo já deve conhecer: a aventura de um peixe-palhaço em busca de seu filho perdido (na verdade pescado), Nemo. Adoro desenhos animados! Até choro com alguns. Mas procurar o Nemo é sempre divertido e emocionante! Todos os personagens são especiais: os tubarões vegetarianos, a peixinha esquecida, as tartarugas (meio maconheiras), os peixinhos birutas do aquário. Foram todos muito bem estudados e feitos com perfeição. Além de serem dublados por muita genete bacana e conhecida, mas que a minha ignorância só permitiu reconhecer as vozes do Geoffrey Rush e da Ellen DeGeneres, como Nigel e Dori. Lembro-me bem que, na época em que fez sucesso, foi uma mania mundial. Quer dizer, mundial eu não sei ao certo, mas ao menos em Porto Alegre. Mas se é da Disney, deve ter sido mundial. Muitas criancinhas queriam libertar seus peixinhos de aquário (eu nunca vou ter um aquário!), e não havia quem não soubesse falar baleiês. &lt;br /&gt;E além da história, o que mais me toca é o fato dela se passar no fundo do oceano. Desde criancinha, sempre fui fascinada pela vida marinha! Sempre achei que no mar é onde tem os animais mais estranhos, mais coloridos, mais interessantes de todos. E mesmo sendo só uma animação gráfica de computador, fico toda arrepiada de ver as tartarugas nadando juntas com os filhotes, ou a baleia, aquele monstro enorme, cantando e nadando tão delicadamente. E a arraia sumindo na imensidão azul... Tudo isso pode parecer bobo, mas o que eu sinto em ver a vida acontecendo é indescritível. É um amor sincero pela ordem natural das coisas. Chega a ser terapêutico. Juro que se eu não precisasse comprar comida para continuar vivendo, eu tirava biologia marinha. Quem sabe um dia, quando eu ganhar dinheiro sem fazer nada, eu tenha tenpo para ir ver uma baleia nadando em alto-mar, nadar com golfinhos e tirar fotos dos corais? Até lá, eu vou continuar a nadar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7354271623962499444?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7354271623962499444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7354271623962499444&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7354271623962499444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7354271623962499444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/07/just-keep-swimming.html' title='Just keep swimming'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-6417092236039947288</id><published>2009-06-30T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T17:48:02.119-07:00</updated><title type='text'>Parênteses.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SkqyGFfDN5I/AAAAAAAAACs/7gnvMUU6-uk/s1600-h/keep-moonwalking-jb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SkqyGFfDN5I/AAAAAAAAACs/7gnvMUU6-uk/s320/keep-moonwalking-jb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353286924704626578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre parêntese. Antes que alguém venha me parabenizar pela criatividade do título do post anterior, ou, pior ainda, queira me acusar de plágio, aí está a propaganda de onde eu o retirei. Fecha parêntese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-6417092236039947288?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/6417092236039947288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=6417092236039947288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6417092236039947288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6417092236039947288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/06/parenteses.html' title='Parênteses.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SkqyGFfDN5I/AAAAAAAAACs/7gnvMUU6-uk/s72-c/keep-moonwalking-jb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-6570274090486211511</id><published>2009-06-30T16:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T17:37:55.689-07:00</updated><title type='text'>Keep moonwalking</title><content type='html'>Antes que o mundo já esqueça da morte do Michael, gostaria de deixar registrado aqui meu sentimento de comoção com o ocorrido. Impossível não sentir uma pontinha de tristeza com a notícia "The King is dead". Mesmo aqueles que não gostavam de suas músicas ou achavam seus clipes cafonas, um dia, dançaram Thriller e tentaram fazer o moonwalker no meio da sala, quando ninguém estava olhando. Milhões de pessoas com os olhos fixos em seus pés: "como é que ele faz isso?". E como ele fazia aquilo... Sempre cresci ouvindo a mãe falar que ela era da época em que o Michael Jackson era negro. E se antes ele já deixava a saudade do Michael preto, agora deixa também a do branco.&lt;br /&gt;Suas músicas e seus passos de dança fizeram parte da vida de muitas pessoas: animou muitas festinhas e embalou muitos namoros. Mesmo não sendo um amigo íntimo, ele fez parte das lembranças pessoais de muita gente. É por isso que sentiremos a sua falta. &lt;br /&gt;Felizmente, não houve quem não o reconhecesse por seu imenso talento e o admirasse por ter sobrevivido à sua própria infância. Mas também não faltou quem o discriminasse; seja pela degradação da própria imagem ou por seus famosos escândalos. Porque a humanidade é assim mesmo: em vida, não pordoa ninguém. Mas a morte é milagreira e apaga com todo o passado ruim de qualquer pessoa. E aos que que ficam, ela deixa somente a melhor imagem daquele que partiu. Porque a humanidade é assim mesmo: diante da morte, a tudo perdoa. &lt;br /&gt;Michael, que você encontre a paz. Sinceramente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-6570274090486211511?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/6570274090486211511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=6570274090486211511&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6570274090486211511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6570274090486211511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/06/keep-moonwalking.html' title='Keep moonwalking'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-6120635019274024732</id><published>2009-06-19T17:01:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T18:40:04.555-07:00</updated><title type='text'>A humanidade está cega?</title><content type='html'>E se alguém na sua cidade ficasse cego de repente? E se toda a cidade começasse a sofrer de uma estranha doença em que todos ficam cegos? O que você faria? Seria solidário com os que estão sofrendo com a tal moléstia ou correria gritando para fugir da praga e se salvar? E se você for pego? E se você um dia abrir os olhos e for da escuridão extrema para a claridade extrema a ponto de nada ver? Qual a pior cegueira? A que a apaga todas as luzes, ou a que as acende, todas, ao mesmo tempo? E se as pessoas, tão apavoradas, tão inferiores, isolassem os infectados em um sanatório abandonado? Qual o melhor lado? O de fora? O de dentro? Conviver com o medo? Sobreviver com a conformidade? E se a pequena quarentena se tornasse uma sociedade independente, movida a instintos primitivos, onde os covardes, atrás de uma pistola, se autodenominassem rei? E se o soberano covarde puder matar apenas uma pessoa? Seria muito? Seria insignificante? Você resistiria? Se deixaria dominar? Ou você é o covarde? Afinal, qual a diferença do rei e dos cidadãos do reino, se todos são seres humanos, isolados e cegos? Para que criar a guerra se poderiam se unir? E você trocaria seu relógio de ouro por comida? De que vale o ouro em um mundo a parte, se não pode gastá-lo? E a sua dignidade? Você a trocaria? De que vale a sua dignidade se você está morrendo de fome? E ela um dia valeu alguma coisa, mesmo você estando de barriga cheia? E a sua esposa? Continuaria sendo sua esposa? Você ainda a amaria? Você saberia diferenciar as sensações alegres das tristes? E se no meio da cegueira, alguém pudesse ver? Quem você gostaria de ser? Um inválido que depende desse alguém? Um alguém que se torna escravo dos inválidos? E se o mundo lá fora sumisse de repente, e o sonho de liberdade viesse a tona, e você pudesse voltar para casa? Iria "tateando" o caminho sozinho? Levaria seus amigos? E se na rua você encontrar um grupo de cães devorando um morto enquanto um único cão senta-se ao seu lado para lamber seu rosto? Aqueles que devoram o defunto são cachorros maus? Este outro é bom apenas porque procurava o que comer no lixo? Você consegue comparar a humanidade a um desses cães? As pessoas regrediram, ou os animais evoluíram? Nós que agimos como animais, ou os animais que se humanizaram? É possível julgar alguém depois de tudo que você viveu? Tudo depende de uma escolha? E qual seria o novo conceito de belo? Faria diferença em ser loiro ou moreno? Olhos castanhos ou azuis? E se a beleza agora dependesse daquilo que você é? Você seria feio ou bonito? Você saberia diferenciar os feios dos belos apenas pela alma? Pela índole? Você realmente afirmaria com toda a certeza de que uma pessoa é bonita só por causa de uma atitude de amizade? E se você de repente voltasse a ver? Ela ainda seria bonita? O coração enxerga melhor que os olhos? Afinal, de que cegueira estamos falando? &lt;br /&gt;E se a sua missão terminasse, e sua vida perdesse o sentido? Você se sentiria cego?&lt;br /&gt;Ensaio Sobre A Cegueira de Fernando Meirelles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-6120635019274024732?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/6120635019274024732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=6120635019274024732&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6120635019274024732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6120635019274024732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/06/humanidade-esta-cega.html' title='A humanidade está cega?'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8985071062455781117</id><published>2009-06-04T18:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T16:07:01.035-07:00</updated><title type='text'>Luto.</title><content type='html'>Hoje não vim aqui para falar de cinema. Já estou devendo uma boa postagem, mas, sem querer desprezá-los, não tive paciência para escrever. Há tempos, quero dizer algo sobre o Gran Torino, do Clint. Porém, ir ao cinema consciste de um ritual que vai desde a companhia até o que você comeu durante o filme. A pipoca esfriou rápido, mas a companhia estava boa. Juro que não foi a pipoca que um dia me fez chorar. Resumindo, é díficil lembrar certos acontecimentos (mesmo que agradáveis). E droga, eu tinha um ótimo texto! Mas, por enquanto, não vim para falar de cinema. Vim para falar da vida real, que por vezes se assemelha a arte nos seus pontos mais dramáticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: -Então tu disse que tinha algumas coisas pra me dizer...&lt;br /&gt;Ela: -Sim..&lt;br /&gt;Ele: -Eu também. Fala tu primeiro. &lt;br /&gt;Ela: -Não, fala tu.&lt;br /&gt;Ele: -Não, fala tu primeiro. Faço questão.&lt;br /&gt;Fazia 3 semanas que não se viam. Apenas trocaram algumas conversas por telefone, sem te amo e sem saudades. Ela disse que ele andava estranho.&lt;br /&gt;Ela: -Estou preocupada. &lt;br /&gt;Ele: -Eu realmente tenho andado estranho. Estou passando por um momento difícil, numa espécie de depressão. &lt;br /&gt;Como ele podia não sentir vontade de abracá-la e beijá-la loucamente entre um te adoro e um senti muito sua falta? Ela, que era tão digna de tal ato, ficou esperando seus carinhos em vão. &lt;br /&gt;Ele: -Estou passando por problemas financeiros, talvez tranque a faculdade, não consigo emprego. Preciso passar por isso sozinho.&lt;br /&gt;Ela: -Estou passando por problemas financeiros, não posso pagar uma faculdade, não consigo emprego. Preciso muito de alguém agora. &lt;br /&gt;Como estavam passando por situações tão parecidas e pensavam tão diferente? Como podiam ter reações tão opostas? Ele entrava em depressão, e ela sempre inventava um motivo para levantar da cama. Ele dizia que ela deveria ser forte, que ela não sofria tanto quanto ele. Levianas palavras a dele: jamais diga que você sofre mais; sofrimento não se mede. Sofrimento se sofre.&lt;br /&gt;Ele: -Eu não queria jamais te magoar. E sei que já magoei...&lt;br /&gt;Ela ouviu isso sob as luzes fortes do shopping e olhares curiosos tentando saber por que segurava o choro.&lt;br /&gt;Ela: -Estou passando pelo pior momento da minha vida. Preciso do teu apoio.&lt;br /&gt;Ele: -Tu não vai gostar de ficar comigo. Não posso te ajudar.&lt;br /&gt;Ao fundo, tocava Ma Vie, de Alain Barriere, Hymne a L'amour, de Piaf, Viens Ma Brune, do Salvatore Adamo... Maldito centenário da França no Brasil! Maldição ter nascido no Brasil! Eram suas músicas preferidas. E agora, sempre que as ouve, ela põe a mão na boca, atravessa a garganda, arranca seu coração fora e o atira, ainda batendo, contra a parede na tentativa de fazer parar a dor. Mas não importa se está dentro ou fora do peito, o desgraçado insiste em doer.&lt;br /&gt;Ela: -Mas a vida é assim mesmo: venturas seguidas de desventuras. E não podemos prever quando, como ou quanto tempo cada estágio irá durar. Se toda vez que algo de mal lhe acontecer, tu renegar a companhia das pessoas queridas, então tu irá magoar todos que gostam de ti. Para sempre.&lt;br /&gt;Assim disse ela, agarrada a um fiapo de esperança; o qual ele arrancou cruelmente:&lt;br /&gt;Ele: -Eu sei. Mas não posso mudar. Não é nada contigo; apenas não consigo levar um relacionamento adiante. Acho que quero passar por isso sozinho.&lt;br /&gt;Num raciocínio frio, as pessoas podem afirmar: "não se pode obrigar ninguém a gostar de alguém." Mas quem a conhece afirmaria com mais êxito: "como pode não gostar dela? Tão bonita! Tão interessante!". Só que ser bonita e interessante parece não bastar.&lt;br /&gt;Ela: -Essa é a tua decisão final?&lt;br /&gt;Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça.&lt;br /&gt;Ela: -De todos que me largaram, tu foi o que mais me machucou: os outros não passaram de orgulho e amor-próprio. Mas tu, era sentimento...eu te odeio!, garoto infantil, garoto mimado!, pensou ela, em uma fração de segundos, em dizer a ele. No entanto, tudo que conseguiu fazer foi dar as costas, ir andando, deitar do banco de trás do carro e chorar. Chorou como uma criança chora quando o mar leva embora seu castelo de areia. Droga! E o inverno que passariam juntos no edredom? E o presente que ela havia comprado para o dia dos namorados?&lt;br /&gt;Como conseguimos ser fortes com a morte, com a guerra, com a miséria que nos cerca; e como uma história de amor banal quase pode nos destruir? Ou ainda, será que ele tinha noção da mudança irreversível que causara na vida dela? Ela não consegue mais ouvir U2, nem ver um filme do Woody Allen, nem ver a cara da Scarlett Johansson. Tudo lembra ele. Tudo dói. E todos os lugares sem ele parecem não ser mais os mesmos lugares. &lt;br /&gt;Ela, que na semana passada, rezara para que tudo se ajeitasse em sua vida, agora, não acredita mais em Deus; por mil diabos, Ele a viu sofrer e não fez nada. Ser vegetariana pra que? Algum dia as vacas e as galinhas se reuniram para lhe fazer algo de bom? E as pessoas que lhe dizem: "você é muito jovem. Não há quem não tenha sofrido por amor". Oras! Não há insulto pior! Só porque o resto das pessoas já sofreram por amor, ela também tem que sofrer? Desde quando isso é uma lei? Desde quando pensar na dor dos outros diminui a nossa própria dor? São todas pessoas mesquinhas que não superaram suas próprias desilusões e se consolam ao ver a decadência dos outros. E o pior: não faz sarar a ferida. Ela chora enquanto ele vibra com a goleada do Grêmio. Ele se diverte com os amigos enquanto ela chora. Sim, ele não merece suas lágrimas. E ela? Merecia sua rejeição? A vida é injusta: ele dá continuação a sua vida enquanto a dela não faz mais sentido.&lt;br /&gt;Mas apesar de tudo, ela pensa que gostar de alguém não é vergonha. Também não é vergonha amar e não ser amada. Mas ver que as mesmas fotos, que ela ainda guarda com carinho, ele já as pôs na lixeira, fácil assim, faz parecer que amar sem ser correspondida seja a coisa mais humilhante do Universo. Mas era "ele quem entrava em depressão, e ela quem inventava um motivo para levantar da cama...". &lt;br /&gt;Se alguém aqui já sofreu por amor, por favor, jogue a primeira pedra. Dói menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Gran Torino, limito-me a dizer que é um bom filme. Quem quiser, que o veja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8985071062455781117?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8985071062455781117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8985071062455781117&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8985071062455781117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8985071062455781117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/06/luto.html' title='Luto.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2576130707587470506</id><published>2009-04-29T09:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T09:06:57.654-07:00</updated><title type='text'>A minha cara =)</title><content type='html'>Imagina se eu não vou querer ver. Documentário, animais, música do Sigur Rós. Imagina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tkA-2Mg181k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tkA-2Mg181k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2576130707587470506?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2576130707587470506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2576130707587470506&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2576130707587470506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2576130707587470506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/04/minha-cara.html' title='A minha cara =)'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3783846561886210239</id><published>2009-04-17T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T15:19:08.141-07:00</updated><title type='text'>Déjà vu</title><content type='html'>Às jovens senhoras que foram ver a repetição do casal Leonardo DiCaprio e Kate Winslet ("dessa vez dá certo!"), talvez tenha sido um choque. Em Foi Apenas Um Sonho, o casal Titanic continua com a mesma química, ou até maior. A expressão facial de Kate e a interpretação dramático do DiCaprio estão impecáveis. Já o romance, afundou junto com o navio e congelou em 1997. Sam Mendes fez uma versão melhorada e, arrisco dizer, mais realista de Beleza Americana (que é dele também). Parece que Sam, de fato, odeia famílias. Ao menos as americanas.&lt;br /&gt;O filme principia com o jovem casal, os Wheelers. E, como todo casal jovem, são sonhadores e consideram-se especiais. Ambos têm grandes ambições de fazerem o que querem da vida, sem se importar com as opiniões alheias. Para tanto, mudam-se para Connecticut. Frank vende seguros. April é dona de casa. Pretendem viver essa vida pacata até se assegurarem financeiramente e, então, finalmente, tornar realidade seus sonhos e altos ideais. Francamente, eu suponho que seja esse o princípio do filme. Isso porque a pateta que vos escreve confundiu-se com os horários e chegou uns 10min atrasada no cinema. Mas é uma suposição quase segura. Ao menos, é uma boa suposição. &lt;br /&gt;No entanto, aquilo que era para ser temporário, virou permanente. Mais ou menos como aquele remendo de durepox de um óculos velho, que serviria até comprar um novo e fica para a vida toda. Mas diferente de um insignificante remendo, um emprego e uma casa compõe quase tudo o que existe na vida. Frank era para ser um vendedor temporário, e April, uma dona de casa de passagem, mas os dois acabam acomodados, esquecendo e abandonando os antigos planos. E os Wheelers e seu casal de filhos tornam-se a família perfeita. A típica família americana. E a típica família americana não é nada perfeita: Frank inicia um caso extraconjugal com uma secretária, e April começa a sentir o desgaste da vida ordinária que leva. &lt;br /&gt;Em meio a todo esse caos conjugal, April tem a lucidez de retomar os planos de mudar de vida e decide viajar com o marido para França. Eles iriam de navio (não, de novo não!) até a Europa com a família, e ela trabalharia enquanto ele ficaria em casa por um tempo, superando os limites dos conceitos sociais da época. Por fora, Frank aceita a idéia, por dentro, mantém-se relutante. Porém, o momento de lucidez de April é visto como uma insanidade por todos. Eu, diria simplesmente que é pura inveja de uns e moralismo hipócrita de outros. O único que parece ser conivente com a idéia de tentar viver e não sobreviver de April é o problemático filho do vizinho, Michael (cena que vale a pena ver com atenção). &lt;br /&gt;Em meio ao planejamento da viagem, Frank recebe um aumento e descobre que April está grávida. Frank decide não viajar (sorte do DiCaprio, azar da Kate) para melhor sustentar o filho. Mas é claro que o aumento do salário e a gravidez da mulher encobrem os verdadeiros motivos. Na verdade, ele tem medo de mudar. Tem medo de trocar o certo pelo inseguro. Ele tem medo de viajar e não arranjar outro emprego. Ou pior: tem medo de não saber fazer outra coisa que não seja o que já faz a tanto tempo.&lt;br /&gt;Inconformada, April decide fazer um aborto, gerando inúmeras discuções perturbadoras com o marido, o que é, na verdade, quase o filme todo. April quer seguir o caminho da coragem e tentar viver, e Frank, o do medo de não conseguir a vida almejada, ou ainda, perder o pouco, ou tudo, o que já tem. Enfim, parece que os Wheelers, que se consideravam especiais, não são assim tão diferentes. São apenas pessoas normais. Pessoas que se acomodaram com suas vidas ordinárias. Pessoas que ficam entre o mundo aparentemente seguro que vivem e o mundo que pode tornar real os seus sonhos, mas que também é cheio de incertezas e convenções sociais que podem te engolir. Pessoas que não sabem mais como sonhar. Semelhanças com a sua vida são meras coicidências. Ou não.&lt;br /&gt;Parece mesmo que o casal Titanic não foi feito para ter um happy ending.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3783846561886210239?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3783846561886210239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3783846561886210239&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3783846561886210239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3783846561886210239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/04/deja-vu.html' title='Déjà vu'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2217190249079817459</id><published>2009-03-19T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T18:05:36.694-07:00</updated><title type='text'>Um pequeno filme</title><content type='html'>Enfim, finalmente o ano realmente está começando: janeiro e fevereiro foram só um aquecimento. As águas de março vêm fechando o verão e abrindo mais uma temporada de aulas, muito trabalho, stress e muito stress. Raios de vida moderna! Daqui a pouco já é Natal; parece que a Terra passa a girar mais rápido a partir de março. E como tempo é dinheiro, e eu não tenho nenhum dos dois, as atualizações do blog ficam cada vez mais espaçadas. Portanto, já peço desculpas adiantado. &lt;br /&gt;Para tentar amenizar a velocidade enlouquecida com que a nossa vida passa, damos uma pausa no tempo normal e criamos um momento particular de aconchego e longe de preocupações. Eu costumo entrar na minha bolha e ver um filminho bem descompromissado. E, recentemente, em uma dessas sessões, descobri que o bom da Irlanda não está somente nos pubs: parece que os irlandeses tem uma mãozinha muito habilidosa para a sétima arte também. E se quase 8 meses de blog não são o suficiente para acreditar na minha palavra, sugiro que vejam com seus próprios olhos. Especificamente, recomendo que assistam a "Apenas Uma Vez", de John Carney. &lt;br /&gt;Apenas Um Vez é um musical contemporâneo filmado em Dublin, o que dá uma paisagem melancolicamente bela à história. A maneira como é filmado e o próprio manuseio da câmera geram um efeito de documentário de televisão. As cores em tons pastéis, que se misturam num ameno degradê, contrastando com vermelhos vibrantes, por vezes, dão a impressão de ser uma pintura. Aliada a toda essa exibição visual, está a essência do  filme: a música. Contrariando a idéia de que é muito simples se comunicar através da música, eu lhes digo que é muito simples transformar um musical em potencial em um grande dramalhão ou ser simplesmente uma reprodução de algum espetáculo da Broadway. Por isso mesmo tiro o meu chapéu para toda a trilha sonora, na qual estou viciada. Meu vício mais saudável. E o mérito é entregue a Glen Hansard, que além de atuar no  filme, compôs a maioria das músicas. Abre parêntese. Os protagonistas, Glen e Markéta Irglová, bem na verdade, não são atores, são músicos. Glen é vocalista da banda The Frames. Fecha parêntese. Outro aspecto bastante comum em filmes que falam sobre músicos é mostrá-los como pessoas perturbadas, incompreendidas e que passam horas conversando com os duendes depois de tomar, fumar, ou seja lá o que for, umas e outras. No entanto, neste filme, são retratadas apenas pessoas comuns, que buscam inspiração em suas próprias vidas. &lt;br /&gt;O roteiro do filme é muito simples: um músico de rua, qua trabalha consertando aspiradores de pó com seu pai e que sofre por ter perdido a mulher que amava, conhece uma imigrante tcheca, pianista, mãe, que o estimula a tomar pequenas atitudes para mudar sua vida e recuperar seu amor. Um japonês, em um grão de arroz, consegue escrever algo mais refinado. Confesso que eu mesma, se não o tivessem me indicado, teria o maior preconceito em locar um romance com um roteiro que cabe em uma linha. Mal eu sabia da profunda sensibilidade que aquela caixinha carregava. &lt;br /&gt;Ele carrengando um violão nas costas e uma experiência traumática de perder a namorada, ela arrastando um aspirador de pó azul pifado caminhando pelas ruas de Dublin, separados por um amor que nunca se concretiza. Não sei nem dizer quais os nomes das personagens. Na verdade, acho que nem nome elas têm. Ambos entram em uma loja de música e improvisam uma composição dele: aí está a cena mais fabulosa, que traduz por completo toda a sensibilidade de que falo. Ela tentando sintonizar-se com os acordes dele. E o jogo de vozes, o violão combinado com o bom piano soam da TV e flutuam até o espectador, abraçando-o e suspendendo-o no ar. Take this sinking boat and point it home. Até mesmo a mais insensível das criaturas que não chorou quando a mãe do Bambi, ou quando o Rei Leão, morreu, se emociona. É uma sensação quase indescritível. &lt;br /&gt;Para encerrar, vou fazer um comentário ordinário: Apenas Uma Vez é um filme para se ver muitas vezes. Além disso, outra palavra vai vir a minha mente quando ouvir falar na Irlanda além de U2: cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2217190249079817459?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2217190249079817459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2217190249079817459&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2217190249079817459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2217190249079817459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/03/um-pequeno-filme.html' title='Um pequeno filme'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7652273197977329572</id><published>2009-02-24T08:54:00.000-08:00</published><updated>2009-05-21T15:32:21.416-07:00</updated><title type='text'>Walküre</title><content type='html'>Olá, foliões e foliãs! Tenho um comunicado muito importante a fazer: carnaval não é feriado! Ao contrário do que todo o brasileiro pensa, pela lei, não é feriado. Mas como é de costume o Brasil parar no carnaval, e o calendário concorda, faz de conta que é feriado. E por pura coicidência, este ano o festival do Oscar foi junto com a festa da carne. E se tem algo em que eu sou mais alienada do que o carnaval, é o Oscar. Raramente concordo com os vencedores, muita gente boa fica de fora, é tudo combinado! Bem na verdade, foi Oscar no resto no mundo; aqui, o povo tava espremido na praia ou cantando axé e correndo atrás de um trio elétrico. Melhor assim. Daí não me sinto a única pessoa a viver numa bolha em relação a isso. Eu fiz o que faço sempre: fiquei em casa, mandei o piêrro cacete ir tomar sorvete com o arlequim e esperei passar.&lt;br /&gt;E assim como os brasileiros nunca cansam de pular carnaval todo o ano, parece que os cineastas nunca cansam de fazer um novo filme sobre algum episódio do nazismo. E o filme da vez é "Operação Valquíria", que traz a história real e praticamente desconhecida de um golpe contra a alemanhã nazista de Hitler. A peça chave do golpe é  o corenel alemão Claus von Stauffenberg, interpretado por Tom Cruise. Contrariando a maioria dos filmes que mostra os alemães mauvados que pegam as criancinhas para fazer sabão, Operação Valquíria revela um outro lado de alguns oficias nazistas, já que nem todos apoiavam a Alemanha de Hitler. Aí vai uma dica: não vá ao cinema com sono. Os primeiros istantes do filme são bem monótonos e desinteressantes. Aos poucos, ele vai tomando forma e começa a prender um pouco mais a atenção. Mas não muito. Se eu estiver errada, que algum historiador me corrija, mas a princípio, parece ser uma reconstrução quase perfeita do ocorrido. E é exatamente isso que o torna um tanto desinteressante, pois são reproduzidos aspectos muito técnicos. Quem conhece um pouquinho a história, sabe que o golpe não deu certo. É nisso que certos filmes de fatos históricos pecam. Como já se sabe o final, é preciso criar uma trama que estimule o espectador a torcer por alguma coisa. É claro que não deve ser feito nada que mude completamente a história; mas ser muito fiel a ela, pode prejudicar a emoção de ver o filme. Se o Leonardo DiCaprio pode ser o Rei Sol algum dia, por que não colocar uma pimentinha a mais na Operação Valquíria?&lt;br /&gt;Tudo começa quando o coronel Claus Stauffenberg e alguns outros oficiais resistentes ao reinado Hitler decidem se unir e trair o governo. O plano mirabolante do Cebolinha para derrotar a Mônica, ou melhor, do coronel Stauffenberg para derrubar o nazismo de Hitler era matar o próprio e aplicar o golpe usando a Operação Valquíria. A idéia era matá-lo utilizando uma bomba. Talvez aí esteja o único momento tenso do filme. Como sabemos que não é dessa forma que o Hitler parte desta para uma pior, ficamos curiosos para saber em qual parte o plano dá errado. O que talvez seja o mais decepcionante: saber que a bomba explode na cara do führer e ele só cai de bunda. Mas também, era uma bombinha muito da mixuruca; só derrubou uma mesa e fez voar alguns papéis. Dá um tubinho de filme com vinagre e um sonrisal pro MacGyver, que ele faz melhor. Entretanto, inicialmente o plano funciona: Hitler é dado como morto e a operação começa. Obviamente descobrem que ninguém morreu, que é tudo engodo. E o fim de seus traidores, nem precisa dizer qual foi.&lt;br /&gt;Em contrapartida a todos esses cuidados para tentar alcançar a perfeição, tem uma coisa que muito me intriga: o filme é sobre um fato alemão, filmado na Alemanha, com personagens alemães interpretados por atores americanos e falando inglês. Mas tudo bem. Se Luke Skywalker na República galáctica falava inglês, por que Hitler também não falaria? Além disso, Tom Cruise está ótimo como sempre. Mesmo sem uma mão, um olho e mais dois dedos... Nesse filme, ele larga um pouco a sua pose de galã e encarna um oficial nazista e cede as atenções ao plano Operação Valquíria em si. Aliás, todo o elenco está maravilhoso. Cada um cumpriu com maestria o papel de dar vida a personagens reais. No entanto, nenhum deles se destaca; nem mesmo Tom Cruise. Achei que faltou um pouco de sentimentalismo, de frases impactantes. Como o próprio coronel disse "queremos que o mundo saiba que nem todos eram como ele". Talvez se a idéia da frase tivesse sido desenvolvida e enfatizada ao longo do filme, nos pegássemos torcendo por um final feliz, mesmo sabendo que ele não viria. &lt;br /&gt;Mesmo com o elenco de primeira, Operação Valquíria não é o supra sumo dos filmes de nazismo e afins. É bem provável que tenham sido o elenco que salvou o filme. Porém faltou alquele friozinho na barriga, aquele personagem forte, que se sobressai. Contudo, não é um filme ruim. Quem gosta de história é bem provavél que vá gostar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7652273197977329572?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7652273197977329572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7652273197977329572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7652273197977329572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7652273197977329572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/02/walkure.html' title='Walküre'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3201910745554318796</id><published>2009-02-12T15:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T06:38:49.242-08:00</updated><title type='text'>Anticlockwise</title><content type='html'>Antes de começar, já aviso que o texto é longo tanto quanto o filme que o inspirou. Normalmente resumo ao máximo, mas, desta vez, as palavras fizeram um motim, e perdi o controle sobre elas. &lt;br /&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button é um filme baseado em um conto escrito por Scott Fitzgerald. O conto tem cerca de 28 páginas, enquanto o filme rendeu quase 3 horas, gerando uma certa polêmica. Uns acharam muito comprido, muito parado e com muitas cenas irrelevantes. Eu, particularmente, só achei comprido. E o fato de ser um filme muito parado, pra mim, não é defeito; ao contrário, muito me agrada. Até porque, é um filme parado e não monótono. Longe disso. Anyway. Outra polêmica ocorreu entre os fãs do conto original, em que o bebê nasce, além de velho, já falando e lendo, o que não ocorre no filme. Mas eu concordo que essa idéia deve ficar somente na nossa imaginação. Dar vida a um bebê com corpo senil já pareceu coisa do capeta; se falasse e lesse enciclopédias, ficaria medonho! Acho que o Fincher e seus roteiristas estão de parabéns pelo ótimo trabalho. Contudo, sendo comprido, ou não, fiel ao conto, ou não, o que ninguém pode discordar é que Brad Pitt e Cate Blanchett estão impecáveis.  &lt;br /&gt;Benjamin Button é mais um daqueles tipos de filmes colcha de retalhos: um tema central composto por pequenos episódios que abordam diversos assuntos. Assuntos estes, que normalmente levariam um filme todo, ocupam pequenos instantes ao longo do filme. E cada virada de cena pede uma reflexão. E, obviamente, o tema principal é a tão temível passagem do tempo. Eu mesma confessei por aqui que eu e minha juventude temos medo que nos pelamos desse tal de tempo que passa depressa de mais...&lt;br /&gt;O tempo presente se passa em um hospital, onde Daisy está passando por seus instantes terminais, enquanto a filha, Caroline, lhe lê o diário de um homem muito especial: Benjamin Button. A primeira passagem do filme é logo a minha preferida: um relojoeiro que constrói um relógio para a estação de trem que gira ao contrátrio. A intenção é trazer de volta todos os filhos perdidos na guerra; que estes levantem de seus túmulos e voltem para os braços de seus pais. Só nesses 5 min inicias, dá para dar um nó na garganta (ou como disse a Sara no último comment, "é um tapa na cara"); por menos tempo de vida que tenha a pessoa mais jovem do público, esta com certeza também já deve ter tido o desejo de poder voltar no tempo e recuperar alguém especial, ou reparar um erro grave que fosse. &lt;br /&gt;No dia em que a guerra acabou, nasceu o filho do sr. Button, custando a vida da mãe. O pai prometeu a finada mulher que cuidaria do filho, no entanto, ao vê-lo, levou um susto tão grande que saiu correndo e o abandonou num lar para idosos (olha que coicidência!). Seria uma cena cômica se não fosse trágica. Enquanto todos o enxergam como uma aberração (ou pensam que esse é o rosto do bebê de Rosemary, afinal), a doce cozinheira Queenie o vê como um milagre e o adota. E o chama Benjamin. &lt;br /&gt;Ver a curiosidade e a astúcia de uma criança que não corresponde a um corpo de movimentos rígidos e artrites chega a ser tragicômico. E assim mesmo, Benjamin se adapta àquele ambiente repleto de velhinhos e vai crescendo e "juvenescendo". Ainda na sua infância (ou velhice), ele conhece Daisy, a netinha de uma das inquilinas do asilo. E logo já se separam, pois Benjamin, querendo aproveitar o vigor que lhe nasce a cada manhã, decide viajar de porto em porto com o capitão Mike, que diferente da maioria, não o vê como um anormal e inválido. E ele descobre o amor (com uma mulher casada, é verdade, mas não deixou de ser menos amor). A amizade. Aprende que nunca é tarde para fazer aquilo que se ama, ou simplesmente para recomeçar tudo outra vez, não importando quão velho você esteja ficando, ou, nesse caso, quão jovem. Ao voltar para casa, Benjamin reencontra com Daisy, que agora é uma belíssima bailarina (menção ao grande talento de Cate). Benjamin também reecontra com seu pai e, enfim, descobre que é um Button.&lt;br /&gt;A essa altura, a idéia de nascer velho e caminhar para a mocidade parece ser mais atraente do que nunca: após toda uma vida de trabalho e esforços, ter cabelos cada vez mais vistosos, a pele mais fime parece uma recompensa. Entretanto, tudo lá tem seu preço. Enquanto Benjamin se desfaz da velhice, esta vai alcançando seus entes queridos. E junto com ela, os alcança também a morte, que os leva consigo e não volta mais. Ele percebe que a humanidade é uma rede tecida com a vida das pessoas que se tramam, e que o acaso, quando inventa de aprontar das suas, pode mudar uma vida completamente só porque alguém, do outro lado da cidade, não ouviu o despertador tocar essa manhã. E nem sempre muda pra melhor. E não adianta discutir com o destino; ele ignora nossos xingos. Certas acoisas acontecem quando têm de acontecer e na hora que têm de acontecer.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, Benjamin e Daisy vivem uma história juntos, e tem uma filhinha. Se antes um era muito velho e a outra muito jovem, já agora estão quase alcançando a mesma idade e são perfeitos um para o outro. Muitas das cenas são embaladas com músicas de época, com os trompetes e cornetas característicos. E não sei por que, mas sempre que ouço esse tipo de música, me dá uma saudade...saudade daquela época. O que é puramente rídiculo, já que não se pode sentir saudade de uma época em que não se viveu. De qualquer forma, os dois acabam se desencontrando novamente. As rugas que somem de um rosto, aparecem no outro. Benjamin não suporta a idéia e desaparece no mundo, retornando anos depois, quando já está na sua infância. Uma alma senil em um corpo infantil. Ele desaprende a andar, a falar e sua vida vai esvaindo-se em um corpo de bebê. &lt;br /&gt;Ao sair do cinema, não dá pra deixar de perceber a emoção das pessoas. Mas uma delas, me chamou particular atenção: um senhor, já de idade, que ficou sentado, com uma feição melancólica, até todos saírem da sala. Acredito que a história tenha mexido e revirado muitas lembranças em sua memória; relembrado todos os medos que sentiu, ou ainda sente, todos os seus amores e aventuras até chegar em sua velhice. Ou talvez estivesse apenas tirando um cochilo, não vi direito. &lt;br /&gt;Aí está. O tempo. Por mais que um relógio gire no sentido anti-horário, por mais que nos agarremos na teoria da relatividade de Einstein, que acreditemos piamente que as horas e os minutos são apenas convenções, é impossível fugir de seus efeitos e conseqüências. Não importa se nossos filhos morreram na guerra, ou não; o tempo não tem pena de nós e não volta atrás. Ele é extremamente autoconfiante; segue sempre adiante, remediando as dores. Ele não liga se o momento é triste ou feliz, ele simplesmente passa e o leva embora. Leva embora o colágeno da nossa pele, a rapidez dos nossos neurônios, a cor viva dos nossos cabelos e, muitas vezes, os próprios cabelos. E por que temê-lo tanto afinal? Por que não acompanhá-lo? Se conseguimos acompanhar a tecnologia de celulares e computadores que mudam de 5 em 5 minutos, por que não conseguimos acompanhar o tempo, já que ele é sempre o mesmo e mais velho que Jesus Cristo, e simplesmente aceitar os cabelos brancos? No fim, não importa se nascemos jovens e envelhecemos, ou se nascemos velhos e ficamos mais joves. Os dois caminhos acabam nos entregando a dependência, a um babeiro e às fraldas. E o destino é único: a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3201910745554318796?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3201910745554318796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3201910745554318796&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3201910745554318796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3201910745554318796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/02/de-volta-para-semente.html' title='Anticlockwise'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2125962046370035275</id><published>2009-02-11T09:35:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T10:40:52.310-08:00</updated><title type='text'>Preliminares</title><content type='html'>Chove em PoA. Finalmente São Pedro atendeu a prece das florzinhas de jardim. Se soubesse que o Sol daria uma folga, teria saído hoje e não ontem. Mas não sabia. Saí ontem. Uma delícia de calor que cheirava a enxofre do inferno. Cinco min parado no sol equivale a 5 horas correndo, e tudo parece mais longe quando se está a pé. Mas como uma boa capricorniana obstinada, não me deixei intimidar por míseros 32°C. Além do que, Benjamin Button suplicava-me a semanas para assistir-lhe. Resolvi, então, atendê-lo, e nem os aerolitos do Chapolin teriam me impedido. &lt;br /&gt;Após caminhar uns 35, 40 min até chegar no shopping, larguei minha bolsa no chão, deitei no piso gelado e esperei o ar-condicionado secar meu suor. Isso nos meus delírios, é claro. Bem na verdade, só tive coragem para procurar um banco e me recompor. O resto deste parágrafo é irrelevante; portanto, o amigo pode ir direto para o próximo se assim o preferir. Prometo não ficar chateada. Prosseguindo, nunca havia ido ao GNC do Iguatemi. Foi um momento emoção no meu dia. As poltronas são numeradas: mais parecia um teatro. O carpete tem consistência de grama, e as poltronas são imensuravelmente espaçadas, e a fileira da frente fica abaixo dos joelhos; dá pra esticar as pernas sem encostar na próxima fileira, e nem o maior cabeção do mundo nos atrapalha. Fora o porta copos, que mais parece um porta baldes. Ou seja, é o cinema de Itu.&lt;br /&gt;Após todo esse deslumbramento, o filme começa. Quase 3 horas de duração. E posso dizer que essas quase 3 horas valeram cada gota de suor vertida para chegar até ali. As verteria de novo em dobro se fosse necessário. A história é marcante e bastante intensa. E por ser um filme longo e rico em detalhes, os comentários e reflexões a respeito dele me renderam bastante. De cara quando assisti ao trailer, me recordei não do conto de Fitzgerald, o qual é adaptado, mas de uma reflexão de Charles Chaplin. Algo mais ou menos assim:&lt;br /&gt;"Coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"&lt;br /&gt;Na verdade não sei se foi ele mesmo quem escreveu. Sabe como é essa tal internet...a gente vive recebendo textos com erros gramaticais grotescos e pobre em vocabulário assinados por um tal Veríssimo... Aliás, se alguém souber de fato se foi ele ou não, por favor me avise.&lt;br /&gt;E para ser sincera, ainda não consegui organizar bem as idéias para falar a respeito do filme. Cada vez que passo o texto a limpo, aumento mais um pouco. Por isso, hoje só vim dizer o quanto esse filme é fascinante, antes de chegar as vias de fato. Acho que ainda preciso de um dia, ou dois, para apresentar algo definitivo. Por enquanto, parece que as plantas não são levadas muito em consideração, e o astro-rei já mostra seu rostinho ardende de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2125962046370035275?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2125962046370035275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2125962046370035275&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2125962046370035275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2125962046370035275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/02/preliminares.html' title='Preliminares'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7375313419705016911</id><published>2009-02-01T08:12:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T15:25:22.490-08:00</updated><title type='text'>Diga sim um milhão de vezes</title><content type='html'>Perguntaram pro Jim Carrey se ele estava disposto a fazer mais um filme de comédia, com uma historinha simples e boba com um final previsível, e ele disse SIM. Yes Man, ou Sim, Senhor, é o novo filme do infinitamente engraçado Jim Carrey. O filme é uma adaptação das memórias do autor Danny Wallace. Se você riu com o O Mentiroso, provavelmente vai rir com este também. Ou não.&lt;br /&gt;Jim Carrey faz o papel de Carl. Sabe quando te convidam para uma festa que você já decide que não vai se divertir? E sempre dá a desculpa que estará muito ocupado com o trabalho, ou que vai estar fazendo algo dezenas de vezes mais divertido, normalmente com muita adrenalida, quando na verdade você vai estar no sofá da sua sala vendo TV e comendo com um abrigo velho de mendigo? Então. Esse é Carl. Ele age assim no tempo integral da sua vida. E para deixá-lo com uma aparência mais miserável ainda, Carl é separado e sua ex-mulher está muito bem namorando, enquanto ele não tem nada parecido. &lt;br /&gt;Em outras palavras, Carl é um no man. Eis que então surge um amigo. Sabe aquele seu amigo que some e reaparece do além, revigorado, que mudou de vida depois de conhecer o verdadeiro segredo das coisas e que quer que toda a humanidade faça parte disso com ele? Então. Esse é o amigo. Ele é um yes man. E é claro que ele convida Carl para fazer parte disso, que age como alguém que recebe um panfleto de propaganda de boates com moças que se sustentam de maneira duvidosa: ele pensa "até tá que eu preciso...", mas guarda o panfleto no bolso mesmo assim. E depois de ser criticado pelo seu melhor amigo pelo seu estilo de vida, ele resolve "ver" como é uma palestra do yes man. E é uma das cenas mais engraçadas do filme! O criador do yes man faz uma alusão aos autores de livros com idéias mirabolantes de auto-ajuda; e a palestra, a seitas religiosas em que os membros ou são fanáticos ou não são membros. Nada contra quem lê livros de auto-ajuda ou participa de seitas. Se esse for o seu caso, por favor não se ofenda. E mesmo não acreditando, Carl faz uma promessa consigo mesmo de dizer sim à vida. E claro, igual as resoluções de ano novo, é uma promessa da boca pra fora. Mas ele acaba cumprindo. Primeiro, para que haja um bom andamento do filme, e segundo, porque toda vez que ele diz não a alguma coisa, algo terrível acontece. &lt;br /&gt;E dessa forma Carl se torna um verdadeiro yes man. Ele arranja uma namorada (a meiga Zooey Deschanel), é promovido no trabalho e tudo dá certo. Surpreendente... É claro que de repente tudo volta a dar errado, então Carl aprende uma lição e tudo volta a dar certo no final. E o que aprendemos com tudo isso? Não precisa dizer sim para tudo, basta dizer sim às coisas que realmente queremos dizer sim (ai, por que não disse antes?!). É o tipo de lição que na hora é bonita, mas na prática, ficar de abrigo no sofá parace ser bem mais tentador. &lt;br /&gt;Sei que não costumo tomar o tempo do meu leitor com o resumo longo do filme, mas acontece que mesmo sendo meio estúpido, ele é incrivelmente contagiante. E de qualquer forma, já me sentia uma yes ma'am só por ter decido ver um filme desses. E mais ainda por um momento particular que eu passei naquele instante. Mas chega de falar de mim. De qualquer forma, é o Jim Carrey fazendo o que ele faz de melhor: pessoas rirem. Vá ao cinema; seja um yes man.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7375313419705016911?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7375313419705016911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7375313419705016911&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7375313419705016911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7375313419705016911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/02/diga-sim-um-milhao-de-vezes.html' title='Diga sim um milhão de vezes'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7587441500885674268</id><published>2009-01-20T14:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T16:11:22.350-08:00</updated><title type='text'>God Bless America</title><content type='html'>Vinte de janeiro de 2009. Dia que entrará para a história. E todos que aqui estão neste momento viveram esse dia. Finalmente este dia chegou. O dia em que o presidente negro dos EUA sai dos filmes de ficção (e do seriado 24h...) e adentra o mundo real. E não demora muito, ainda farão filmes de ficção contando a história real sobre esse dia e sobre a vida de seu Barack Hussein Obama. &lt;br /&gt;Os EUA, como já se é sabido por todos, é a maoir potência do mundo em todos, ou ao menos nos principais, sentidos, inclusive, cinematograficamente. Não digo que os melhores filmes sejam americanos, mas os filmes que mais agradam a população mundial em massa são americanos. E sempre achei que há um certo sentimentalismo manipulador de lágrimas e orgulho de ser americano em filmes que retratam a história dos EUA. E como eles conseguem fazer a gente chorar... Mas hoje, acompanhando pela televisão a posse do novo dono do mundo, pude constatar que aquilo que se vê em filmes com temas polícos, aquele patriotismo vivo, é real. Dá até gosto de ver um povo que tem orgulho em ser patriota. E agora, com esse momento de renovação do poder americano, não faltarão roteiros para os próximos longos do gênero. A começar pela vida do Obama.&lt;br /&gt;Nascido nos EUA, negro, com um dos nomes de origem árabe, canhoto, sua mãe era branca, antropóloga, e sofreu muito com a ausência do pai. Do quase anonimato, deu um salto napoleônico em sua carreira tornando-se presidente em bem menos tempo do que todos imaginavam. E o dia de sua posse...por si só, já parecia um filme! Lindo de se ver a banda do presidente tocando, pomposidades para todos os lados, contudo de uma maneira muito simples, com discursos muito sucintos. O discurso muito bem estruturado, servindo como uma injeção de esperanças para a auto-estima americana, e sem deixar de esquecer que os EUA não se tornará um país de cordeiros, mas que voltarão a ser um país civilizando, que dá para conversar. E tudo isso de um modo sinuoso tipicamente americano, sem antíteses barrocas. E a trilha sonora...Sabe aqueles momentos da vida que merecem uma trilha sonora mental? Pois este tinha uma de verdade! A extraordinária Aretha Franklin cantando My country,'tis of thee. &lt;br /&gt;E para complementar o filme com pequenos detalhes, não pode ficar de fora o episódio do senador Kennedy, que passou mal neste dia. Ed Kennedy tem um tumor inoperável no cérebro, e, mesmo assim, fez um esforço para ir ver o Obama em sua posse. Frase de cinema: "Meu único objetivo de vida agora é ir ver a posse de Obama." (Ed Kennedy) E está pronto o filme. Ainda nem foi feito, mas já estou chorando. E o mais emocionante, é pensar que meus filhos irão vê-lo, e eu direi "mamãe viveu este dia, meu filho". Uma emoção sem tamanho ver esse marco histórico, da minha casa, situada na rua cujo nome é uma feliz coicidência: Martin Luther King. &lt;br /&gt;Só para finalizar com toque de mestre, palavras do reverendo: "(...) o dia em que os amarelos serão legais, os vermelhos serão bacanas, e os brancos abraçarão o que é certo." Por isso os americanos sempre se promovem a nação de liberdade que triunfa sobre a tirania. Por isso, quando eles querem, eles nos fazem chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7587441500885674268?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7587441500885674268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7587441500885674268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7587441500885674268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7587441500885674268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/01/god-bless-america.html' title='God Bless America'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-439767014557893381</id><published>2009-01-16T04:47:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T06:35:32.795-08:00</updated><title type='text'>A Dupla Vida de Vanesse</title><content type='html'>Então este dia chegou. O dia em que a Terra dá sua vigésima volta ao redor do Sol desde o dia que nasci. Sempre pensei que fazer 20 anos fosse coisa da mídia, mas hoje vejo que não. Fisicamente, ainda estou como se tivesse 18. Mentalmente, ainda permaneço com a cabeça de uma velha rabugenta de uns 80. Mas psicológicamente, pensar que duas décadas passam rapidinho, que daqui a pouco virão mais duas décadas, que o tempo escorre entre meus dedos, que talvez não dê para fazer tudo o que planejei para mim até o fim de uma única existência, me assusta e muito. Mas o fato de ainda não ter conseguido fazer tudo o que planejei, não quer dizer que tenha feito poucas coisas da vida. Tão pouco quer dizer que escolhi passar por certas situações que já passei. Pensando nisso, fiquei tentando adivinhar: se a minha vida fosse um filme, que filme ela seria? &lt;br /&gt;Um romance não poderia ser, pois capricornianos são pouco efusivos. Um thriller também não (apesar de existirem relatos sobre poltergeists na minha sala). Nem vou citar aventura, suspense e coisas do gênero. A partir daí não foi difícil imaginar que minha vida daria um bom filme cult com uma audiência mínima. Não hesitei em adivinhar que seria A Dupla Vida De Veronique, da minha aspiração de vida, Krzysztof Kieslowski.&lt;br /&gt;Mesmo antes de vê-lo, já sentia, não digo necessidade, mas falta de alguém que me entesse por completo. Alguém que eu ficasse olhando por um minuto e ele dissesse "sim, Vanessa, eu te entendo". E depois de assistir à Dupla Vida de Veronique, não conseguia parar de pensar que pode existir uma outra Vanessa Olszewski andando por aí, igual de nome, corpo e alma. Misturando um pouco as coisas, acho que somos personagens amelísticas, romanescas, quiméricas, atrás de seus Ninos em um filme do Kieslowki. Sinto que existe um outro alguém que sente um frio no estômago quando eu estou apaixonada, ou que dá risadas sem motivo quando eu ouço uma piada. Será que quando acordo certas manhãs feliz da vida sem motivo aparente é ela que ganhou um presente? E quando me dá uma vontade súbita de ficar no meu quarto sem ver ninguém, será que foi ela que brigou com o namorado? Nós sentimos, mesmo, tudo que a outra sente, passamos pelos mesmos questionamentos e situações semelhantes ao mesmo tempo? E onde ela mora? Meu palpite é que seja em Paris; só isso explicaria minha paixão tão sem razão que tenho pela França desde pequena, quando ficava fascinada ao ouvir pessoas falando francês pela televisão. Talvez, quando penso em acabar com tudo, ela toma um fôlego de coragem, diz pra si mesma que a vida vale a pena, me fazendo retomar a vontade imensa de viver, e vice-versa. Acho que nossa missão nesta vida é mudar uma a vida da outra. Nunca nos vimos, nem nos falamos. E é assim que tem de ser. É assim  que nos entendemos. &lt;br /&gt;Se um certo dia alguém achar que minha vida foi interessante e pensar em fazer uma cinebiografia, este alguém vai estar com uma idéia ultrapassada. Esta já existe, e se chama a Dupla Vida de Veronique. Não sei se é alguma sintonia de polaco, mas tenho certeza que o Kieslowski fez esse filme para mim. Como ele sabia, eu não sei. Fico muito grata a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-439767014557893381?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/439767014557893381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=439767014557893381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/439767014557893381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/439767014557893381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2009/01/aq.html' title='A Dupla Vida de Vanesse'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-304931456227137301</id><published>2008-12-31T08:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-31T09:21:57.525-08:00</updated><title type='text'>E assim foi 2008...</title><content type='html'>...ou melhor, e assim se foi 2008. Acredito que o Ano Novo seja o dia mais positivo do ano. Mesmo que o ano que se passou tenha sido ótimo, todos entram em uma corrente vibratória otimista e esperançosa de um novo ano que se aproxima; que este seja ainda melhor. E como qualquer outro ser humano que se preze, também estou extramente otimista e esperançosa com o ano de 2009. Mas junto com essa euforia, existe em mim um sentimento de frustração com a entrada do próximo ano: 8 anos de ensino fundamental, 3 de ensino médio e 2 semestres inteiros de um curso superior e, a partir de amanhã, serei uma semi-analfabeta, ou semianalfabeta. Até agora não entendi por que tirar o trema e adicionar o k, o w e o y ao alfabeto. Vai ver o trema não serve para nada importante, como por exemplo indicar como se pronuncia certas palavras corretamente, e o k, o w e o y são muuuito usados na nossa língua e não podem ficar de fora! É por isso que à meia-noite (ou meianoite?) eu vou beber e esquecer. &lt;br /&gt;E para dar uma ajudinha no amor e no bolso, existem milhares de simpatias, que nunca funcionam, mas que nunca custa tentar. Aqui em casa, sempre comemos lentilha. Não que eu acretide, porém se algo der errado no próximo ano, não quero ninguém me dizendo "viu, não quis comer lentilha". Então eu como. Além disso, na virada do ano, todos lançam mão de uma politicagem, começando com as promessas que nunca são cumpridas: vou emagrecer, entrar numa academia, parar de fumar, parar de beber e dar vexame nas festas do trabalho, etc. &lt;br /&gt;E diferente do Natal, não existem filmes temáticos para o Ano Novo. Na verdade, eles continuam passando os filmes natalinos até o dia 30, depois voltam à programação normal junto com os programas especiais com retrospectivas do ano. Por isso a minha idéia era fazer um cine retrô, com os melhores filmes de 2008. No entanto, não assisti a filmes suficientes para criar uma lista. Aliás, esta vai ser minha promessa de fim de ano: no ano que vem, prometo ir, quando eleita for, uma vez por mês ao cinema e à locadora pelo menos. E prometo ainda comentá-los todos aqui. &lt;br /&gt;Neste último texto do ano, quero desejar um feliz e iluminado Ano Novo a todos nós. E que venha 2009!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-304931456227137301?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/304931456227137301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=304931456227137301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/304931456227137301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/304931456227137301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/12/e-assim-foi-2008.html' title='E assim foi 2008...'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-7236977356208976620</id><published>2008-12-24T08:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T13:19:52.780-08:00</updated><title type='text'>Hohoho, Marry Christmas!</title><content type='html'>A festa de Natal, quando eu era pequena, era a minha festa favorita do ano! Arrumar o pinheirinho, catar pinha na praça para pôr na guirlanda, encher a casa de luzinhas para esperar o Papai Noel me deixavam entretida por horas a fio. Mas, graças a Deus, eu nasci com um cérebro que funciona e descobri que o Papai Noel era só papai mesmo. Agora, acho que o Natal é uma festa muito cafona. Ou melhor, o Natal no Brasil é uma festa muito cafona. Eu tenho pena dos Papais Noéis que, para ganhar uns trocados, se vestem com aquelas roupas terrivelmente quentes num calor de 30ºC. Os que ficam no ar-condicionado do shopping ainda são sortudos. Mas o pior mesmo é estar derretendo, sentindo o cheiro de enxofre do inferno, e ainda ter que agüentar as decorações feitas de algodão, imitando neve, e bonecos de neve feitos de isopor. Por isso eu luto por um Natal brasileiro mais original. Primeiro, não tinha que ser um pinheiro de Natal, e sim, uma palmeira  natalina. E segundo, vamos admitir que, por aqui, dezembro é um calor do baralho, e que o Papai Noel tinha que usar bermuda, chinelo de dedo e camisa florida. Aliás, como disse um amigo meu, ia ser o Malandro Noel. No lugar de leite com biscoitos, as crianças iam deixar uma Brahma bem gelada pro bom velhino. E em vez de descer pela chaminé e entregar presentes, ele iria invadir nossas casas e levar tudo o que a gente tem. Até porque chaminé é um artigo raro por aqui. &lt;br /&gt;Outra coisa que me incomoda no Natal, é perceber que a magia e que o espírito natalino se dissipam a cada ano que passa, e o consumismo se fortalece. Talvez, com a crise, o verdadeiro espírito do Natal retorne às famílias, mesmo que forçadamente. Por isso, as melhores lembranças de Natal da minha vida, ainda, são os da minha infância. E uma das minhas lembranças mais fortes é os filmes com tema de Natal que eram reprisados todos os anos na TV. Isso acabou virando uma tradição, e uma leva de filmes com temas natalinos se repetem durante toda uma geração. Na geração de hoje, os mais famosos são O Grinch, Anjo de Vidro, Um Natal Muito, Muito Louco, O Expresso Polar, Um Duende em Nova York, Um Homem de Família, Sobrevivendo ao Natal e alguns outros que não lembro agora. Na minha infância, os que mais me marcaram foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gremlins - Os gremlins despertavam a criança má que existia dentro de mim; queria molhar todos eles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estranho Mundo De Jack - Mostra como funciona o Natal no mundo de Tim Burton. É o conto gótico mais fofo que já vi. Vale a pena reprisá-lo até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duro de Matar - Não é bem um filme natalino, mas é um filme ambientado na época do Natal. Não era próprio para a minha idade; não  sei como minha mãe me deixava ver. Mas eu era tão pequena, que não entendia bulhufas da história mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Herói de Brinquedo - Arnold Schwarzenegger (tive que olhar o nome dele no Google), mesmo antes de ser governador da Califórnia, não tinha tempo para nada, nem para comprar o presente de Natal do seu filho, deixando tudo para última hora. Só que o brinquedo estava esgotado, o Turbo Man. Então Arnold decide passar o filme todo correndo atrás do Turbo Man para reparar a falha com o filho. Não era o meu filme preferido, mas...passava sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal do Charlie Brown - Sempre tive muita pena do Charlie Brown. Ainda mais nessa história em que ele fica desiludido com o espírito do Natal. Mas, que puxa, gostava muito do Charlie! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueceram de Mim - Esse é um filme que marca a época em que rir era uma coisa muito fácil. Macaulay Culkin protagoniza uma série de cenas em que armava armadilhas rudimentares e muito engenhosas para escapar das garras de dois ladrões muito trapalhões. Amava! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férias Frustradas de Natal - Clássico absoluto! É, sem dúvida, meu filme natalino favorito; mostra como realmente funciona o Natal nas famílias normais. As festas de fim de ano, que eram para ser tranqüilas e fraternais, sempre acabam num estresse e com um peru explosivo. Afinal, quem nunca pensou que iria passar um Natal tradicional, com a família, e foi surpreendido com uma caravana de primos do interior que iriam passar o mês todo na sua casa? Sem falar na casa decorada com 50 mil luzinhas... Lembro que na época do filme, e nos anos seguintes, virou febre cobrir de luzes até a casinha do cachorro. Aqui no bairro, uma casa ganhou o apelido de "a casa do Chavy Chase". Imaginem por quê. Tinha sempre uma fila de carros para ver o "ponto turístico". Casualmente foi a mesma casa que ganhou um concurso que a Zero Hora fez, presenteando a casa mais iluminda; o que ia de confronto à campanha que faziam o ano todo para economizar energia por um mundo sustentável... Fora essa casa, que todo ano ainda faz uma decoração nova e faraônica, essa moda terminou e quase não vê mais essas luzinhas por aí. É por isso que Féria Frustradas de Natal vai ser sempre a minha melhor lembraça de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo a todos que passarem por aqui, e aos que não passarem também, um Feliz Natal! Que o espírito natalino possua seus corpinhos e leve a paz e alegria para seus lares. Que o Natal seja menos material, mas não menos feliz. Boas Festas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. E qual o seu filme natalino favorito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-7236977356208976620?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/7236977356208976620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=7236977356208976620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7236977356208976620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/7236977356208976620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/12/hohoho-mary-christmas.html' title='Hohoho, Marry Christmas!'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-5924215321996349817</id><published>2008-12-21T09:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T10:48:38.177-08:00</updated><title type='text'>...mas a Mônica queria ver o filme do Godard.</title><content type='html'>Se tem uma coisa no mundo que me deixa frustrada é o fato de nunca ter assistido a um filme do Godard. Logo eu, toda metida a cult, adoradora de filmes franceses, não ter visto, ainda, um filme do Godard. Mas juro que não é má vontade minha. Seus filmes são extremamente difíceis de se achar, tanto nas locadoras como para vender. A solução seria uma coisa mágica chamada internet, mas meu computar movido a manivela está com a memória mais ferrada que uma velhinha com Alzheimer e não agüenta baixar um filme inteiro. Então, resolvi usar um plano B: ir no festival Varilux, no Olaria, ver a reprise de Elogio ao Amor. Não contavam com minha astúcia! É, pois é...nem eu contava com minha própria astúcia e acabei chegando atrasada para a primeira sessão, e a impaciência me impediu de esperar pela segunda. Acabei indo ver o filme do Woody Allen mesmo, Vicky Cristina Barcelona. Meu sonho foi adiado. &lt;br /&gt;O cinema do Olaria não é tão horrível como imaginava. Só é muito caro pelo conforto que oferecem (não-conforto na verdade). Sem falar no caldo de pessoas jovens que vão lá para celebrar sua cultura liberalista sexual. Mas dessa vez eles estavam ocupados vendo (ou fazendo sei lá eu o quê) o filme do Godard. As coisas estavam mais tranqüilas na sala de Vicky Cristina Barcelona. E confesso que fiquei com receio de falar sobre ele por aqui, já que não há tanto assim para se falar. &lt;br /&gt;São duas amigas, norte-americas, Vicky e Cristina, que passam suas férias em Barcelona. Vicky é a garota centrada, que pensa que tem a cabeça e os sentimentos no lugar, noiva. Já Cristina é a mocinha conturbada, que se diz liberal; mais parecida com as pessoas da sala ao lado, vendo o filme do Godard. Ambas se envolvem com um artista, Juan Antônio, que vive uma relação conturbada com a ex-mulher, Maria Helena. Vicky acaba deixando a relação de lado e casa-se com seu noivo; Cristina se envolve com Juan e sua ex-mulher, e os três vivem um triângulo "feliz". E ao contrário do que muitos podem pensar, o filme não é nada ousado. Essa história de viajar à Europa para despertar desejos calientes e mulheres estupidamente gostosas e corajosas de viver uma relação a três já está pra lá de manjada. Ao contrário de ousado, achei uma tática muita segura escolher atrizes já conhecidas, como Scarlett Johansson e Penélope Cruz, para protagonizar uma beijoca; já que algo do gênero sempre garante que muitas pessoas, portadoras do cromossomo Y em sua maioria, irão aos cinemas. Do contrário, aposto que não teria feito o sucesso que fez. E a cena não chega a um minuto; nada que uma freira nunca tenha visto nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Por fim, a própria persogem, Cristina, reflete sobre a vida, sobre o amor e descobre que não é assim tão liberal quanto julgava ser e decide fazer outra coisa da vida, que nem ela sabe bem o que é. Todos voltam à América e tudo fica como estava. Lamentei durante um instante por não ser homem; pois ao sair do cinema, poderia ter pensado que valeu a pena só pela  bitoca das duas belas moças, mas nem isso pude eu fazer. Tirando a Scarlett e a Penélope, não sobra muita coisa além da paisagem da bela Barcelona (além da conclusão de que se as mulheres fossem mais unidas, poderia dominar o mundo usando o lesbianismo forjado). Sem falar que o filme é quase todo narrado, com as conclusões bem mastigadinhas. Nem o trabalho de pensar direito eu tive, o que me incomodou ligeiramente. Mas não pensem vocês que falo tudo isso com ar de superioridade. Muito pelo contrário: muito me dói cada palavra de crítica que escrevo, já que se trata de um filme do Woody Allen. E eu adoro o Woddy pacas! Só que dessa vez não deu, e não quero forçar a amizade. Não ligue se a crítica diz que esse foi seu melhor filme, Woody, você pode fazer melhor. Eu acredito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-5924215321996349817?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/5924215321996349817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=5924215321996349817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/5924215321996349817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/5924215321996349817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/12/mas-mnica-queria-ver-o-filme-do-godard.html' title='...mas a Mônica queria ver o filme do Godard.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-4122940324293427426</id><published>2008-12-04T06:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T04:39:50.677-08:00</updated><title type='text'>Um filme bom</title><content type='html'>Mantendo o meu compromisso com este blog, abro-o este mês com duas novidades. Uma boa, outra nem tanto. A boa é que finalmente resolvi abrir a carteira e ir ao cinema. A nem tanto é que este cinema era do novo grande shopping de PoA, o Cinemark do Barra Shopping Sul. E sabe como é cidade provinciana; logo, qualquer shopping grande vai de um programa de sábado a ponto turístico. E de fato, pensei que fosse encontrar uma obra faraônica. Só que isso parmaneceu na minha imaginação. O shopping nem é tão grande, tão pouco é bonito e as pessoas que o freqüentam, certamente, estavam fazendo outra coisa na hora em que Deus distribuiu a beleza no mundo. Salvo o cinema! Este sim é grande. Tão grande que eu, com minha mania de sentar no fundo, tive que parar para descansar no meio da escada. E olha que a última vez que parei no meio de uma subida foi em Gramado/Canela, na escada do Caracol... E para quem nunca teve um carro zero, vale a pena ir só para sentir o cheirinho de carro novo dos bancos de napa (ou seja lá qual for o tecido; não entendo de costura). Só que este não é o shoppingpocket, então vamos retornar ao assunto que interessa. &lt;br /&gt;O filme que me troxe de volta a sala do cinema foi Queime Depois de Ler dos mais recentes oscarizados, irmãos Coen. Fui logo na estréia. Quase uma profissional. A história do filme é um pouco complicada de resumir. E se eu entrar em detalhes, vou estragar tudo. Digamos assim: o início dá a impressão de que o filme é um grande suspense quando um cd, contendo códigos sigilosos de um ex-agente alcoólatra da CIA é descoberto. Well. O problema não foi achar o cd contendo códigos sigilosos de um ex-agente da CIA, e sim, pensar que esses códigos sigilosos fossem algo muito importante. E toda essa confusão, misturada com toques de bom humor negro e ironia coeniana, faz com que todo mundo durma com a mulher de todo mundo, todo mundo fica paranóico, todo mundo acaba atirando ou esfaqueando todo mundo e todo mundo faz John Malkovich gritar histéricamente o tempo todo com todo mundo. Entendeu? Não? Então corra até o cinema e acabe de uma vez com esse nó mental. E se isso ainda não for motivo suficiente, darei mais outros dois bons motivos. Poderia dar três, mas vou dar apenas dois: George Clooney e Brad Pitt. O primeiro, porque é sempre bom tê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar. E o segundo, é um rostinho bonito no papel mais engraçado de toda a sua carreira. Para quem duvida do talento de Brad Pitt, vai se surpreender ao vê-lo de terno e gravata, bicicleta, mascando chiclete e ouvindo um iPod. Estupidamente divertido para dizer o mínimo.&lt;br /&gt;Agora vou revelar uma coisa. Mas o leitor terá de prometer que vai lhe assistir mesmo assim. Prometeu? Okey. Apesar de tudo isso, é um filme bom. Poderia ser um filme ótimo; o melhor filme dos irmãos Coen. Mas é um filme bom. Nada de mais. Mas isso é só uma questão de opinião. E essa é a minha. Um filme bom. E só para garantir, vá ao cinema pensando que está indo ver o pior filme de sua vida; o que vier, será lucro. Mas é um filme bom. &lt;br /&gt;E falando em George Clooney, bem que os cientistas japoneses poderiam inventar um George Clooney de bolso. Eu compraria...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-4122940324293427426?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/4122940324293427426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=4122940324293427426&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/4122940324293427426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/4122940324293427426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/12/um-filme-bom.html' title='Um filme bom'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8538723251612249344</id><published>2008-11-21T17:31:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T18:59:24.146-08:00</updated><title type='text'>Tempo de despertar</title><content type='html'>Mais de um mês após minha última atualização, finalmente arranjei um tempinho na minha singela vidinha para sentar e escrever. Pensei até em postar algo sobre o Homem Aranha, para combinar com as teias que aqui se formaram, mas achei que não valia a pena o texto (não valia a pena essa piada também, mas...). E de qualquer forma, reassisti, essa semana, ao filme Tempo de Despertar, achei que seria mais apropriado e resolvi retornar abrindo uma sessão vale a pena ver de novo. O filme é relativamente antigo, de 1990 (é nessas horas que percebo que não adianta fugir da idade: quando os anos 90 passam a ser relativamente antigos) e traz dois caras terrivelmente bons no elenco: Robin Williams e Robert De Niro. Nem precisa comentar a genialidade deste último. Além disso, por algum acaso da sincronicidade, esse filme caiu como uma luva para mim, neste momento que estou vivendo.&lt;br /&gt;A história, baseada em fatos reais, é sobre o neurologista Malcolm Sayer (Robin Williams), que desenvolve uma teoria para reverter o estado catatônico, provocado em pacientes que tiveram encefalite, utilizando um estímulo químico, semelhante ao tratamento usado para o Mal de Parkinson. Funcionou por algum tempo, depois, sabe-se lá por que, os medicamentos pararam de fazer efeito. O primeiro paciente a ser novamente despertado para a vida é Leonard Lowe (Robert De Niro).&lt;br /&gt;Ao retornar a sua consciência, Leonard sente a vivacidade de suas últimas memórias: um garoto de 20 anos. Mas ao se olhar no espelho, seus cabelos parcialmente brancos o lembram dos anos que perdera "dormindo". Ao mesmo tempo, o tratamento é feito com o restante dos pacientes, deixando o hospital numa "zona" (num bom sentido). E nesse curto período em que esteve acordado, Leonard percebeu que as pessoas saiam às ruas, realizavam suas tarefas e retornavam à casa sem prestar atenção no que faziam. É quase como se vivessem ligadas no piloto automático. Por exemplo: quem consegue lavar um prato pensando que está lavando um prato? Nunca pensamos "estou lavando o prato, estou ensaboando, agora vou enxaguar". O mais comum é a nossa mente se distrair com as lembranças do que ocorreu ontem, com o que nós faremos hoje a noite, com alguma música que esteja tocando, etc. Pensando nisso, ele decidiu viver cada momento, não digo que intensamente, mas atentamente. Mais do que isso: quis mudar a vida das pessoas; fazê-las enxergar o que ele enxergava, fazê-las viver, ou melhor dizendo, vivenciar cada atitude. Em outras palavras, ele queria mostrar que as pessoas dormem de diferentes maneiras. Ele estava a anos paralisado, inconsciente. E mesmo tendo consciência e capacidade de se movimentar, o restante das pessoas estavam adormecidas tanto quanto ele, pois não presenciavam o presente. Será que passar a vida trabalhando e estudando maquinalmente, vivendo no presente somente para preparar o futuro é estar acordado? Você já olhou ao seu redor para ver se não há uma pessoa maravilhosa que está esperando um convite seu para tomar um café? Será que isso é estar consciente? Será que ter um blog e dar a desculpa da falta de tempo para não atualizá-lo é viver atentamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parágrafo em branco serviu para o leitor pensar e refletir um pouco sobre si mesmo, sobre suas atitudes. Se achar muito trabalhoso, pode usá-lo para descansar também.&lt;br /&gt;E nem tudo são flores. Após um tempo, o estado de saúde de todos os pacientes foi regredindo ao estado inicial de catatonia. Isso ocorre até hoje nos tratamentos de qualquer doença degenerativa, e não se sabe o motivo. É como se o sistema nervoso tivesse um complexo de bactéria e criasse resistência ao medicamento. Talvez seja o cérebro ou a mente que não queiram ficar curados. O certo é que o espírito continua o mesmo para os que acreditam que nele. &lt;br /&gt;Não sei se o filme é tão bom como o julgo ser. Como já deu para perceber, estou numa fase, digamos, muito sensível. Não sei se é influência dos astros, da Lua, ou os hormônios efervescentes da juventude, mas ando mais emotiva do que nunca. Não posso ir ao supermercado sem pensar que esse passeio vai mudar minha vida, que tudo faz parte da minha busca existencial e espiritual. Talvez Tempo de Despertar seja somente mais um drama americano que te faz chorar lançando mão de clichês sobre a reflexão da vida, e que eu me impressionei de mais com esses assuntos de neurologia. Mas uma coisa eu afirmo: tente prestar atenção em todos os detalhes do momento presente a partir de agora para o resto de sua vida e verá como é extremamente difícil. Caso consiga, certamente será muito feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8538723251612249344?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8538723251612249344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8538723251612249344&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8538723251612249344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8538723251612249344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/11/tempo-de-despertar_21.html' title='Tempo de despertar'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-2160197043247939632</id><published>2008-10-11T15:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T17:03:39.880-07:00</updated><title type='text'>Devaneios, vinhos e Chaplin</title><content type='html'>As pessoas que me conhecem e que convivem comigo já estão acostumadas com a minha cabecinha cheia de imaginação fértil. As que não me conhecem podem se supreender quando descobrem que esta pessoa que vos escreve, que parece ser tão calma e sossegada por fora, contém um alto teor de absurdidades oscilantes por dentro. E o momento preferido do dia para deixar a fantasia correr solta é durante meu exercício aeróbico diário. Enquanto condeno, inconscientemente, à morte as calorias através dos movimentos rítmicos e contínuos dos grupos musculares das minhas pernas e coxas, conscientemente gosto de inventar histórias e, eventualmente, divagar entre estranhos raciocínios e idéias. Raciocínios e idéias inúteis, porém deliciosamente divertidos. Uma das minhas últimas maluquices foi tentar comparar um enólogo com um cinéfilo, e gostaria de expor aqui.&lt;br /&gt;Um vinho é feito de uvas, que crescem em uma vinícola, e é produzido por um vinicultor. Um filme é feito de atores, que desenvolvem-se com um roteiro, e é conduzido por um diretor. Um bom vinicultor pode extrair um sabor divino mesmo tendo em mãos uma safra não muito boa. O mesmo pode acontecer a um diretor com relação a seu elenco. E na hora de ir na loja, diante das prateleiras repletas de garrafas, não se pode simplesmente deixar que as tabelas de uvas ou safras da moda, ou até um rótulo atraente, façam sua escolha. Experimentar é preciso. Saber cheirar e degustar. E não importa o que digam: se você gostou, então é bom. O raciocínio ao ir a uma locadora também deve ser semelhante: não deixar que as críticas formem opiniões. Saborear um filme e decidir sua qualidade por conta própria valem mais que uma coluna de jornal.&lt;br /&gt;E quanto mais velho, melhor. Mito. Alguns vinhos já alcançam sua maturidade com apenas 3 anos de idade. Às vezes, um filme também não dura mais do que isso: um ano no cinema, outro na locadora e mais um na TV e já estão velhos no sentido de desinteressantes. Muitas das risadas que nossos pais deram em suas juventudes no cinema podem não se repetir hoje por conta do filme já estar um tanto quanto ultrapassado. Ao contrário, alguns vinhos superiores podem ser muito jovens com 8 anos e demorar ainda mais tempo para que a acidez, o álcool, o tanino e o açúcar promovam seu envelhecimento. E quando penso em vinhos que ficam melhores com o tempo, penso em filmes que ficam melhores com o tempo, e, de imediato, me vem um nome a mente: Sir Charles Chaplin. Fico impressionada ao ver que sua obra não sofreu grandes conseqüências com o passar do tempo, nem apresenta rugas. Pelo contrário. Mudos e sem cor, ainda são modernos. E se me pedirem para comparar um de seus filmes com uma safra excepcional de Bourgogne, não hesitarei em dizer "O Grande Ditador". Em seu primeiro filme falado, sem ter noção da tragédia que foi o holocausto, em 1940, Chaplin lançava a mistura na medida certa da acidez e do açúcar, interpretanto o ditador Hynkel e adoçando com o barbeiro judeu ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;E a cada ano que passa, fica melhor e mais engraçado. Sempre que vejo a cena do austero ditador brincando com a delicadeza de uma criança com o mundo (que até hoje tenta-se inultimente imitar), parece que me emociono ainda mais do que da última vez. E mesmo estando anos a frente da II GM, a aclamação da paz feita há 68 anos por Charlie através do discurso do barbeiro está mais viva e autêntica do que nunca; muda-se o contexto do mundo, mas não muda de significado. E até que essa aclamação seja atentida, esse filme continuará jovem por muito tempo, arrisco dizer, infelizmente. Até lá, tomo sempre uma taça dessa garrafa sem medo de perder seu sabor magnífico. &lt;br /&gt;Chaplin era a uva e o vinicultor. Ambos de excelente qualidade. Sempre que me sirvo de seus filmes, confesso, perco a elegância e me embriago. E por via das dúvidas, sempre volto de táxi para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-2160197043247939632?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/2160197043247939632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=2160197043247939632&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2160197043247939632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/2160197043247939632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/10/devaneios-vinhos-e-chaplin.html' title='Devaneios, vinhos e Chaplin'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3110056267620624308</id><published>2008-09-21T11:17:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T11:38:05.170-07:00</updated><title type='text'>Existe o brasileiro, e existe o gaúcho</title><content type='html'>Buenas! Ontem foi dia 20 de setembro, dia em que se comemora a Revolução Farroupilha, feriado aqui na minha terra. E para a tristeza dos estudantes e para a alegria dos trabalhadores autônomos, este ano caiu em um sábado. E seja sábado ou não, com São Pedro abençoando com um dia de sol ou maltratando com um baita toró, o desfile sai de qualquer jeito, pois nunca um acampamento farroupilha acontece em vão.&lt;br /&gt;Não sou uma boa gaúcha, admito. Não gosto, não como churrasco. Nem sou muito fã de musica gaúcha tradicionalista (não é ruim que nem a setaneja, mas também não é boa...). Acho que Porto Alegre é uma cidade grande muito provinciana; é o interior do mundo! E acho que o gaúcho é um povo bem peculiar (digo peculiar para não dizer estranho), muito bairrista, que não dá a mínima para o 7 de setembro, porém leva muito a sério, seríssimo, o dia 20 de setembro. É um povo que comemora com água nos olhos, digo, um fogo que brilha nos olhos, porque chorar não é coisa de homem, uma revolução que não deu lá muito certo... Mas isso é coisa para um professor de história explicar. Embora ache tudo isso e mais um pouco, que não me atrevo a dizer agora para não arranjar briga com algum gaudério que tenha apeado por aqui, tenho que admitir: nosso hino é lindo. É uma mentira, isso é verdade, mas é o mais bonito do Brasil. Não conheço todos os hinos dos estados brasileiros, mas o nosso é o mais bonito! É de arrepiar o pêlo! Além disso, tem alguns gaúchos que até dá orgulho de dizer que são meus conterrâneos, e não estou falando de Bento Gonçalves, nem de Garibaldi, que nasceu na Itália por uma questão de detalhe só...e muito menos de Getúlio Vargas! Estou falando de Jorge Furtado. O grande cineasta Jorge Furtado. &lt;br /&gt;Por mais que ele diga "não faço cinema gaúcho, faço filmes em PoA" (ou algo que o valha, não me lembro direito), o guri é nosso e pronto! Ele é um dos melhores diretores e roteiristas brasileiros da atualidade que usa o nosso cenário. Passou pelos cursos de medicina, psicologia, jornalismo e artes plásticas, mas, graças a Deus, encontrou seu caminho no cinema (melhor para nós). Aliás, uma das poucas coisas que fazem me orgulhar de ter nascido por aqui é o nosso gosto por cinema e o nosso cinema em si; e o do Furtado em particular, que se assemelha muito com o cinema europeu. Seus filmes também costumam agradar a gregos e troianos: quem tem bom gosto adora os filmes do Furtado; e quem não tem também adora. O gosto pelos filmes do Jorge Furtado é um gostinho muito do fino que já está incluso em nossos genes. Seria uma barbaridade não gostar!&lt;br /&gt;Deixo aqui, dividida em duas partes, a curta-metragem clássica do Jorge Furtado, Ilha das Flores. Feita em 1989, tem a minha idade. Apesar de ter um formato de documentário, não é nem de longe maçante. É bem no estilo europeizado (se é que isso existe) do seu jeito de fazer as coisas: um filme com várias pequenas mensagens que levam a mensagem principal do filme, quase como uma colcha de retalhos. &lt;br /&gt;Aí está, então, em homenagem ao Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor. Ao estado que é um país dentro de outro, com seus folclores, as gurias de prenda e os guris pilchados dançando chula. E, principalmente, a todas as pessoas que lagarteiam pela Redença comendo bergamota, que não abrem mão de um baita programa de índio no domingo, no Parcão, só para tomar um mate amargo, que já caíram alguma vez em algum pega-ratão da UFRGS, que chamam a todos que nascem de Santa Catarina para cima de estrangeiro, que empinavam pandorga quando criança e que morriam de medo do velho do saco, que chamam torrada de torrada (no resto do país é misto quente), que vivem no Uruguai e no Paraguai comprando muamba, que peneiram a farinha para não "empelotar", que assistem todo ano a Tangos e Tragédias e que já nasceram chorando no Moinhos de Vento e dizendo "baaah"... E aos meus amigos estrangeiros para que "sirvam nossas façanhas de modelo a toda a Terra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zfo4Uyf5sgg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Zfo4Uyf5sgg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6IrGibVoBME&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6IrGibVoBME&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3110056267620624308?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3110056267620624308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3110056267620624308&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3110056267620624308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3110056267620624308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/09/existe-o-brasileiro-e-existe-o-gacho.html' title='Existe o brasileiro, e existe o gaúcho'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-1518957179815712356</id><published>2008-09-14T17:26:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T07:21:27.636-07:00</updated><title type='text'>Que hacemos ahora, Fito?</title><content type='html'>Na minha vida, e na muitos que já estavam com o ingresso na mão, este foi o assunto da semana: show do Fito Páez no Pepsi On Stage, em PoA. E, depois de passar esses dias tomada pela ânsia, não posso deixar que esse 13 de setembro de 2008 fique sem registro. Eu sei que esse blog é dedicado a assuntos cinematográficos, pois eu mesma o criei. Mas como o Fito também é diretor e roteirista de cinema, não deixo de prestar minha homenagem a alguém envolvido com a sétima arte. E por não ter visto nenhum de seus filmes ainda, me restrinjo a comentar somente o seu trabalho como músico.&lt;br /&gt;Foi mesmo uma experiência única. A começar pelo ingresso, que só me custou alguns centavos dos créditos do celular ao ligar para a Itapema FM, que estava com uma promoção. E a sorte resolveu me mostrar seu sorriso, e a rádio ligou de volta comunicando que havia sido contemplada com um ingresso para o show do Fito. Ao ouvir Fábio Codevilla dizer "...e os sorteados...Vanessa (pausa) 'Olzeusquí'..." simplesmente pirei e tive um ataque histérico no meio da sala. Nunca foi tão delicioso ouvir alguém se enrolando com meu sobrenome! E ia ver o Fito, nem que fosse sozinha. E que solidão que nada! Fiz amigos de última hora; personas maravillosas que agora fazem parte da história da minha vida e que, de alguma forma, sei que também faço parte da delas também.&lt;br /&gt;E teve fãs de todas as querências e estilos. Tinha os que já estavam roucos nas três primeiras músicas, os que pulavam freneticamente. Tinha brasileiro com cara de argentino. Pequeños cantando El Cuarto De Al Lado para suas muchachitas punks. Um povo bem biruta que se dizia alegre por naturaleza (uhun, sei...). As apaixonas que se apropriaram do odor dos pés do Fito. E os anões (como eu) que passaram o tempo todo com seus pescoços erguidos e hoje estão se entupindo de antiinflamatórios. Mas todos eram iguais na hora de aclamar o grande astro que entrava em cena.&lt;br /&gt;A apresentação foi junto de The Killer Burritos, uma banda de rock de Rosário (muito boa mesmo), cuja a figura dos integrantes deixa bem claro: argentino tem cara de argentino. Bueno. Durante o show o Fito teve um ataque de Madonna e trocou umas três vezes de roupa, o que me deixou com uma dúvida: ele fica mais charmoso de vermelho ou de verde? Ah, e a cusparada... Chovia visivelmente a cada repetição de "circo beat, circo beeeat". Sem falar que o Fito estava calminho, calminho. Talvez faltasse umas gotinhas de tequila na água trasparente, aparentemente pura, mineral e sem gás que estava bebendo. &lt;br /&gt;O veredicto do show foi muito bom e um pouco decepcionante, talvez. Talvez fosse a acústica ruim, ou a falta de diálogo do nosso hermano com os fãs. Ou apenas fossem as expectativas demasiadas que todos faziam. Mesmo com o Fito fazendo uma performance impecável (apesar das controvérsias com o ritmo não tão rock'n'roll de Naturaleza Sangre) a maioria do público saiu com  uma sensação estranha de que faltou alguma coisa. E não adianta: por mais q ele cante 11 y 6, A Rodar Mi Vida, Un Vestido y Un Amor (com o bis mais lindo que já vi na minha vida), sempre vai faltar Tumbas De La Gloria, El Amor Después Del Amor, Brillante Sobre El Mic e tantas outras... Só mesmo fazendo um show de 12 horas de duração para que ele deixe de ser perfeito e passe a ser surreal. E só mesmo quem estava lá para entender essas impressões tão contraditórias que ficaram!&lt;br /&gt;Não sei se a espera do show foi mais divertida que o próprio show, mas com certeza sem ela, não teria sido igual. Gostaria de agradecer a todos que estavam no aeroporto (e a alguns que não estavam também), que ajudaram a fazer da minha noite uma noite e tanto! E mesmo com o corazón apertado com o gostinho de quero mais, o Fito vai continuar sendo o músico fabuloso e a paixão platônica de muita gente. "Tocar en Porto Alegre es como tocar en casa!" Chau, hasta mañana!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SM_kimIT6aI/AAAAAAAAABI/cMntXgYkniE/s1600-h/Picture+008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SM_kimIT6aI/AAAAAAAAABI/cMntXgYkniE/s320/Picture+008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246663373912009122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-1518957179815712356?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/1518957179815712356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=1518957179815712356&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/1518957179815712356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/1518957179815712356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/09/que-hacemos-ahora-fito.html' title='Que hacemos ahora, Fito?'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SM_kimIT6aI/AAAAAAAAABI/cMntXgYkniE/s72-c/Picture+008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-6438559282948042562</id><published>2008-08-28T16:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T17:04:09.894-07:00</updated><title type='text'>Por que Tim Burton é um gênio?</title><content type='html'>Seria porque ele sempre chama Johnny Depp para integrar seus elencos? Isso lá é uma conseqüência e não um motivo. Na verdade, a razão que torna um indivíduo genial ou não, não saberia eu explicar. Nem sei qual é. Nem sei se alguém sabe. O fato é que vejo em Tim Burton um gênio. Um gênio bem esquisito, é verdade. Insano, provavelmente. Convencional, nem um pouco. Há provas disso.&lt;br /&gt;Desde sua singular infância, Tim vivia mergulhado nas suas próprias bizarrices e apreciava o mais fino escritor escritor de contos e poesias macabras, Edgar Allan Poe. E ele também inspirou-se muito naquele que, justamente, interpretou muitas das obras de Edgar: Vincent Price. E gostava tanto, que lhe deu seu nome como título de sua primeira curta-metragem (1982). É a história em forma de poema sobre um garotinho chamado Vincent, que sonha em ser Vincent Price, narrada pelo próprio Vincent Price. Daí já dava para imaginar o que viria a ser a obra desse menino maluquinho.&lt;br /&gt;Tim Burton é, antes de ser um diretor maluco, um maluco diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vincent&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QkmKhd_h3lk&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QkmKhd_h3lk&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-6438559282948042562?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=8b2007ec2fd515fb&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/6438559282948042562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=6438559282948042562&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6438559282948042562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/6438559282948042562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/08/por-que-tim-burton-um-gnio.html' title='Por que Tim Burton é um gênio?'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-248885550979990652</id><published>2008-08-19T15:44:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T17:09:16.153-07:00</updated><title type='text'>E um assunto puxa outro</title><content type='html'>Só nessa breve introduçao, gostaria de acrescentar mais um comentário em relação ao último post. Deixei de fora a descrição de uma das melhores cenas, na minha opinião, do filme: o olho de Jean-Do sendo costurado. Deixei-a de fora não por esquecimento, mas para cuidar que o leitor não se cansasse com um texto  longo e pensasse que os excessos de detalhes fossem para encher murcilha. Enfim. O que faz dessa cena merecer uma citação é, simplesmente, uma mudança do ponto de vista. Literalmente. Se o procedimento fosse filmado pelo ponto de vista do médico, ou de um mero observador, a sensação seria de nojo (se chegar a tanto) para os que têm estômago fraco. Mas por ser vista do olho em questão, a sensação é de completo desespero, no mínimo, se você tiver um pingo de escrúpulo. Já posso tentar descrever como é ter um olho lacrado com uma agulha e uma linha cirurgica. E agora cheguei no ponto em que queria: essa capacidade que o cinema tem de provocar sensações é uma das coisas que mais me fascina. E não é a sensação na qualidade de observador, e sim, na de observado. Encerrando o tema Julian Schnabel, vamos tratar daquele que eu considero outro perito no assunto: Michelangelo Antonioni.&lt;br /&gt;E como fazer com a pessoa que esteja vendo o filme sinta as dores da personagem usando apenas uma câmera e alguns efeitos de cena? Talvez seja mais fácil tirar água de pedra usando uma caneta Bic como faria o Macgyver. Mas Michelangelo Antonioni consegiu. No filme Blow up ("Depois Daquele Beijo"), é um ótimo exemplo. A história baseia-se em discutir o que é e o que não é real, e até que ponto nossa imaginão fértil influi nisso; já que o protagonista, Thomas, não sabe ao certo se testemunhou um assassinato ou não. Durante esse percurso, ele, passa por momentos de tédio, monotonia, um pouco de presunção, alienação, dúvida e muita confusão mental. É praticamente uma overdose de condições emocionais. E como fazer com que percebamos isso sem falar nada? Desligando o som. Genial: no meio de uma avenida, dirigindo um carro, não se ouve sequer o ruído do motor. Quer ver como funciona? Nossa primeira reação é a tentativa inútil de aumentar o volume da TV, pensando que há problemas com o aparelho. Depois de um minuto assim, inconformados com a situação, vem o tédio, a monotonia. Até que a maioria das pessoas tenha dificuldade de prestar atenção na cena. Mais ou menos como Thomas também não parece estar prestando muita atenção no que se passa e se mantém entretido com seus pensamentos. Ou talvez nem pense em nada. Pra que ouvir os carros se eles não dizem nada? Aproveite o tempo a sós com sua mente e faça o mesmo! Mas daqui a pouco o som volta e reconquista nossa concentração, trazendo com ele uma seqüência de cenas, aparentemente, sem nexo e sem sentido nos deixando maluquinhos e confusos. Viu só como funciona?&lt;br /&gt;Mas não se apresse em correr à locadora. Se você for míope e não consegue ler um filme em suas entrelinhas, esqueça. As longas lacunas de puro silêncio, não vão passar de lacunas longas de silêncio puro. Espere Sex And The City sair em DVD.&lt;br /&gt;E pra fechar o festival de grandes impressões, o filme acaba em um belíssimo jogo de tênis sem bola, nem raquete. Entenda: os jogadores são mímicos. Sim; aquelas criaturas irritantes que se vestem de arlequim e vão às ruas limpar o "nada". E a "bolinha" cai para fora da quadra. O nosso querido Thomas poderia passar reto, mas entrou na brincadeira e juntou-a do chão. Ou seja, aí está o resumo da grande questão do filme: o que é e o que não é real  depende do que você acredita e do que você alimenta. Isto é, eu poderia ter passado todo o filme adiante e ter assistido só a esta parte e economizado um tempão. O diretor passou o filme todo brincando com os meus sentidos de audição e visão. Me senti , de novo, igual ao Thomas: uma completa idiota. E que sensação maravilhosa! Bravo, Antonioni, bravo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-248885550979990652?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/248885550979990652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=248885550979990652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/248885550979990652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/248885550979990652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/08/e-um-assunto-puxa-outro.html' title='E um assunto puxa outro'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-8420845488679541875</id><published>2008-08-11T16:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T17:10:48.814-07:00</updated><title type='text'>Menos é mais</title><content type='html'>Desculpem-me o atraso. Sei que "O Escafandro E A Borboleta" está nos cinemas há um bom tempo, mas só agora pude organizar meu tempo para falar sobre ele. Compreendam: não sou crítica de cinema, portanto não me pagam para assistir aos filmes. E como eu não vivo de luz, e o cinema não anda lá muito barato, não vou ao cinema com a freqüência que gostaria. Enfim, vamos ao assunto que o traz a esse blog.&lt;br /&gt;"Le Escaphandre Et Le Papillon" é uma filme baseado no livro, de mesmo título, escrito por Jean-Dominique Bauby, redator da revista Elle. Contrariando o filme que deu origem a primeira resenha desse blog, O Escafandro E A Borboleta não tem nenhum efeito especial mirabolante. Menos é mais. Menos dinheiro investido em efeitos, e mais idéias para investir em conteúdo. O resultado impressiona mesmo os mais descrentes no estilo cult de ver a vida (e o cinema).&lt;br /&gt;A primeira cena parece não ter a mínima pretenção de tornar-se uma história agradável para quem lhe assiste. Os olhos de Jean-Do transformam-se nas câmeras; e sua consciência, na narração. Ele acorda em um hospital após ter sofrido um derrame cerebral. Apenas seu olho esquerdo se move, posto que esteja com sua consciência intacta. A sua visão embaçada dá a impressão de que é nossa a visão embaçada. Até me peguei piscando algumas vezes na tentativa de enxergar melhor. A angustia de tentar se expressar e não conseguir excede o telão e torna-se real aos donos dos olhos atentos presentes na sala do cinema. Mas nem tudo é desgraça. Depois de uma meia hora de agonia aproximadamente, vêm as primeiras risadas. Aquilo que parecia ter ido buscar inspiração no México para fazer um bom dramalhão converte-se em uma das histórias mais doces que já vi.&lt;br /&gt;A mente de Jean-Do nos conduz o tempo todo.  Nos sentimos como Jean-Do. Nós somos o Jean-Do! E as cenas com imagens de borboletas e cachoeiras sobrepostas, dando um ar de vídeo caseiro de primeira comunhão ou  de aniversário de 15 anos, ajuda a vizualizar o que se passa em sua mente.&lt;br /&gt;E é no mínimo curioso que a síndrome do locked-in (quando o AVC não atinge o córtex cerebral) tenha acometido justo alguém com uma vida "glamurosa" (não quero julgar, no entanto não encontrei uma palavra melhor) como Jean-Do. Durante esse tempo, ele refletiu no óbvio: todas as coisas que deveria ter feito ou falado e que já não poderia mais fazê-los. E o melhor de tudo é que ele não se transforma em um hipócrita; não cria em oração, nem passou a crer depois disso tido. E era um perigo ser uma mulher bonita e atenciosa ao lado dele!&lt;br /&gt;Jean-Dominique Bauby, com seu intelecto ileso preso em um escafandro, fez o que parecia impossível: escrever um livro piscando o olho esquerdo. Ecrever um livro piscando o olho esquerdo com maestria. Julian Schnabel fez o que em segundo lugar parecia ser impossível: transformou-o em um filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-8420845488679541875?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/8420845488679541875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=8420845488679541875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8420845488679541875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/8420845488679541875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/08/menos-mais.html' title='Menos é mais'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-4775491986281504691</id><published>2008-08-04T15:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T16:35:51.304-07:00</updated><title type='text'>David Lynch: quando eu crescer, quero ser que nem você.</title><content type='html'>David Lynch cruzou as fronteiras do Brasil pela primeira vez para o lançamento de seu livro "Em Águas Profundas: Criatividade e Meditação". O livro fala sobre experiências suas com a prática da meditação além de alguns momentos importantes de sua carreira. Eu já gosto do David. E pratico meditação quase todos os dias. Fiquei no mínimo curiosa para conferir seus relatos.&lt;br /&gt;David é diretor da David Lynch Foundation, pintor, compositor e fotógrafo. Mas de todas as suas faces, minha preferida ainda é a de cineasta excêntrico, exótico, alvoroçado e promotor de perturbações (em um bom sentido), que criou "Twin Peaks", um dos seriados mais vistos no mundo todo.&lt;br /&gt;Hoje, ele dará uma palestra no Projac, no Rio de Janeiro. Em sua agenda, ainda incluem-se as cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Aqui (Poa), ele participará da edição Fronteiras do Pensamento Copesul Brasken no salão de atos na UFRGS. Com a participação do Donavan (músico). Mas parece que já estão os ingressos esgotados. Snif!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-4775491986281504691?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/4775491986281504691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=4775491986281504691&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/4775491986281504691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/4775491986281504691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/08/david-lynch-quando-eu-crescer-quero-ser.html' title='David Lynch: quando eu crescer, quero ser que nem você.'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1778686808929873443.post-3282308389675257880</id><published>2008-08-02T13:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T15:45:11.348-07:00</updated><title type='text'>Quer saber a origem dessas cicatrizes?</title><content type='html'>Quem não saiu fascinado da sala do cinema após quase duas horas e meia assistindo ao Batman - The Dark Knight que atire a primeira pedra. Confesso que não levava muita fé nos comentários extramamente positivos atribuídos a ele e a atuação de Heath Ledger. Tive que coferir com meus próprios olhos. São, simplesmente, as pessoas certas, no lugar certo, fazendo a coisa certa. É um elenco cheio de estrelas; mas nenhma tira o brilho da outra. Cada personagem cai como uma luva para cada ator. Há quem ousa dizer que são os papéis de suas vidas! Ouso em concordar.&lt;br /&gt;Além disso, esse segundo filme serviu para confirmar o que eu já suspeitava desde o princípio: Christian Bale é "o" Batman. Seu jeito sombrio, já visto em filmes como "O Operário" e "Equilibrium", e seus caninos são perfeitos para viver o Cavaleiro das Trevas. O Gary Oldman é a cara do Gordon... E se o Alfred dos quadrinhos tivesse a consciência de que seria interpretado por Michael Caine nos cinemas, certamente estaria aplaudindo de pé a uma hora dessas. Aliás, ter Michael Caine e Morgan Freeman como atores coadjuvantes não é para qualquer um!&lt;br /&gt;Mas a grande estrela da vez é o Coringa. Pragas de Jack Nicholson a parte, é lastimável que Heath Ledger não possa vivenciar a grandiosidade de seu feito ao dar vida ao novo Coringa. Com o rosto coberto de cicatrizes, que o permite sorrir sempre, mesmo estando sério. Não esquecendo de seus bordões "Why so serious?" e "Quer saber a origem dessas cicatrizes?", que já entraram para a história do cinema.&lt;br /&gt;Por falar em novo Coringa, uma das características mais legais do Batman de Nolan é a releitura das personagens do HQ. Apesar do ar sombrio e obscuro, as personagens mudam um pouco suas essências para ficarem mais humanas.&lt;br /&gt;Vale a pena mencionar também o trabalho feito por Aaron Eckhart. Graças a ele, quase saí para comprar um broche "I believe in Harvey Dent".&lt;br /&gt;Não sei se só eu reparei, mas nas cenas em que o Coringa dá a 3 homens uma estaca para "decidir" quem participaria de sua gangue, e a cena dos navios (explode não explode) me pareceram familiares. Essa coisa de "façam sua escolha" soou como Jogos Mortais na minha cabeça... Mas nada que comprometa o filme.&lt;br /&gt;Finalizando, está tudo perfeito. Acredito que para superar o The Dark Knight, o terceiro filme do homem-morcego vai dar trabalho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1778686808929873443-3282308389675257880?l=cinepocket.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinepocket.blogspot.com/feeds/3282308389675257880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1778686808929873443&amp;postID=3282308389675257880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3282308389675257880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1778686808929873443/posts/default/3282308389675257880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinepocket.blogspot.com/2008/08/quer-saber-origem-dessas-cicatrizes.html' title='Quer saber a origem dessas cicatrizes?'/><author><name>Vanessa Olszewski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14190637020590300388</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_L3a84ffgArc/SLljGEh-h_I/AAAAAAAAAAs/oelpnytcGwM/S220/100_0849.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
